BOTAFOGO:
Problema no acesso da Leste no domingo fez com que a entrada fosse liberada, porém, clube informa que contabilidade é feita no ato da compra e reserva. Estádio recebeu 9.160 torcedores
Por Marcelo Baltar, Felippe Costa e Thiago Lima,
Rio de Janeiro
Quando o telão do Nilton Santos anunciou o público de 9.160 torcedores
(7.711 pagantes) na vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre a Ponte Preta,
no último domingo, teve gente que achou pouco pelo que se via no
estádio. E um problema no acesso pelo Portão Leste fez com que muitos
suspeitassem de que alvinegros teriam entrado sem terem sido
contabilizados. De fato, o sistema local do setor caiu faltando cerca de
uma hora para a partida, o que deixou longas filas e centenas de
pessoas do lado de fora (veja no vídeo clicando no LINK da FONTE abaixo).
Foi quando, segundo relatos, liberaram a entrada.
– As filas ficaram enormes, e eles liberaram as catracas. Abriram sem
contabilizar, estava liberada, era só passar. Nós estávamos com a
carteirinha, a minha mãe era a minha convidada, passamos todos direto.
Era todo mundo com carteirinha de sócio-torcedor, até onde eu sei foi o
sistema que caiu – contou a alvinegra Stephanie Negri, engenheira de 30
anos e que estava na fila.
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Entrada foi liberada na Leste após problema nas
catracas (Foto: Leandro Silva)
Procurado pela reportagem, o clube negou que tenha ocorrido uma grande
defasagem entre o público divulgado e o que estava presente. Segundo o
vice-presidente de comunicação do Botafogo, Marcio Padilha, o número que
vai para o borderô é contabilizado no ato da compra, e não no acesso ao
estádio. O dirigente acredita que, se houve diferença, foi só no número
de gratuidades distribuídas, o que aumentaria muito pouco a quantidade
total.
– A catraca é só para ter um controle, aquele número que vai para o
borderô é contabilizado na venda e no check-in ou reserva dos sócios. O
borderô recebe isso direto do sistema. Se tinha gente ali sem ingresso
foi muito sortudo, pode jogar na Mega-Sena, porque não tem como prever.
Se entrou gente sem ser contabilizada seria só quem tem direito à
gratuidade por lei – explicou.
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Setor Leste do estádio foi o que mais encheu e
quase lotou (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)
A gratuidade no Rio de Janeiro é oferecida para crianças (menores de 12
anos), idosos (acima de 65) e portadores de necessidades especiais em
setores determinados pelo clube mandante – cerca de 10% da Leste foi
destinada para essa finalidade no jogo contra a Ponte Preta. Já
cadeirantes têm gratuidade em todos os setores do estádio.
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Setor Oeste e parte do Norte aparecem em vídeos
na internet (Foto: Reprodução) ]
Para esta partida, o Botafogo não abriu os setores superiores do
estádio, que tem capacidade para 10.500 cada um, devido à baixa
expectativa de público. A Leste Inferior, que ocupa cerca de 6.500
lugares, foi o setor de maior ocupação, quase sua totalidade de acordo
com fotos. Na Oeste inferior, com a mesma capacidade, imagens revelam
que estava bem mais vazio. Assim como a Norte, onde cabem 4 mil
torcedores, e a Sul, destinada à torcida visitante e que recebeu só
cerca de 20 pessoas.
FONTE: