domingo, 13 de setembro de 2015

Ponte Preta atropela o Santos, respira e acaba com longa série do adversário

BRASILEIRÃO SÉRIE A - 25ª RODADA


Depois de seis jogos, Macaca volta a vencer no Brasileirão. Peixe, que não perdia havia 13 partidas, tropeça e desperdiça chance de entrar de vez na briga pelo G-4



Por
Campinas, SP


A Ponte Preta entrou em campo carregando seis jogos de jejum. Já o Santos foi para partida com um retrospecto intimidador: 13 duelos de invencibilidade (contando também a Copa do Brasil). A Macaca estava pressionada pela queda livre na tabela, e o Peixe empolgado com a proximidade do G-4. Mas nada disso valeu quando a bola rolou no Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 25ª rodada do Brasileirão. Os donos da casa não deram chance para o time da Baixada Santista e venceram por 3 a 1, com futebol envolvente. Bady, Ferron e Biro Biro fizeram os gols da Ponte, e Rafael Longuine anotou para os visitantes.

O resultado renova o fôlego da Macaca na luta contra o rebaixamento. Com 31 pontos, abriu quatro de vantagem para o Coritiba, que abre o Z-4. Foi uma rodada perfeita, já que Coxa e Figueirense perderam no sábado. O Peixe, por sua vez, perdeu a oportunidade de figurar na zona de classificação à Libertadores e estacionou nos 37 pontos.

As equipes voltam a campo na quarta. Às 19h30, em duelo direto na parte de baixo da tabela, a Ponte enfrenta o Goiás, no Serra Dourada. Para não perder espaço na luta pelo G-4, o Peixe tem pela frente o Atlético-MG, às 22h, na Vila Belmiro.

Ponte Preta x Santos gol (Foto: MARCOS BEZERRA - Agência Estado)
Jogadores da Ponte Preta comemoram a 
vitória sobre o Santos (Foto: MARCOS 
BEZERRA - Agência Estado)


O jogo

Antes de a partida começar, os donos da casa apostaram na superstição e colocaram alho e sal grosso no gramado do Moisés Lucarelli para espantar a má fase. Coincidência ou não, a crise da Ponte e o embalo do Santos evaporaram assim que a bola rolou. Até pareceu que os times trocaram de papéis. Os campineiros entenderam que apenas com raça e disposição tinham chance de equilibrar diante da superioridade técnica do adversário. Com uma intensidade acima do normal, foi a Macaca quem controlou as ações.

Já o Peixe, nem de longe lembrava aquele time envolvente das partidas anteriores. Só criou quando Lucas Lima encontrou uma folga na marcação da Ponte para deixar Ricardo Oliveira e Gabriel em boas condições, mas Lomba, na primeira, e o travessão, depois, salvaram a Macaca. Já a Ponte mostrou eficiência para converter as chances criadas, com Bady, Ferron e depois Borges. Um primeiro tempo irretocável dos mandantes e irreconhecível dos visitantes.

O ritmo não foi o mesmo, mas a Ponte seguiu dona das ações na etapa final e criou chances para fazer um placar ainda mais elástico. Não fosse Vanderlei em duas oportunidades e a falta de capricho em outras tantas, não seria exagero nenhum uma goleada de cinco ou seis.

O Santos continuou apático. Com Neto Berola no lugar de Daniel Guedes, que levou um baile de Biro Biro pela esquerda, o Peixe até saiu mais para o ataque, deixando espaços para os contra-ataques da Ponte. Lomba, em cabeçada de Gustavo Henrique e depois em batida de Longuine dentro da área, impediu o gol os visitantes. Só não conseguiu parar Longuine em lance aos 48 minutos. Depois de jogada de Leandro, ele fez o gol de honra do Santos. A manhã foi da Ponte.


Ponte Preta Santos Moisés Lucarelli (Foto: Fábio Leoni/PontePress)
Ferron, de cabeça, faz gol para a Ponte Preta. 
Jogadores do Santos lamentam (Foto: Fábio 
Leoni/PontePress)


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