sábado, 11 de julho de 2015

Cabo enche a bola da dupla Juninho e Eberson e resume: "Uma vitória épica"

Técnico do Macaé define em poucas palavras o sentimento de bater o vice-líder da Série B de maneira eletrizante e explica mudança providencial no 1º tempo: "Fui feliz"



Por
Cabo Frio, RJ



No mínimo, emocionante. A vitória do Macaé sobre o Paysandu por 2 a 1, na noite desta sexta-feira, fica até difícil de descrever. Em uma partida marcada pelo equilíbrio e muitas chances de gol, coube a Pipico dar a vitória ao Leão aos 47 minutos do segundo tempo. Detalhe: Misael havia desperdiçado um pênalti no minuto anterior. O técnico Marcelo Cabo, então, decidiu sintetizar em poucas palavras o sentimento de derrotar o então vice-líder da Série B do Brasileiro da maneira como foi.

- Posso falar que foi uma vitória épica. Para resumir o jogo, foi uma vitória épica.


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O início da partida, no entanto, contrastou com o final. O Macaé foi ligeiramente apático nos primeiros minutos. Não à toa, o Paysandu abriu o placar aos 10, com um gol de cabeça de Gaulberto. O time da casa só melhorou depois que Gedeil saiu para a entrada de Eberson. Esse, ao lado de Juninho, foi eleito o cara da partida.

- Eu discordo da colocação que o Macaé não foi bem no primeiro tempo. O Macaé não foi bem até a substituição. Depois que substituiu, que eu modifiquei o esquema tático, fomos bem superiores ao Paysandu, tivemos três ou quatro chances para empatar, mas não empatamos. No segundo tempo, fomos superiores, tivemos mais chances de empatar e virar. Eles vieram com uma proposta de contra-ataque e correram perigo. A gente tinha que se lançar para virar o jogo e, felizmente, viramos. Acho que o nosso intervalo foi muito bom, a equipe cresceu muito. A gente precisava de uma saída de bola mais qualificada, que aconteceu com o Juninho, e um último passe bom, que é a característica do Eberson. A alteração cresceu a produção da equipe, com o Juninho de volante e a entrada do Eberson - disse o comandante.

O Macaé, agora, volta a campo na próxima terça-feira para enfrentar o Mogi Mirim, às 19h30, no Estádio Romildão, em São Paulo.


Confira os outros pontos da entrevista de Marcelo Cabo:

Gol sofrido de bola parada
- Olha, a gente mostrou o vídeo (do gol do América-MG), disse quem pegava quem, mas houve um descuido. Deixaram o jogador muito distante, ele pegou velocidade e cabeceou para fazer o gol.

Eberson
- Fez uma grande partida. Pode ter sido uma surpresa para todos, mas, para mim, não. Porque o Eberson vem de duas lesões, uma tendinite no joelho e uma muscular. Mas ele é um profissional exemplar, vem trabalhando em silêncio, subindo de produção. Ontem, conversei com ele. "Te prepara que vou te colocar para jogar". Eu tinha a convicção que ele iria bem, ele já vinha crescendo nos treinamentos. Ele precisava ser lançado. Fui muito feliz na substituição, que acabou dando certo.


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Em jogo com final eletrizante, Macaé vence o Paysandu no Moacyrzão

BRASILEIRAO SÉRIE B - 12ª RODADA


Time de Belém desperdiça um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo com Misael, e leva a virada no último lance da partida, com um gol de Pipico


Por
Macaé


O Paysandu desperdiçou a chance de assumir a liderança da Série B após um final de jogo eletrizante nesta sexta-feira, dia 10, no Estádio Moacyrzão, no interior do Rio de Janeiro. Os visitantes saíram na frente com Gualberto, o Macaé chegou ao empate e virou o placar no último minuto, logo após os bicolores desperdiçarem uma cobrança de pênalti, aos 45 da etapa complementar.  

Marquinhos comemoração Macaé x Paysandu Série B (Foto: ESTADÃO CONTEÚDO)
Marquinhos foi o autor do primeiro gol do 
Macaé contra o Paysandu (Foto: 
ESTADÃO CONTEÚDO)


O resultado da partida colocou o time do Rio de Janeiro na sexta colocação da Série B, enquanto o Papão permaneceu na vice-liderança, com grandes possibilidades de, inclusive, deixar o G-4 até o encerramento da rodada neste sábado. O Macaé agora se prepara para o duelo fora de casa contra o Mogi Mirim e o Papão recebe o Sampaio Correa em Belém.  

Papão melhor, e Macaé mais eficiente  
Preso na defesa e com certa dificuldade para sair jogando, o Macaé viu o Paysandu chegar com perigo no começo do jogo e abrir o marcador aos 10 minutos em jogada de bola área. O time da casa, então, se viu obrigado a sair e a partida ficou mais aberta, com chances para os dois lados, mas com o Paysandu esperando o adversário em seu campo e apostando nos contra-ataques, sobretudo na velocidade de Edinho e na qualidade de Carlinhos, dois estreantes no time titular bicolor.  
 
O cenário do jogo permaneceu da mesma forma durante todo o primeiro tempo mesmo depois que o treinador do Macaé, Marcelo Cabo, colocou Eberson, meio-campo clássico, na vaga de Gedeil, que é volante, deixando seu time mais ofensivo. A equipe de Belém desacelerou e passou a errar passes bobos, porém, conseguiu encerrar a etapa inicial na frente do marcador.  
  
Dado voltou para o segundo tempo com Augusto Recife no lugar de Ricardo Capanema, que tinha amarelo. Além de reforçar a marcação, o técnico do Paysandu ganhou na saída de jogo e se precavia de uma possível expulsão, mas foram os donos da casa que chegaram ao empate com uma pintura de Marquinhos em um belo arremate de fora da área.   


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Com o placar igualado, o Macaé cresceu com Pipico articulando os principais lances de perigos e Marquinhos distribuindo o jogo, enquanto o Paysandu permaneceu optando pelas jogadas de contra-ataque. O time de Belém trabalhava mais pelas laterais do campo e somente em poucos momentos o setor de criação funcionou. Na reta final, o confronto ficou aberto, com ligeira vantagem para os visitantes, que foram premiados com a marcação da penalidade, desperdiçada por Misael. E a bola puniu. Pipico assinalou no lance seguinte.


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