sexta-feira, 8 de maio de 2015

Joinville volta ao Maracanã após 17 anos, e técnico diz: “Proibi câmera”

A última vez do clube no estádio que recebeu final da Copa do Mundo foi em 1998, e treinador não quer jogadores deslumbrados com palco de estreia na Série A


Por
Joinville, SC

 
O destino ajudou a fazer da volta do Joinville à elite nacional ainda mais marcante, além dos 28 anos de ausência da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O JEC volta a disputar entre os considerados grandes no Maracanã. O Tricolor de SC fez a última partida no estádio há quase duas décadas.

Antes do jogo das 21h deste sábado, o time do norte catarinense esteve no local há 17 anos, justamente diante do Fluminense. Em agosto de 1998 os times empataram em 2 a 2 pela Série B daquele ano. Passado tanto tempo, tanto quanto o adversário na estreia no Brasileirão, o palco do jogo ante o Flu, neste sábado, também foi assunto no decorrer da semana nas entrevistas de integrantes do Joinville. 

Flamengo x Vasco Maracana (Foto: Richard Souza / globoesporte.com)
Última partida do Joinville no Maracanã ocorreu 
bem antes de reforma para Copa 
(Foto: Richard Souza)


Jogadores como Marcelo Costa e Bruno Aguiar vão voltar ao estádio em que jogaram pela última vez bem antes da reformulação para receber a Copa do Mundo no país e a final entre Alemanha e Argentina. Jovens no elenco, como William Popp vão estar pela primeira vez no que foi há tempos o maior do mundo. Começar jogando no Maracanã é positivo para o técnico Hemerson Maria, mas ele não quer jogar deslumbrados. Tanto que, em tom de brincadeira, disse que as câmeras fotográficas estão proibidas. Porém, nada impede um registro com o telefone. Até ele confessou querer uma lembrança da passagem pelo Maraca.

- Conversei com o elenco sobre jogar no Maracanã, principalmente com os mais novos. Tem jogador nosso que chegou a atuar no estádio antigo, mas a maioria, 90 ou 95%, não deve ter atuado no novo Maracanã. Não podemos ir para bater fotos, somos profissionais. Temos jogadores que têm a intenção hoje, o sonho maior deles, é de disputar uma Série A e não tenham outras ambições na carreira. Mas temos atletas com capacidade para um dia chegar à Seleção, jogar no exterior, e vão atuar em clubes diferentes e em locais que dão projeção maiores, embora tenham que fazer por merecer. Jogar no Maracanã tem que nos divertir, e não nos travar. Também, a partir de agora temos jogos com caráter diferente, com jogadores de qualidade e em que 15 minutos de desconcentração pode nos fadar ao insucesso numa partida. E proibi dos jogadores levarem máquina. Mas hoje tem o celular para bater foto. Uma fotinho antes do jogo não tem problema, acho que até eu vou bater (risos). Chegamos ao nosso grande momento na temporada, e não podemos decepcionar os torcedores e também a nós mesmos – comentou o treinador.

Joinville apresentação (Foto: João Lucas Cardoso)
Treinador espera time concentrado na partida, 
mas vai libera foto pelo celular (Foto: João 
Lucas Cardoso)


No Maracanã, conforme a história, o Joinville não decepcionou aos tricolores. O clube tem outros dois jogos no estádio. Em 1978 empatou em 1 a 1 com o próprio Fluminense e em 1986, também em partida pela primeira divisão nacional, repetiu o 1 a 1 diante do Botafogo. O retrospecto ajuda a motivar, mas de acordo com o argentino Mariano Tripodi, atuar no Maraca é suficiente para que o Joinville esteja ligado na partida.

- Jogar no Maracanã não precisa falar muito, é um estádio que tem muita história para contar. Uma vez que se entra no Maracanã não precisa concentração porque o ambiente te coloca isso e você tem que dar o melhor. Só isso.

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FONTE:
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