terça-feira, 8 de abril de 2014

Dor, falta de sono e sofrimento: Edílson fala após deixar a prisão em Salvador

Detido no final de março por não pagar pensão alimentícia, ex-jogador teve dívida de R$ 102 mil paga graças a ajuda de jogadores, fãs e amigos


Por Salvador


Edílson viveu dias diferentes na semana passada. Detido pela falta de pagamento de pensão alimentícia, o ex-jogador passou dois dias preso em Salvador. Solto graças ao depósito da dívida de R$ 102 mil, o pentacampeão mundial relatou o sofrimento que viveu em uma cela, dividida com outras duas pessoas.

- Não dormi. A gente cochila, dorme, acorda. Eu estava ali dentro sofrendo. Estava preocupado muito mais com as pessoas do lado de fora. Essa prisão fez muita gente sofrer. Minha mãe, que todo mundo conhece, uma pessoa maravilhosa – disse em entrevista à TV Bahia.

O ex-jogador, que possui passagens por Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Bahia e Vitória, além da seleção brasileira, tinha um mandado de prisão expedido pela 9ª Vara Familiar desde dezembro do ano passado pelo não pagamento de pensão alimentícia. Edílson garantiu não saber da existência deste mandado.

- Não é muito difícil de me encontrar. Ando por Salvador, as pessoas me veem. Tenho residência fixa – comentou.

Luciana Ávila entrevista Edilson Capetinha para o Esporte Espetacular (Foto: TV Globo)Jogador disse ter sofrido bastante nos dois dias que passou detido (Foto: TV Globo)

O pagamento da dívida só foi feito após a família realizar uma vaquinha para arrecadar o valor total. Como os bens do ex-atleta estão bloqueados em função de outro processo, restou aos familiares e a antigos companheiros colaborarem para a liberdade do Capetinha. Segundo ele, Vampeta, Edmundo, Amaral e Ronaldinho estão entre as pessoas que contribuíram.

O depósito dos R$ 102 mil foi feito em juízo porque Edílson não reconhece a dívida. De acordo com o advogado do ex-jogador, há um acordo verbal para dividir o aluguel de diversos imóveis, que serviria para abater o valor total devido pelo ex-atacante. Entretanto, a advogada Alessandra Rosa, da ex-mulher de Edilson, afirmou que são questões diferentes e que já há um acordo entre as partes para o pagamento de seis salários mínimos de pensão. Este acordo teria sido descumprido diversas vezes pelo Capetinha, que nega a informação.

- Não sou essa pessoa que todo mundo está pensando. Que não gosta de pagar pensão, que não gosta do filho. Sou um bom pai. Sou um bom filho. Se eu me encontrei naquela situação, garanto que vou provar que foi por erros – finalizou.


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