domingo, 26 de maio de 2013

Em jogo nervoso, São Paulo estreia com vitória sobre a Ponte Preta

Com gols de Lúcio e Jadson no primeiro tempo, Tricolor supera a Macaca por 2 a 0, no Majestoso. Time de Campinas reclamam da arbitragem

 A CRÔNICA

por Carlos Augusto Ferrari

O time mudou pouco desde as eliminações no Paulistão e na Libertadores, mas o São Paulo começou com outra cara o Campeonato Brasileiro. A apatia demonstrada em quase todo o início do ano ficou no passado. Com uma boa atuação, o Tricolor superou todas as dificuldades de enfrentar a Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli e venceu por 2 a 0, neste domingo, em Campinas.

Lúcio, questionado por causa das atuações irregulares desde que foi contratado, foi destaque. Firme na defesa, o zagueiro pentacampeão abriu o placar em uma bela cabeçada. Ainda no primeiro tempo, a equipe dirigida por Ney Franco ampliou. Jadson cobrou pênalti sofrido por Silvinho e assegurou o triunfo fora de casa logo na estreia.

A marcação do árbitro Vinícius Furlan (correta, por sinal) irritou a torcida da Ponte Preta, que passou a gritar “vergonha!” e até aplaudiu depois que o rival marcou. Torcedores ainda entraram em confronto com a polícia nas arquibancadas. Os jogadores sentiram dentro de campo, e a Macaca se sentiu fragilizada. O time não conseguiu reagir nem mesmo após a expulsão do zagueiro Edson Silva, no início do segundo tempo.

Na próxima rodada, o São Paulo recebe o Vasco da Gama, quarta-feira, às 19h30m, no Morumbi. A Ponte Preta enfrenta o Flamengo, no mesmo dia, às 21h, em Juiz de Fora
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Lucio gol São Paulo x Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores comemoram com Lúcio o primeiro gol do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

São Paulo começa melhor

A Ponte apostou na velocidade logo no início para tentar encurralar o adversário. Rildo foi quem mais deu trabalho à defesa rival, com boas jogadas em cima de Carleto. Ele chegou a marcar em rebote de Denis após chute de Baraka, mas estava impedido. Chiquinho também levou perigo em finalização com efeito pela direita. O reserva de Rogério Ceni espalmou.

A maior qualidade do quarteto ofensivo do São Paulo acabou sendo determinante para a vantagem. Jadson, Silvinho, Osvaldo e Luis Fabiano confundiram a marcação com boa movimentação e troca rápida de passes. O gol surgiu em um escanteio, aos oito minutos. Lúcio ganhou da zaga pelo alto e venceu Edson Bastos.

O Fabuloso, atuando contra o clube que o revelou, voltou a subir de produção. Silvinho quase marcou depois de lindo passe por elevação do camisa 9. O centroavante também teve uma chance clara para marcar, porém, cabeceou fraco nas mãos do goleiro adversário.

A maior dificuldade do Tricolor foi encaixar a marcação dos volantes Denilson e Rodrigo Caio. A Ponte quase aproveitou em contra-ataque pelo meio. William chutou fora. O castigo para os campineiros veio aos 44. Diego Sacoman derrubou Silvinho na área e o árbitro marcou pênalti. Jadson cobrou e aumentou. Ironicamente, a torcida da Macaca aplaudiu a arbitragem após o gol e ecoou no Moisés Lucarelli os gritos de “Vergonha!”

Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Rodrigo Caio, do São Paulo, tenta desarmar Ramirez, da Ponte  (Foto: Marcos Ribolli)

Ponte pressiona

O intervalo não foi o bastante para a Ponte Preta se acalmar após as reclamações. O time entrou no clima da torcida, pressionou, mas não teve calma para descontar nos primeiros minutos. William, artilheiro do Paulistão, chutou por cima na melhor oportunidade. O São Paulo também teve seus bons momentos. 

Douglas perdeu grande chance ao sair cara a cara com Edson Bastos.

A Macaca ganhou um alento para acreditar na reação depois que o zagueiro Edson Silva cometeu falta e, como já tinha cartão amarelo, foi expulso. O técnico Guto Ferreira aproveitou para colocar a equipe do interior ainda mais em cima com a entrada do centroavante Alemão na vaga do volante Baraka. Assim que entrou, perdeu gol claro ao chutar fraco para Denis pegar.

As mudanças não surtiram o efeito esperado, sobretudo pelo Tricolor conseguir se defender com precisão. Ney Franco travou ainda mais o meio de campo com Wellington em substituição a Osvaldo. O passar do tempo e a falta de reação da Ponte levaram a torcida ao desespero. Era o que o São Paulo precisava para controlar o jogo e levar três pontos para a capital.


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