quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CIRO SE LANÇA AO PLANALTO E SE DIZ IMUNE A GOLPES



FONTE:
http://www.brasil247.com/pt/247/ceara247/280851/Ciro-se-lan%C3%A7a-ao-Planalto-e-se-diz-imune-a-golpes.htm




Em um longo discurso realizado em evento do PDT nesta quinta-feira 16, onde foi lançado candidato a presidente da República em 2018, o ex-ministro e ex-governador do Ceará disse que não será vítima de um golpe caso chegue ao Palácio do Planalto; "[Quando eu chegar lá], eu não posso falhar. Sou novinho demais para me matar, como Getúlio, e não deixarei ninguém fazer um golpe, como fizeram com João Goulart e com a Dilma. Chegando lá o pau vai cantar, comigo ninguém me derruba", desafiou; 'a palestra "O próximo passo: um desafio chamado Brasil" foi feita no Seminário Nacional de Vereadores e Vereadoras do PDT; assista

Ceará 247 – O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes disse nesta quinta-feira 16 ser imune a golpes, como os que aconteceram com João Goulart e Dilma Rousseff, citados por ele próprio durante a palestra "O próximo passo: um desafio chamado Brasil", durante o Seminário Nacional de Vereadores e Vereadoras do PDT.
Confira a íntegra de sua fala no evento do PDT:
NO VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA


No evento do PDT, Ciro foi lançado candidato à presidência da República em 2018. Ele destacou que, caso chegue lá, não poderá falhar. "Eu não posso falhar. Sou novinho demais para me matar, como Getúlio, e não deixarei ninguém fazer um golpe, como fizeram com João Goulart e com a Dilma. Chegando lá o pau vai cantar, comigo ninguém me derruba", desafiou, sendo aplaudido.
Para Ciro, não podemos mais repetir para o futuro do Brasil o "mais do mesmo". Há necessidade, segundo ele, de um "novo pacto nacional". "Não estou falando de acordão político, estou falando de uma sobrevivência", disse.
Relembre a entrevista de Ciro ao 247:
NO VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA


CUNHA QUESTIONA TEMER NA JUSTIÇA SOBRE PROPINA, MOREIRA FRANCO E CHALITA



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/cunha-questiona-temer-na-justica-sobre-propina-chalita-e-moreira-franco/


Briga entre ex-sócios esquenta



Preso pela Operação Lava Jato desde outubro, o ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) questionou na Justiça o presidente Michel Temer se ele participou, juntamente com o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), de reuniões para tratar de propina ou doações eleitorais em troca de financiamentos do fundo de investimento do FGTS, o FI-FGTS. As informações são do site da revista Época.
Acusado de arrecadar propina do FI-FGTS na Operação Sépsis, Cunha relacionou Temer como sua testemunha no caso. Por ser presidente, ele tem direito a responder por escrito. As perguntas foram feitas pelo ex-deputado na cadeia e enviadas à Justiça Federal em Brasília, onde corre o processo. De lá, serão reencaminhadas ao peemedebista.
Essa não é a primeira vez que Cunha constrange Cunha e Moreira Franco. Em processo da Lava Jato, ele havia indagado se a dupla tinha participado na intermediação de propina (vantagem indevida) ou doação para o PMDB, via Odebrecht ou OAS. Na ocasião, o juiz Sérgio Moro suprimiu as perguntas, alegando que essa era uma tentativa do ex-presidente da Câmara de intimidar o presidente da República.
Dessa vez, mostra o repórter Filipe Coutinho, Cunha questiona expressamente sobre propina na Caixa. Em uma das perguntas, o ex-deputado faz referência a uma pessoa chamada Érica, sem citar sobrenome ou cargo. “[Michel Temer] Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou Moreira Franco, seja posteriormente para liberação de financiamento do FI/FGTS?”
(…)
No questionário, Cunha faz referência a André de Souza, conselheiro do FI-FGTS indicado pela CUT, que acabou ficando próximo de Moreira. Em nota à Época, o ministro e o presidente negaram envolvimento com irregularidades: “Não há o que responder sobre reuniões que nunca ocorreram e conversas que jamais existiram”.
A íntegra das perguntas de Eduardo Cunha a Michel Temer:
1 – Em qual período o senhor foi presidente do PMDB?
2 – Quando da nomeação do senhor Moreira Franco como vice-presidente de Fundos e Loteria da Caixa Econômica Federal, o senhor exercia a presidência do PMDB?
3 – O senhor foi o responsável pela nomeação dele para a Caixa? O pedido foi feito a quem?
4 – Em 2010, quando o senhor Moreira Franco deixou a CEF para ir para a coordenação da campanha presidencial como representante do PMDB, o senhor indicou Joaquim Lima como seu substituto?
5 – O senhor conhece a pessoa de André de Souza, representante no Conselho dos Trabalhadores no FI/FGTS à época dos trabalhadores?
6 – O senhor fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com o FI, junto com Moreira Franco e André de Souza?
7 – O senhor conhece Benedito Júnior e Léo Pinheiro?
8 – Participou de alguma reunião com eles, junto com Moreira Franco para doação de campanha?
9 – Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI?
10 – André da Souza participou dessas reuniões?
11 – O senhor conheceu Fábio Cleto?
12 – Se sim, o senhor teve alguma participação em sua nomeação?
13 – Houve algum pedido político de Eduardo Paes, visando à aceleração do projeto Porto Maravilha para as Olimpíadas?
14 – Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou Moreira Franco, seja posteriormente para liberação de financiamento do FI/FGTS?
15 – A denúncia trata da suspeita do recebimento de vantagens providas do consórcio Porto Maravilha (Odebrecht, OAS e Carioca), Hazdec, Aquapolo e Odebrecht Ambiental, Saneatins, Eldorado Participações, Lamsa, Brado, Moura Debeux, BR Vias. O senhor tem conhecimento como presidente do PMDB até 2016 se essas empresas fizeram doações a campanhas do PMDB. Se sim, de que forma?
16 – Sabe dizer se algum deles fez doação para a campanha de Gabriel Chalita em 2012?
17 – Se positiva a resposta, houve a participação do senhor? Estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI/FGTS?
18 – Como vice-presidente da República desde 2011, teve conhecimento da participação de Eduardo Cunha em algum fato vinculado a essa denúncia de cobrança de vantagens indevidas para liberação de financiamentos do FI/FGTS?
19 – Joaquim Lima continuou como vice-presidente da Caixa Econômica Federal em outra área a partir de 2011 e está até hoje, quem foi o responsável pela sua nomeação?

Sem querer, Delcídio inocenta Lula e confirma responsabilidade



FONTE:
http://jornalggn.com.br/noticia/sem-querer-delcidio-inocenta-lula-e-confirma-responsabilidade




Jornal GGN - No curso da ação penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras seis pessoas por suposta compra de silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, o senador cassado Delcídio do Amaral reiterou a tese contra Lula, sem provas materiais e sem assumir o compromisso com a verdade.
 
Delcídio prestou depoimento nesta quarta-feira (15), na 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramita o processo. Por cerca de três horas, o ex-parlamentar mostrou uma aparente "confissão", afirmando ter sido uma "sandice" procurar a família do pecuarista José Carlos Bumlai, supostamente a pedido de Lula, para obstruir a Justiça.
 
A investigação com base apenas na delação premiada de Delcídio, prestada à Procuradoria-Geral da República no último ano, sustenta que o ex-presidente atuou para comprar o silêncio de Cerveró, antes de que fechasse um acordo de delação com os procuradores da República.
 
Delcídio narrou que conversou com o ex-presidente em uma reunião no Instituto Lula, ainda em maio de 2015, sobre a possibilidade de Cerveró comprometer a ele e Bumlai em uma eventual delação. De forma completamente genérica, Lula teria dito a Delcídio para "ver essa questão do Bumlai".
 
O "ver essa questão" foi interpretado por Delcídio do Amaral como uma "ordem". Foi o ex-senador, então, que decidiu procurar a família do pecuarista, que por sua vez teria aceito pagar R$ 50 mil mensais de ajuda financeira à família de Cerveró.
 
"É nesse contexto que entendemos ter ele atribuído ao ex-Presidente Lula uma frase para que verificasse o que poderia ser feito para ajudar a família de José Carlos Bumlai. Essa afirmação, além de não comprovada, não configura qualquer tentativa de obstrução à justiça", informaram os advogados de Lula.
 
Se a narrativa hipotética confirma que o ex-presidente não emitiu uma "ordem" efetivamente, ainda, Delcídio admite em seu depoimento a responsabilidade: "cometi a sandice de tomar essa atitude".
 
A fragilidade do depoimento prestado nesta quarta vai além: tentando voltar a mira ao ex-presidente, o senador cassado tentou garantir que teve "muitas conversas solitárias com o presidente Lula", sem, ainda, lograr a apontar uma testemunha que confirmasse a sua versão.
 
"Delcidio ainda admitiu não haver testemunha dessa narrativa. Ele reconheceu não ter intimidade com Lula, apenas proximidade política por ser líder do governo a partir do início de 2015 e foi nessa categoria que o ex-Presidente o recebeu", reportaram os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira.

Delcídio do Amaral foi preso em novembro de 2015, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), após o filho do ex-diretor da estatal, Bernardo Cerveró, apresentar aos investigadores um áudio de Delcídio com a família de Cerveró, negociando a "mesada" e, inclusive, incentivando uma fuga do ex-diretor à Espanha.
 
Em nota, Zanin e Teixeira afirmaram que as declarações "revelaram de forma inequívoca que ele tinha interesse próprio no processo de delação premiada de Nestor Cerveró".
 
"Delcidio Amaral admitiu que se sentiu ameaçado em conversas com familiares de Cerveró diante da possibilidade de o ex-diretor da Petrobras delatar supostos recebimentos de propina por ele, Delcidio, em contratos que a Petrobras firmou com a Alston e a GE, e, ainda, por supostas contribuições ilegais relativas à campanha de 2006 para o governo do Estado do Mato Grosso do Sul", publicaram.
 
Ainda, a defesa de Lula lembrou que em depoimento prestado também à Justiça de Brasília, o próprio ex-diretor Nestor Cerveró disse que Delcídio do Amaral tinha interesses próprios em suas investidas e que a negociação da "mesada" buscavam dissuadi-lo de delatar contra o próprio ex-parlamentar.
 
E não apenas Nestor Cerveró, como também a advogada do ex-diretor e seu filho Bernardo, confirmaram os interesses individuais de Delcídio, não podendo arrolar o ex-presidente Lula na tratativa planejada pelo ex-senador.
 
"Todos os demais depoimentos colhidos nessa ação penal colidem com a versão de Delcídio e deixaram claro que Lula jamais fez direta ou indiretamente qualquer intervenção no processo de delação premiada de Nestor Cerveró, seja para impedir, seja para retardar o ato", concluiu a defesa de Lula. 

Colocar um plagiário no STF é um insulto à memória de Teori, por Janio de Freitas




FONTE:
http://jornalggn.com.br/noticia/colocar-um-plagiario-no-stf-e-um-insulto-a-memoria-de-teori-por-janio-de-freitas


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Jornal GGN - Em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, o jornalista Janio de Freitas afirma que a indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal estava “dentro do esperável” do governo Temer, mas que a manutenção da indicação após as revelações de plágio é quase uma “agressão moral ao STF, se não ao Judiciário”.
 
O colunista afirma que os princípios da Suprema Corte, atualmente, são desrespeitados a partir de dentro, e que a indicação de Moraes intoxica ainda mais o Supremo, “com uma dose forte de impostura intelectual e jurídica”.
 
Leia mais abaixo: 
 
Da Folha
 
 
Janio de Freitas
 
Os céticos não de todo desinformados jamais esperaríamos de Michel Temer –fraco, titubeante, posudo como os necessitados de aparências enganosas– que surpreendesse, com uma Presidência razoável na eficácia e na dignidade. Agora, é forçoso reconhecer que Michel Temer surpreende. Pelo excesso do que dele se podia esperar.
 
Indicar Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal esteve dentro do esperável. Manter a indicação depois do que dele revelaram, na Folha, os repórteres Fabio Victor e Thais Bilenky, com o complemento de Diogo Bercito na Espanha, chega ao nível de agressão moral ao STF, se não ao Judiciário.
 
Nomear para o Supremo o plagiário de um texto judicial espanhol já é, por si só, desmoralizante. Mas só o começo. Com que nível de respeito serão recebidas decisões do mais alto tribunal se incluírem voto de quem se fez e faz passar como seus, em livro, textos alheios?
 
Na história do Supremo (não a escrita por seu atual decano, Celso de Mello) não faltam integrantes que só o honraram porque protegidos pelo temeroso silêncio de políticos e jornalistas. E ainda pelo corporativismo, sustentado também por verdadeiros honrosos. Na atualidade, princípios do tribunal são desrespeitados a partir de dentro. Não deixam de comprometê-lo e, para grande parte da opinião pública ativa, de desacreditá-lo como instituição.
 
Apesar disso, e na melhor hipótese, intoxicá-lo mais, com uma dose forte de impostura intelectual e jurídica, é submetê-lo ao risco de um conceito futuro semelhante ao do governo de Michel Temer, Moreira Franco, o próprio Alexandre de Moraes e tantos outros.
 
Além do mais, um plagiário para substituir Teori Zavascki é um insulto à memória do ministro que elevou o Supremo.
 
OS PODEROSOS
 
Engenheiros, advogados e economistas de empreiteiras são profissionais liberais, não funcionários públicos; empreiteiras são empresas privadas, não componentes do aparelho de Estado.
 
Ainda assim, procuradores e juiz da Lava Jato têm imposto a vários delatores premiados a proibição de voltar, quando liberados, a seus cargos nas empreiteiras ou ocupar determinados outros. Há até rebaixamentos compulsórios. Empresas privadas podem empregar quem queiram e profissionais liberais aceitam o que quiserem.
 
Ou há mais um novo poder que os integrantes da Lava Jato se concederam, ou é mais um forma de abuso de poder.
 
ÓDIO ANALFA
 
Os analfabetos funcionais, que leem e não entendem, são mais numerosos do que dizem as estimativas e as nossas vãs suposições. O Painel do Leitor da segunda (13) publicou carta em que Denis Tavares, da cidade de São Paulo, me ataca por "não querer encarar" erros como "as pedaladas que foram fraude", "recurso antidemocrático", e que "Dilma corrompeu a democracia". O artigo do dia anterior esteve distante de todos esses e outros temas que lhe foram atribuídos.
 
Não é incomum, em relação a mim e a alguns autores –Mello Franco, Conti, Duvivier–, esse tipo de manifestação. Vem de leitores que nem por sua classe social deixam de ser analfabetos funcionais. Ou estão entre os portadores de ódio patológico. Caso não estejam nas duas situações.
 
Podem e devem continuar. Em qualquer das suas três possíveis situações, não façam cerimônia. Nós também não faremos. 

Uma aula ao presidente constitucionalista, por Marcelo Auler



FONTE:
http://jornalggn.com.br/noticia/uma-aula-ao-presidente-constitucionalista-por-marcelo-auler



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O desembargador Camanho de Assis, ao suspender a censura à Folha de S. Paulo, deu aula de Constituição ao constitucionalista Michel Temer e sua esposa, Marcela
Do blog de Marcelo Auler
por Marcelo Auler
Em final de 1963, quando o carioca Arnoldo Camanho de Assis mal completava sete meses de idade e ainda amamentava-se nos peitos de sua mãe, o paulista de Tietê, Michel Miguel Elias Temer Lulia, então com 23 anos, formava-se pela tradicional Arcada de São Francisco, a faculdade de Direito da USP. Ao longo dos 53 anos seguintes, os dois talvez jamais tenha se falado, embora Arnoldo tenha optado pela mesma profissão de Michel: Também aos 23 anos (1986) recebeu a graduação da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília.
Oficialmente, os dois seguiram rumos diferentes na profissão. Michel enveredou pelo estudo da Constituição, tornando-se, a partir da edição do livro Teoria de Direito Constitucionalista (1982), hoje na 24ª edição, com mais de 240 mil exemplares vendidos, um “respeitado” especialista na Lei Magna do país. Arnoldo voltou-se para o Direito Internacional Público e Privado e, há 26 anos, ingressou no magistério, conquistando, por merecimento, em 2008, uma cadeira no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
Quis o destino que a vida dos dois se cruzasse nessa quarta-feira (15/02) estando Michel no mais alto cargo do Executivo nacional, o de presidente da República, enquanto Arnoldo permanece na cadeira do TJDFT. E foi desta posição que o relativamente jovem desembargador – hoje com 53 anos, 30 de formado em Direito, enquanto Michel está com 76 anos, e 53 com advogado constitucionalista – deu uma lição sobre Constituição ao suspender a liminar que, a pedido da esposa de Michel, Marcela Tedeschi Araújo Temer, o juiz Hilmar Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, concedeu no dia 10/02, atendendo a ação proposta pelo subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, Gustavo Vale do Rocha. Pela decisão, tanto a Folha de S. Paulo como O Globo foram censurados nas reportagens que fizeram a respeito da clonagem do celular de Marcela.
O especialista na Constituição se esqueceu de dizer à sua esposa e, principalmente, ao subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, Rocha, o qual por ter advogado para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha – hoje nas masmorras do complexo penitenciário de Curitiba – tornou-se especialista em processar jornalistas, que a Constituição, que ele jurou cumprir ao tomar posse, não permite censurar. Foi preciso que o desembargador, lembrasse isso na decisão proferida na quarta-feira (15/02) suspendendo a liminar erroneamente dada pelo juízo de primeira instância.
Talvez movido pelo ódio que tem dominado sua relação com a imprensa – recorde-se que recentemente seu governo limitou a circulação de jornalistas credenciados pelos andares do Palácio do Planalto – Temer “esqueceu” o que aprendeu como estudioso das constituições. Ou não se atualizou com a nova Carta Magna, de 1988, que, por sinal, ele ajudou a escrever como constituinte. Da mesma forma, deve ter tido amnésia com relação aos últimos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto. Ou será que ele não soube que a ministra Carmen Lúcia, antes de ocupar a presidência daquela corte, em 20 de outubro passado, deixou claro que o “Cala boca já morreu”. Na ocasião, ela ainda completou alertando que o STF dará cumprimento, como tem feito reiteradas vezes, ao exercício de uma imprensa livre e “não como poder, mas como uma exigência constitucional para se garantir a liberdade de informar e do cidadão ser informado para exercer livremente a sua cidadania”.
Para obter a liminar que censurou os dois jornais, o subchefe de assuntos jurídicos da Presidência meteu os pés pelas mãos e alegou invasão de privacidade e da vida íntima da primeira dama. Pelo jeito, ele sequer leu a reportagem publicada pelos dois jornais. Apesar de o hacker Silvonei José de Jesus Souza – condenado a cinco anos e 10 meses de prisão – ter surrupiado do celular da primeira dama fotos e conversas pessoais, a atenção dos jornais não se voltou para os chamados assuntos íntimos e a fofoca, mas à parte da conversa que desperta sim interesse público.

Reportagem de O Globo censurada
Reportagem de O Globo censurada
A folha de S. Paulo, por exemplo, destacou a conversa que se referia a um marqueteiro do marido de Marcela, encarregado do “jogo sujo”. Diz a reportagem:
“Pois bem como achei que esse vídeo [na verdade, áudio] joga o nome de vosso marido [Temer] na lama. Quando você disse q ele tem um marqueteiro q faz a parte baixo nível… pensei em ganhar algum com isso!!!!”, escreveu o hacker a Marcela, pedindo-lhe R$ 300 mil para não divulgar o arquivo.
A Folha apurou que o “marqueteiro” a que o hacker se refere é Arlon Viana, assessor de Temer, citado na conversa entre a primeira-dama e o irmão“.
Da mesma forma, o jornalista Thiago Herdy, de O Globo, focou sua matéria no fato de interesse público, provavelmente para desgosto de Temer e seus aliados, expondo a frase em que o hacker repetindo o comentário de que o áudio “joga o nome do seu marido na lama”. Algo que até hoje não mereceu maiores explicações. Mas, mesmo que atingisse a intimidade da primeira dama, na visão do desembargador, não se pode recorrer à censura. Ele lembrou que esse debate:
“já foi levado por incontáveis vezes, à apreciação do Poder Judiciário, em todas as suas instâncias ater chegar ao Supremo Tribunal Federal, que, em memorável julgamento e por votação majoritária, decidiu que “as relações de imprensa e as relações de intimidade, vida privada, imagem e honra são de mútua excludência, no sentido de que as primeiras se antecipam, no tempo, às segundas; ou seja, antes de tudo prevalecem as relações de imprensa como superiores bens jurídicos e natural forma de controle social sobre o Poder do Estado, sobrevindo as demais relações como eventual responsabilização ou consequência do pleno gozo das primeiras”. Não há, pois, como consentir com a possibilidade de algum órgão estatal – o Poder Judiciário, por exemplo – estabelecer, aprioristicamente, o que deva e o que não deva ser publicado na imprensa”.

Gilmar retira poder de Corregedor de investigar membro do Ministério Público



FONTE:
http://jornalggn.com.br/noticia/gilmar-retira-poder-de-corregedor-de-investigar-membro-do-ministerio-publico






Jornal GGN - Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinar que é o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) quem deve analisar a abertura de processos contra um integrante do Ministério Público, a entidade autorizou 38 processos, mas suspendeu todos os que já foram abertos por corregedores.
 
Apesar de conceder ao CNMP a responsabilidade, a pedido da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), restringiu, por outro lado, o poder dos corregedores de decidirem sobre esses processos.
 
Uma das determinações de Gilmar foi suspender, de imediato, todas as ações administrativas disciplinares - que são as que investigam irregularidades de investigadores, comportamentos e, inclusive, abusos de autoridade - que já foram abertas por um corregedor nacional.
 
Isso porque usou como base trecho da Lei Orgânica do Ministério Público e da Constituição, que define de quem é a competência para instaurar esse tipo de investigação. Segundo o ministro do Supremo, o artigo 130-A da Carta determina que é do CNMP essa responsabilidade, de receber e conhecer reclamações contra membros do Ministério Público.
 
“Verifica-se, assim, que a Constituição Federal regulamentou, no particular, as atribuições do corregedor nacional, notadamente para receber reclamações e denúncias relativas a membros do Ministério Público; e, por outro lado, explicitou que a competência para conhecer das reclamações é do Conselho Nacional do Ministério Público”, disse Gilmar.
 
Além de restringir o poder da Corregedoria, Gilmar Mendes concedeu à entidade CNMP - que é presidida pelo próprio procurador-geral da República e formada por conselheiros escolhidos pelos próprios integrantes do Ministério Público - o poder de determinar sobre investigações que envolvem seus membros.
 
Na prática, a Corregedoria Nacional do Ministério Público perde a eficácia de ser o órgão de fiscalização, repassando essa decisão aos próprios membros - dos quais incluem-se os investigados.
 
Para Gilmar, a Lei Orgânica do MP dá a competência ao órgão colegiado de instaurar processos administrativos disciplinares. Entretanto, foi contra um dispositivo do Regimento Interno do CNMP, fixado em 2013, que possibilitava ao corregedor instaurar essas ações e, inclusive, afastar a pessoa processada do cargo.

PEC de Jucá blinda membros da linha sucessória presidencial



FONTE:
http://jornalggn.com.br/noticia/pec-de-juca-blinda-membros-da-linha-sucessoria-presidencial






Jornal GGN - Nesta quarta-feira (15), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou uma Proposta de Emenda à Constitucional (PEC 3/2017) que suspende investigações contra os membros da linha sucessória presidencial, como o presidente da Câmara dos Deputados.
 
A PEC do líder do governo no Congresso é similar a um dispositivo constitucional que protege o presidente da República de investigações por atos cometidos fora do mandato. A iniciativa protege os chefes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal das ações da Procuradoria-Geral da República e do STF enquanto o investigado estiver comandando o Poder Executivo, no caso de impedimento de todos os outros na linha sucessória. 
 
A proposta blindaria os presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) contra investigações por eventuais crimes cometidos antes do início de fevereiro, quando eles iniciaram seus mandatos para os próximos dois anos. 
 
Eunício Oliveira, Rodrigo Maia e Jucá são citados nas delações premiadas dos executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato, que agora estão sob análise do Supremo. 
 
O peemedebista conseguiu o apoio de senadores como Aécio Neves, presidente do PSDB, Aloysio Nunes (PSDB-SP), Edison Lobão (PMDB-BA), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado. 
 
Jucá justifica a proposta afirmando que a suspensão das investigações do presidente da República pelo STF garante estabilidade diante de crises, dizendo também que o objetivo não é blindar o chefe do Executivo. 
 
“Não se trata, aqui, de imunizar membros de poderes da República ou de criar artifícios para impedir que respondam por seus atos. O que se faz é assegurar que as pessoas que possam substituir ou suceder o presidente da República desfrutem da estabilidade necessária ao exercício de suas funções”, afirma o senador. 
 
Paulo Bauer (SC), líder do PSDB no Senado, afirmou que, apesar dos tucanos terem assinado a PEC, isso não significa que eles irão apoiá-la, dizendo que não há qualquer compromisso de sua bancada com a aprovação do projeto e que o tema não foi debatido entre eles. 
 
 
Com informações do Congresso em Foco

CUNHA ENFORCA MT E ANGORÁ NA CORDA DO MORO



FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/politica/cunha-enforca-mt-e-angora-na-corda-do-moro


Mas, não vem ao caso

Moreira Temer Cunha.jpg
O angorá é um porto maravilhoso (Crédito: DCM)
Da Época:
O ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato, questionou na Justiça a participação do presidente Michel Temer e do ministro Moreira Franco em reuniões para tratar de propina e doações eleitorais em troca de financiamentos do fundo de investimento do FGTS, o FI-FGTS.
(...)
Similar ao que ocorreu na Lava Jato, Cunha questiona a participação de Temer e Moreira Franco como intermediadores de propina ou doação para o PMDB – em especial, com Odebrecht e OAS. No caso da operação tocada em Curitiba, o juiz Sergio Moro entendeu que parte das perguntas era uma maneira de intimidar Temer.
(...)
A íntegra das perguntas de Eduardo Cunha:
1 - Em qual período o senhor foi presidente do PMDB?
2 - Quando da nomeação do senhor Moreira Franco como vice-presidente de
Fundos e Loteria da Caixa Econômica Federal, o senhor exercia a presidência do PMDB?
3 – O senhor foi o responsável pela nomeação dele para a Caixa? O pedido foi feito a quem?
4 - Em 2010, quando o senhor Moreira Franco deixou a CEF para ir para a coordenação da campanha presidencial como representante do PMDB, o senhor indicou Joaquim Lima como seu substituto?
5 – O senhor conhece a pessoa de André de Souza, representante no Conselho dos Trabalhadores no FI/FGTS à época dos trabalhadores?
6 – O senhor fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com o FI, junto com Moreira Franco e André de Souza?
7 – O senhor conhece Benedito Júnior e Léo Pinheiro?
8 - Participou de alguma reunião com eles, junto com Moreira Franco para doação de campanha?
9 - Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI?
10 - André da Souza participou dessas reuniões?
11 – O senhor conheceu Fábio Cleto?
12 - Se sim, o senhor teve alguma participação em sua nomeação?
13 - Houve algum pedido político de Eduardo Paes, visando à aceleração do projeto Porto Maravilha para as Olimpíadas?
14 - Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou Moreira Franco, seja posteriormente para liberação de financiamento do FI/FGTS?
15 - A denúncia trata da suspeita do recebimento de vantagens providas do consórcio Porto Maravilha (Odebrecht, OAS e Carioca), Hazdec, Aquapolo e
Odebrecht Ambiental, Saneatins, Eldorado Participações, Lamsa, Brado, Moura Debeux, BR Vias. O senhor tem conhecimento como presidente do PMDB até 2016 se essas empresas fizeram doações a campanhas do PMDB. Se sim, de que forma?
16 - Sabe dizer se algum deles fez doação para a campanha de Gabriel Chalita em 2012?
17 - Se positiva a resposta, houve a participação do senhor? Estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI/FGTS?
18 - Como vice-presidente da República desde 2011, teve conhecimento da participação de Eduardo Cunha em algum fato vinculado a essa denúncia de cobrança de vantagens indevidas para liberação de financiamentos do FI/FGTS?
19 - Joaquim Lima continuou como vice-presidente da Caixa Econômica Federal em outra área a partir de 2011 e está até hoje, quem foi o responsável pela sua nomeação?

MT INSPIRA POETAS DO C AF




FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/brasil/
mt-inspira-poetas-do-c-af



Minha terra tem golpistas, Entre eles o Angorá; As aves que aqui rapinam, Não rapinam como lá

 16/02/2017
Temer Intimidade.jpg
Na última segunda-feira, 13/02, a TV Afiada exibiu uma trepidante declamação dos poemas do Michel Temer, o MT.
São versinhos extraídos da obra "Anônima Intimidade", que mereceu o prefácio do também poetastro Ayres Britto, aqui chamado de Big Ben de Propriá.
Se o amigo navegante perdeu, assista agora:
O VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA

Bravo! Bravíssimo!
No dia seguinte, amigos navegantes do Conversa Afiada enviaram versinhos de sua lavra (que, entretanto, não chegam aos pés da camoniana poesia do MT).


Poemas continuaram a chegar.
Sejam bem-vindos ao Sarau do CAf!
Reprodução: Carta Capital

O Kalipha nos brindou com singela homenagem ao PiG:
A canoa vai virar... 
Olê Olê Olá
E a Globo vaaai... 
vai se "lascá"
O Hugo Branco adaptou versos de um tal de Gonçalves Dias (quem precisa dele, se temos o MT?):
Minha terra tem golpistas, 
Entre eles o Angorá
As aves que aqui rapinam, 
Não rapinam como lá
Nosso céu está cinzento, 
Nossa pátria desamores, 
Nossos algozes ceifam vidas, 
Nossa vida dissabores.
Em cismar, triste, à noite, 
Mais tristeza encontro eu lá; 
Minha terra tem golpistas, 
Entre eles o Angorá.
Minha terra tem usurpadores, 
Que tais, parece, só se encontram lá; 
Em cismar, triste, à noite, 
Mais tristeza encontro eu lá; 
Minha terra tem golpistas, 
Entre eles o Angorá.
Não permita Deus que eu morra, 
Sem ver o golpe fracassar; 
Sem que se esvaiam esses horrores 
Que, parece, só se encontram por cá; 
Sem qu’inda se prendam os golpistas, 
E também o Angorá.


Eugênio Drummond (será que é parente do Carlos ?) compôs obra em sofisticada métrica dodecassilábica:
Ai, esta terra ainda vai ser boa pacarái! 
Ainda vai tornar-se um imenso Paraguai!
O Totonho Cunha, amigo navegantes de mortiferos pitacos - "No MT só sobe a impunidade", por exemplo -  vai de métrica ousada e irregular:
Não respiro 
Conspiro 
Incêndios tomam conta de mim 
Tenho os quatro poderes nas mãos 
Reduzo a cinzas 
Os sonhos de um povo 
Embarquei nesta nau 
Daqui não saio nem a pau
Reprodução: Carta Capital
Valdevino Oliveira compôs redondilhas sobre a Brasília conspurcada. 
Deve haver novo poeta
Novo Gregório de Matos
Armado de alfa a zeta
Para acabar com esses ratos
Que invadiram Brasilia
E conspurcaram o país.
Da noite pra luz do dia 
Tornaram-na meretriz.
Ficou mais triste, Brasilia,
No alto do tal planalto
Rompida e fora da trilha
Tomada que foi de assalto
Por bandidos do Congresso
Da câmara e do senado
Adeptos do retrocesso
E sugadores do Estado.
Tarcísio Arruda, indignado:
O golpe foi consumado 
No finalzinho de agosto, 
Hoje eu vejo inconformado 
Um canalha em cada posto.
Caio Flávio, melancólico:
Depois do golpe 
há um gigante fracassado 
infame, devedor e ainda humilhado 
À "rede" o que ele leva? 
Um tremendo embaraço 
do milhão de peixes recolhido no passado 
Passa o tempo, aumenta a dor 
Quem mandou ser descuidado 
Pois que se entenda com o porco, que fez parte com o diabo

Ju Santos não escreveu um poema - dá uma dica: será que a inspiração para "A Letra P" do poestastro MT não teria sido um plágio - outro! - do "Tudo em Pê", do Almirante, de 1956?

VEJA  MAIS ESTE VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA

Em tempo: menções honrosas (ou não) aos navegantes Pedro Holanda e Aguinaldo Aguiar, autores de poemas magníficos, mas que não podem ser lidos na frente de senhoras! Como o detrito sólido de maré baixa...
Sejam benvindos!
Conversa Afiada também é Cultura!

TUCANOS ESTÃO MAIS BLINDADOS QUE O PMDB




FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/



Mineirinho é o Engavetador Geral da República!

VEJA O VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA

Lava Jato roubou 15% do PIB



FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/economia/lava-jato-roubou-15-do-pib


Moro matou a engenharia pesada brasileira

Petrobrax.jpg
Numa palestra no Barão de Itararé, o professor Bresser-Pereira calculou que o efeito conjunto da Lava Jato sobre a Petrobras e as empresas de engenharia do Brasil roubou 15% do PIB brasileiro.
Num discurso recente, Lula, o que ganha todas, calculou que a Lava Jato já destruiu um milhão de empregos!
E tem mais o que diz Clovis Nascimento:

Engenharia brasileira vive uma tragédia


Por Clovis Nascimento*
Uma das medidas mais graves é a renúncia da política de conteúdo local, que garante a participação de empresas nacionais nos empreendimentos. A Petrobras anunciou licitação para a retomada das obras do COMPERJ e beneficiou apenas as empresas estrangeiras, num total de 30. Nos últimos dias, a estatal contratou uma empresa chinesa para assumir contratos de sistemas de ancoragem para seis navios-plataforma, num total de 50 milhões de dólares. O governo federal ignorou a política de conteúdo local, que pode gerar milhares de empregos em nosso país. Além disso, a Petrobras - uma empresa estatal - está sendo fatiada e vendida aos poucos para outros países. O nosso petróleo gera renda para milhares de brasileiros, estimula a economia e eleva o Brasil a patamares internacionais. A defesa da Petrobras precisa ser garantida pela visão de soberania nacional por todo o povo brasileiro.
Até mesmo a indústria e os empresários brasileiros avaliam como fracassada essa política de favorecimento ao mercado internacional. Essas medidas oneram a economia brasileira. Isso porque as empresas internacionais utilizam mão de obra barata, exploram nossos recursos naturais, não contratam engenheiros brasileiros e ainda remetem seus lucros para fora do Brasil. O nosso país tem empresas de engenharia com excelência em capacidade técnica e tecnológica e muitas, inclusive, estão com seus trabalhos paralisados por conta de processos jurídicos. A corrupção é um mal que devemos combater na raiz, responsabilizando culpados e gestores. Fechar empresas nacionais e paralisar o ciclo produtivo são ações desastrosas e irresponsáveis para qualquer economia no mundo.

O Brasil passa por uma grave crise política e econômica. Isso é um fato, mas a solução não está no berço do mercado internacional. Uma das saídas é a retomada dos investimentos no desenvolvimento do país. Quando temos desenvolvimento, criamos um ciclo virtuoso, no qual as empresas giram capital, geram empregos, produzem insumos, elevam o PIB e fortalecem os indicadores sociais e econômicos. A quem interessa a paralisação dos investimentos no país? Não ao povo brasileiro. Abrir mão da política de conteúdo local só interessa às empresas estrangeiras. O Brasil não pode voltar a ser o quintal do mercado internacional.
A Fisenge conclama toda a sociedade brasileira a construir uma ampla aliança capaz de retomar a economia e defender a engenharia brasileira e a soberania nacional. Podemos, juntos, evitar uma das maiores tragédias de nossa história. Precisamos de engenharia para superar a crise e alavancar o desenvolvimento.
Clovis Nascimento é engenheiro civil e sanitarista e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)