Réplicas das camisas do time de Felipão são expostas até hoje no campo da conquista do penta. 'De arrepiar', diz brasileiro que mora no Japão
A entrada para a visita custa 500 iênes, cerca de R$ 13. Como brinde, o turista ganha logo um pedaço do gramado do campo. A lembrança da Seleção aparece já no ingresso: uma foto de Cafu com a taça na mão. Para os brasileiros que moram no Japão, o passeio tem o valor da própria conquista do Mundial.
- O tour é fora do normal, muito bom. Conhecemos todas as instalações do estádio, como uma viagem no tempo! Nós, que moramos longe da nossa terra, sentimos muita falta do calor do nosso povo e das cores do nosso país. Quando entrei naquele vestiário que a Seleção utilizou e vi a bandeira do Brasil pendurada, ao lado das camisas, tudo com um cuidado tão especial e respeito, foi de arrepiar! - contou o carioca André Okasaki, que mora há 20 anos no Japão e levou a família para conhecer o estádio de Yokohama.
Os uniformes nos armários não são os originais, vestidos pelos jogadores de Luiz Felipe Scolari na final contra a Alemanha. A direção do estádio comprou réplicas das camisas, com os nomes e números iguais aos da Copa, e as colocou na mesma ordem que os atletas sentaram. A 9 de Ronaldo está entre Ricardinho (7) e Vampeta (18), por exemplo. Cada armário tem o autógrafo do campeão homenageado. Até mesmo o quadro negro com anotações de Felipão (com uma curiosa conta prevendo a Seleção campeã) e dos atletas foi preservado (veja no vídeo abaixo).
André tira foto com a família dentro do vestiário da Seleção: 'É de arrepiar!' (Foto: Arquivo pessoal)
O torcedor pode ainda ter seu dia de Ronaldo e desafiar Kahn. Na sala de aquecimento do vestiário, o contorno do goleiro foi desenhado na parede, dentro da trave, reproduzindo o chute do Fenômeno no segundo gol do Brasil.
Nas arquibancadas, há a indicação das celebridades que sentaram na área vip, como Pelé e Beckenbauer. Em uma grande sala com objetos históricos, como um museu, a direção do estádio se orgulha de itens como bolas e camisas assinadas por brasileiros e alemães, além do árbitro italiano Pierluigi Collina. Até mesmo a mesa que serviu de pódio para Cafu está lá.
- Eu cheguei a pagar mil dólares nos cambistas para ver a final em 2002. Hoje, pensando bem, até pagaria mais para reviver aquele momento - lembrou André, que estava na decisão em Yokohama há dez anos, na arquibancada, e agora conheceu por dentro o palco do penta.
Entrada do estádio tem monumento em homenagem ao penta da Seleção em 2002 (Foto: Andre Okasaki)
FONTE:
Nenhum comentário:
Postar um comentário