quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vândalos hostilizam e jogam bomba em dois tricolores na Zona Sul do Rio

Fato aconteceu na Rua Paulo VI, no Flamengo, próximo à sede do Fluminense. Segundo Samanta Moreno, ela e seu amigo Daniel estão com problemas de audição

Por Rio de Janeiro

O ano de 2013 já terminou, mas a polêmica envolvendo a punição da Portuguesa e a permanência do Fluminense na Série A segue trazendo problema para os tricolores. Na manhã desta quinta-feira, dois torcedores - um deles vestindo a camisa do Flu - foram hostilizados e atacados na Rua Paulo VI, no Flamengo, próximo à sede das Laranjeiras. Daniel Burman, de 24 anos, levou sua amiga Samanta Moreno, de 29, para conhecer a nova sala de troféus do clube. Quando estacionaram o carro, dois homens já começaram a gritar 'tapetão'. Na volta, o pior: dois outros rapazes continuaram gritando e jogaram uma bomba na direção da dupla, que ficou com parte da audição do ouvido direito comprometida por causa da explosão.

samanta moreno torcedora fluminense bomba (Foto: Arquivo Pessoal) 
Samanta durante a visita às Laranjeiras na 
manhã desta quinta-feira: bomba, problema
 na audição e gritos de 'tapetão' quando 
voltava para o carro (Foto: Arquivo Pessoal)

- Estou tremendo até agora. Moro no Sul há 12 anos, mas sempre fui fanática pelo Fluminense. Já tinha ouvido falar que estavam xingando os tricolores nas ruas e tal, mas nunca pensei que poderia chegar a esse ponto. No caminho para o clube os homens passaram por nós gritando 'tapetão'. Achei que fosse ficar só nisso. O susto foi imenso. Não esperava por isso. Eu e Daniel estamos com a audição um pouco alterada e ficamos alguns segundos atordoados após a explosão. O barulho foi muito alto - resumiu a empresária Samanta, que sequer conheceu a sala de troféus porque a sede do Fluminense estava sem luz na hora da visita.

Logo depois do ocorrido, Daniel falou com um carro de polícia que estava perto do local e ainda ligou para o 190 para relatar o ocorrido. A dupla agora espera que a audição melhore antes que eles precisem buscar auxílio médico.

- Os policiais ficaram espantados pelo motivo do problema e disseram que iam passar pelo local. A pessoa que me atendeu no 190 disse para eu procurar um médico e também disse que ia mandar uma viatura. Eram dois rapazes e eles tacaram uma espécie de sinalizador que explodiu quando caiu no chão - explicou o torcedor, que é dentista.

Hostilidade nas ruas 
Rebaixado para a Série B em 2014, o Fluminense acabou beneficiado pelo erro da Portuguesa, que escalou irregularmente o meia Héverton na última rodada do Campeonato Brasileiro. Punida por unanimidade em dois julgamentos - primeira instância e Pleno - no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Lusa perdeu quatro pontos e caiu para a 17ª posição. O Flamengo, que também cometeu uma irregularidade ao escalar o lateral André Santos na mesma rodada, foi outro a perder quatro pontos. Mas a punição não trouxe maiores consequências ao Rubro-Negro, que terminou na 16ª posição. O Tricolor ficou em 15º após as mudanças.

Depois do primeiro julgamento, realizado no dia 16 de dezembro, tricolores já começaram a sofrer com a hostilidade de rivais nas ruas. Diversos casos foram relatados. Até mesmo uma criança de apenas três anos foi xingada por usar uma camisa do Flu quando saia de casa com o pai. O presidente Peter Siemsen chegou a divulgar uma nota oficial de repúdio ao que chamou de violência física e moral contra os tricolores. Dias antes, o atacante Rafael Sobis havia passado por problemas semelhantes no Galeão enquanto embarcava para as férias com a família.
 
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