sábado, 13 de dezembro de 2014

Notícia sobre salário de Tite aumenta guerra entre o grupo da situação

Suspeita é de que pessoas ligadas ao atual presidente Mário Gobbi divulgaram que técnico receberia R$ 700 mil mensais para atrapalhar Roberto de Andrade na eleição


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São Paulo




Mario Gobbi, Tite e Roberto de Andrade, em foto de novembro de 2013 (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)Mario Gobbi, Tite e Roberto de Andrade, em foto de novembro de 2013: dirigentes brigados (Foto: Daniel Augusto Jr / Ag.Corinthians)


As informações de que Tite havia acertado sua volta ao Corinthians para receber um salário de R$ 700 mil só aumentaram o racha político no grupo da situação. A suspeita é de que a ala ligada ao atual presidente Mário Gobbi tenha soltado a notícia para a imprensa numa tentativa de atrapalhar a campanha de Roberto de Andrade, favorito a vencer a eleição de fevereiro. 
Vale lembrar que as partes ainda não chegaram a um acordo. A última proposta foi de R$ 400 mil.

Na teoria, eles fazem parte do mesmo grupo, mas, na prática, não se entendem há mais de um ano. A crise começou no processo que culminou na saída do técnico Tite e na contratação de Mano Menezes, no fim de 2013. Andrade, na época diretor de futebol, era contra a mudança. Gobbi, porém, fez valer seu maior poder e deu a palavra final para a troca. 

A divulgação caiu como uma bomba no Parque São Jorge. Ilmar Schiavenato, Antônio Roque Citadini e Paulo Garcia, outros candidatos à presidência, se mostraram contrários aos termos, sobretudo pelo momento financeiro do clube não ser dos melhores – o Timão chegou a atrasar o pagamento dos direitos de imagem ao longo desta temporada.

Na análise feita pela ala contrária, o grupo de Gobbi queria dar uma resposta pelos últimos passos dados por Roberto de Andrade. O candidato vinha negociando com alguns jogadores sem o conhecimento do presidente. O goleiro Danilo, da Chapecoense, estava acertado com Andrade, mas, ao saber da informação, Gobbi decidiu vetar o acordo por considerar que o clube não necessita de atletas para a posição.

A relação entre Gobbi e Tite também está estremecida desde a saída do treinador. Tanto que o presidente autorizou Andrade a conversar com o técnico sobre o retorno e até agora não se envolveu no assunto. A negociação evoluiu nesta semana, mas ainda não está fechada – o acerto pode ocorrer até domingo, após um encontro entre o técnico e o empresário Gilmar Veloz, em Porto Alegre.

Tite e Andrade, aliás, negam com veemência que a oferta salarial chegue perto dos R$ 700 mil. De acordo com o que apurou o GloboEsporte.com, o valor é de R$ 400 mil, abaixo do que o treinador recebia em 2013 - e inferior também aos vencimentos de Mano Menezes nesta temporada (aproximadamente R$ 600 mil).

O Corinthians tem pressa para decidir quem será seu novo treinador. A ideia do clube é divulgar a contratação nesta segunda-feira para que o técnico possa começar a participar das negociações para renovar o elenco. Até agora, o Timão está apalavrado com o lateral-direito Edilson, ex-Botafogo, e o volante Cristian, ex-Fenerbahce, da Turquia.


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