Após cinco meses se recuperando de uma cirurgia, ponteira não vê a hora
de Bernardinho chamá-la para entrar em quadra, nesta quinta, contra o Minas
(Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)
A ansiedade deu lugar à tensão. E só foi deixada momentaneamente de lado quando teve de encarar os jornalistas.
- Gente, pode ser de pé? Não quero ficar sentada nesta mesa, não. Parece a despedida do Ronaldo. Só que ele estava parando, e eu estou voltando! - brincou - Assim como ele, eu tive que aprender a conviver com a dor. Todo atleta é assim, é o que exige o esporte de alto rendimento. Para mim foi muito difícil durante este período deitar a cabeça no travesseiro e deixá-la descansar. Eu tentava dormir e ficava imaginando quando eu ia voltar. Foi muito sacrificante e agora estou com muita fome de bola e espero ter esse esforço recompensado.
Mari lembra que durante o período de tratamento treinou muito, se dedicou ao trabalho físico mais do que qualquer outra e não reclamou um momento sequer. Admite que ainda não está 100%, mas já apta a contribuir com suas companheiras.
(Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)
O trabalho agora é para que esteja levando preocupação aos adversários nos playoffs da Superliga.
- É difícil dizer quando vou estar 100%. Com três meses de cirurgia eu achava que não ia mais jogar e, com cinco, já vou fazer isso. A cicatrização total pode durar dez meses, mas talvez caia para oito. Minha recuperação está muito rápida e surpreendendo os médicos. Na minha cabeça, daqui a dois meses é quando quero ser a Mari de sempre.
Além de retornar à quadra, a ponteira conta os minutos para voltar a dirigir. O carro escolhido já está na oficina, em Rolândia, no Paraná: um Fusca 96, que vai ser pintado de preto, terá estilo alemão e terá motor com 400 cavalos, "de Ferrari", como ela faz questão de ressaltar.
Mas Bernardinho não quer acelerar o processo. A expectativa do treinador é que daqui a três semanas Mari represente um ganho grande para a equipe.
- O mais importante agora é que ela está voltando a atividade normal e ganhando ritmo. Não estamos imaginando que ela volte a mil por hora. Esses dois próximos jogos serão muito importantes para que possa dar a sua contribuição. Tenho certeza de que se continuar assim, em três semanas ela possa ser o ganho que a gente espera. Vamos ganhar opções e possibilidades com Mari - afirmou Bernardinho, que diz estar acostumado a ser chamado de tio e chefe por suas pupilas, e de psicopata pelos rapazes.
FONTE
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2011/02/estou-com-fome-de-bola-diz-mari.html