segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Após sorteio, Zé Roberto ressalta velocidade e motivação das rivais

Treinador da seleção elogia adversários na terceira fase do Mundial, destacando as jogadas rápidas da China e o momento de empolgação vivido pelas dominicanas


Por Direto de Verona, Itália


Zé Roberto vôlei Brasil (Foto: EFE)Técnico comenta resultado do sorteio 
(Foto: EFE)


O sorteio das chaves da terceira fase do Mundial feminino de vôlei, realizado nesta segunda, em Milão, revelou a China e a República Dominicana como os rivais do Brasil. Apesar de escapar das duas maiores potências, Estados Unidos e Rússia, o técnico José Roberto Guimarães lembrou que, nesta altura do campeonato, todos os jogos são difíceis. O tricampeão olímpico destacou o eficiente jogo de velocidade das chinesas e o bom momento vivido pela República Dominicana, considerada a “zebra” entre as seis classificadas. Na outra chave da competição, Itália, EUA e Rússia brigam pelas duas vagas disponíveis. 

- A China é um time que sempre dá trabalho. É aquele estilo asiático de jogar com muita velocidade. Até a gente se adaptar à velocidade de jogo, ao esquema da velocidade da China, principalmente com a Yunli Xu, que é uma das maiores ponteiras hoje no mundo. Não é fácil pará-la. Ela ataca muito bem todos os tipos de bola – destacou o treinador.

Depois da estreia na terceira fase contra as rápidas chinesas, marcada para esta quarta-feira, às 12h30 (de Brasília), as brasileiras vão enfrentar a República Dominicana. O time “azarão” entre os seis classificados está motivado com a classificação e tem outro fator complicador: o técnico brasileiro Marcos Kwiek.

- Vamos ter a República Dominicana, que está em estado de graça. Essa classificação foi corando o trabalho do Marquinhos, e do pessoal que trabalha com ele há anos. E se classificou por méritos. É um time extremamente perigoso e que nós temos que tomar cuidado. O Marquinhos conhece muito bem nossas jogadoras - comentou Zé Roberto.

república dominicana vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)
República Dominicana surpreende e consegue 
a classificação para a terceira fase 
(Foto: Divulgação / FIVB)


Apesar das qualidades lembradas pelo treinador, as duas equipes não têm tanto força e tradição no esporte como os Estados Unidos e a Rússia, que caíram no grupo da cabeça de chave Itália. O encontro com uma das duas equipes, no entanto, provavelmente foi apenas adiado. Se avançar para as semifinais, o Brasil pegará o primeiro ou o segundo colocado da outra chave.

- A gente tem que pensar em fases diferentes. Agora, começa um novo campeonato. Nós estamos em uma chave com China e Dominicana, porém, nós temos que pensar na outra fase, que é o cruzamento. Ou seria uma coisa, ou outra. Não dava para fugir disso. Ou se pegava antes, ou se pegava depois. Mas acho que a gente tem que dar a importância às equipes que a gente vai pegar.
Para a capitã Fabiana, agora não importa mais quem será o próximo adversário.

- A gente sabe que agora a fase é difícil. Então, independentemente de qual time que venha, a gente sabe das dificuldades que vai encontrar daqui pra frente. Não importa agora com quem a gente vai cruzar. Acho que é jogo por jogo, fazer o nosso melhor, para a gente chegar no nosso sonho maior. 


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