quinta-feira, 20 de junho de 2013

Érika volta ao Brasil e sonha com novo amor: 'Não podia ser polonês, né?'

Ponteira, que retorna ao país para ser uma das estrelas do Brasília, diz ter sentido saudade de falar português e das comidas: 'Meu sonho era voltar'

Por João Gabriel Rodrigues São Paulo


Érika Coimbra vôlei (Foto: Reprodução / Facebook)Na Polônia, Érika era referência da torcida e musa do Atom Sopot (Foto: Reprodução / Facebook)

Foram quatro temporadas fora do Brasil. Na Polônia, era tratada como rainha: líder do Atom Sopot na conquista do campeonato nacional e capa de várias revistas de moda. Érika Coimbra, porém, não via a hora de voltar. Conversou com algumas equipes, mas não chegou a um acerto. Já discutia uma renovação de contrato quando surgiu a proposta do novo time do Brasília. Disse sim. Nascida em Belo Horizonte, tinha saudade da família e da comida e, por isso, aceitou a missão de liderar o projeto ao lado de Paula Pequeno. A ponteira também chega ao país com sonhos mais românticos: encontrar um novo amor.

Na Europa, Érika assumiu o papel de musa aos 33 anos. Nos ensaios que fez para as revistas locais, recebeu elogios pela beleza e chegou, inclusive, a cogitar um ensaio nu. A ponteira, porém, volta ao Brasil solteira. E sonha com um namorado local.

- Voltar para casa vai ser bom.  Eu estou solteira. Agora, tenho que arrumar um namorado brasileiro. Não podia ser um polonês, né? Agora ficou mais fácil – brincou a ponteira.

A saudade do Brasil era grande. Érika deixou o país no fim da temporada 2009/2010. Passou pela Turquia e pelo Azerbaijão antes de chegar à Polônia. Para voltar, deixou de lado a questão financeira e apostou em um novo projeto.

- Meu sonho era voltar a jogar no Brasil, independentemente de tudo. Não importava muito o financeiro. Era mais a vontade de voltar a jogar em casa, em uma equipe bacana. Conversei bastante com o Brasília, com o Sérgio Negrão (supervisor da equipe). Foi feito em cima da hora, mas é um projeto a longo prazo. Acabou que deu certo, é uma equipe bacana.

Reprodução site Prestiz erika coimbra (Foto: Reprodução)Érika foi capa de revistas e fez ensaios na Polônia (Foto: Reprodução)[

Érika sentia falta das coisas mais simples. De comer feijão, arroz, açaí e pão de queijo. E, principalmente, de falar português. Na Europa, a ponteira passava dias sem conversar no próprio idioma. Agora, mata as saudades.

- Antes dessas temporadas, eu só tinha jogado uma vez na Itália. Senti falta de comer feijão, arroz, açaí, pão de queijo. Já estava muito cansada. Na Polônia, foi muito legal, ganhamos o campeonato, fui eleita a melhor jogadora. Foi muito legal em termos de mídia. Minha opção era voltar para lá mesmo, mas com aquela vontade de jogar no Brasil. Durante todo o campeonato, mesmo jogando bem, eu já falava que queria voltar para casa. Eu precisava falar português. Não agüentava mais (risos).

A ponteira sabe da responsabilidade que vai carregar quando entrar em quadra pela primeira vez pelo Brasília. Ao lado de Paula Pequeno, Érika será a referência da nova equipe. Nada que preocupe a jogadora.

- Liderar sempre foi minha característica, desde 21 anos, quando fui capitã da seleção, do Rio de Janeiro (quando a equipe ainda era sediada em Curitiba). Sou totalmente profissional, corro atrás mesmo. Orientar já faz parte da minha vida, nasci para liderar. Quando eu não estiver mais liderando, é hora de parar. Conversei muito com a Paula, a gente sabe que tudo vai cair nas nossas costas. Eu vim para ser campeã. Não sei pensar em outra coisa.  Esse tem que ser o pensamento. Vamos ter de trabalhar três vezes mais. Queremos chegar entre os quatro e depois vai ser guerra.

Érika Coimbra vôlei (Foto: Reprodução / Facebook)Érika volta ao Brasil com saudades de falar português e da comida (Foto: Reprodução / Facebook)

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