domingo, 5 de junho de 2016

Temer: ame-o ou deixe o emprego, por Janio de Freitas



FONTE:
http://jornalggn.com.br/luisnassif



 
Jornal GGN - No artigo à seguir, Janio de Freitas faz uma análise dos últimos movimentos políticos, isso é, os primeiros dias do governo Temer, a participação de outros agentes políticos na redução de direitos sociais por interesses próprios, a articulação do governo interino para reduzir o processo de impeachment no Senado e a decisão de Antônio Anastasia, relator do impeachment no Senado, de rejeitar o pedido da defesa de Dilma de incluir as gravações de delações de Sérgio Machado no processo.
 
Janio de Freitas chama atenção também para a Lava Jato e questiona porque Romero Jucá não foi preso, assim como Delcídio do Amaral foi, por tentar impedir o andamento da megaoperação, critica a proposta de delação premiada feita a Marcelo Odebrecht, preso há um ano - a justiça de Curitiba diz que só irá aceitar um acordo com Marcelo se o seu pai também falar -, e ainda pergunta por que o acordo de delação premiada da OAS foi suspenso após Léo Pinheiro negar qualquer papel de Lula na reforma do apartamento.  
 
 
 
Por janio de Freitas
 
Michel Temer só anda em marcha a ré, nos recuos diários, mas outros avançam por ele. Avançam nos direitos alheios, avançam contra princípios e leis, avançam nos truques, malandragens e golpinhos em benefício próprio ou do seu grupo.
 


As notícias de que a dúvida assedia senadores pró-impeachment alarmaram parte da imprensa, que voltou ao ataque a Dilma, e levaram à criação de novos golpinhos pelos governistas. Encurtar o prazo do processo no Senado, como pretendido por Michel Temer, é um casuísmo indecente. E indicativo de que o governo prevê estar incapaz, em setembro, de se aguentar.

Aumentam manifestações internacionais reconhecendo golpe no Brasil




FONTE:
http://jornalggn.com.br/luisnassif


Especialistas ressaltam que repúdio forçará guinada nas relações exteriores 
 
 
Jornal GGN - Cresce o número de organizações que repudiam o golpe de estado no Brasil. A reportagem à seguir, do Brasil Atual, destaca manifestações que ocorreram durante conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), vinculada à ONU, a moção de 30 eurodeputados que pediram à Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, que não negocie com Michel Temer, nos acordos entre o bloco e o Mercosul, a divulgação de notas oficiais da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e da Organização dos Estados Americanos (OEA), contra o afastamento forçado de Dilma e, ainda, a condenação de golpe pela União de Nações Sul-americana (Unasul), e por diversos países da região. 
 
Em suma, a pressão internacional contra o golpe no Brasil não vem só da imprensa estrangeira. Entretanto, apesar do cenário, dificilmente algum país irá romper relações diplomáticas com o Brasil, avaliam especialistas entrevistados para a matéria.