quinta-feira, 28 de março de 2013

Com Neymar, Santos fica só no empate diante do Mogi Mirim

Craque volta após defender a Seleção, mas não decide e segue em jejum. Cícero e Giva marcam, mas Henrique e Wagninho definem o 2 a 2 na Vila


 A CRÔNICA
por Marcelo Hazan

Neymar e Montillo voltaram ao Santos após defenderem suas respectivas seleções, mas nenhum dos dois decidiu o jogo. O camisa 11, aliás, agora soma seis partidas em jejum de gols (dois pela Seleção e quatro pelo Peixe). Sem nada a ver com isso, o bom time do Mogi Mirim deu muito trabalho. E saiu da Vila Belmiro com um empate por 2 a 2, na noite desta quinta-feira, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Paulista.
O astro da Vila bem que tentou de todas as formas marcar, chegando até a acertar a trave. Mas o grande destaque santista foi Cícero, com um gol e uma assistência para Giva. Henrique e Wagninho, cria do São Vicente e que passou pelo futsal do Peixe, saiu do banco para dar números finais ao placar. O garoto, inclusive, tinha até torcida especial na arquibancada.
Com o empate, o Santos chega aos 29 pontos, na terceira colocação, enquanto o Sapão vai aos 27, logo atrás, na quarta posição.
Agora, o Peixe vai a Bauru enfrentar o Oeste, neste domingo, às 18h30m, no Estádio Alfredo de Castilho. O Mogi Mirim, por sua vez, enfrenta o São Caetano, no mesmo dia e horário, no Estádio Anacleto Campanella. As duas partidas são válidas pela 16ª rodada do Paulistão.
Neymar jogo Santos Mogi Mirim  (Foto: Lucas Baptista / Futura Press)De volta da Seleção, Neymar foi titular do Santos nesta quinta-feira (Foto: Lucas Baptista / Futura Press)

‘Lateral’ Arouca faz a diferença
Na volta de Neymar e Montillo, o que se esperava do Santos era uma pressão em cima do Mogi Mirim desde o início. E ela aconteceu, principalmente com marcação forte no campo de ataque. O resultado da tática adotada deu mais poder de desarme e criação ao meio, mas mas todos os lances acabaram mal concluídos por Giva e Arouca.

A partir dos 15 minutos, o Mogi Mirim começou a dar suas respostas, ainda que de forma tímida. Sem penetração pelas laterais, o jeito foi arriscar de fora da área. Em três oportunidades o Sapão tentou. Na mais perigosa delas, Val obrigou Rafael a pular para conferir a bola passando perto, mas para fora.

O Santos tentava criar pelas duas laterais, mas as melhores oportunidades saíram pela esquerda, com Léo e Neymar. O time até fez boas jogadas de linha de fundo pela direita, mas Bruno Peres, em péssima noite, errou todos os cruzamentos que tentou, irritando os torcedores santistas.

Justamente quando Arouca caiu pelo setor, o Peixe abriu o placar. Em bom lance de Giva, o garoto abriu para Montillo na direita, que passou para o volante. Consciente, ele cruzou na medida para Neymar ajeitar e Cícero, chegando de trás, fuzilar o goleiro Daniel, aos 42 minutos. Sem a confiança de Bruno Peres, coube a Arouca fazer a diferença.

Chuva e empate
Enquanto os dois times estavam no intervalo, uma forte chuva caiu na Vila Belmiro. A água não provocou poças no gramado, mas mudou o jogo. Logo aos seis minutos, o Sapão conseguiu o empate. E em uma falta desnecessária de Durval, na lateral esquerda da defesa. João Paulo cruzou com perigo para Lucas Fonseca desviar e Henrique, completamente livre, completar para o gol de Rafael. Falha geral da defesa santista.

O gol acendeu os dois times, que partiram em busca da vitória. Mas foi o Santos que novamente ficou à frente. O sonho de Giva virou realidade. O garoto de 20 anos, que atuou pela primeira vez como titular ao lado de Neymar, aproveitou a jogada do ídolo, passando pelos pés de Cícero, para marcar, aos 22 minutos.

Mesmo vencendo, o Santos seguiu martelando em busca do terceiro, principalmente com Neymar. Em três finalizações o astro levou perigo ao gol de Daniel, sendo a mais perigosa delas em uma falta que explodiu no travessão.

Quando tudo já parecia definido, mas o Sapão buscou o empate. Wagninho, cria do São Vicente, time da Série A-3 do Paulistão, substituiu Roni e aproveitou bobeira pelas costas de Guilherme Santos, que entrou no lugar de Léo. Sem dó, o garoto de Cubatão fuzilou Rafael, aos 34 minutos. Na arquibancada de visitante, três faixas o desejavam sorte. Deu certo.
A pressão seguiu intensa dos dois lados, mas o placar não saiu do 2 a 2.


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