domingo, 28 de agosto de 2011

Perto da estreia em Nova York, Bellucci vê perigo em 'dois furacões'


Número 1 do Brasil compara tempestade a possível confronto com Federer

Por Alexandre Cossenza Direto de Nova York

Thomaz Bellucci sabe bem dos perigos que o aguardam nos próximos dias em Nova York, onde disputará o US Open a partir da próxima segunda-feira. Um deles é o furacão Irene, que deve chegar à cidade no domingo com ventos de cerca de 130km/h e provocou a evacuação de vários bairros. O outro é o suíço Roger Federer, pentacampeão do Grand Slam americano e possível adversário do brasileiro na segunda rodada do torneio.
- Acho que os dois são perigosos, né? - disse, com um sorriso, antes de reforçar a ideia de que precisa pensar antes no adversário da primeira fase, o israelense Dudi Sela, atual número 94 do ranking mundial: "o mais importante é o próximo jogo".
Irene furacão Caroline do Norte (Foto: AP)O furacão Irene, que já leva chuva e ventos fortes ao estado da Carolina do Norte (foto: AP), deve chegar a Nova York na tarde deste domingo. Não há jogos programados para este dia no US Open

E é possível pensar só na estreia sabendo que um tenista do calibre de Roger Federer deve encontrá-lo na fase seguinte? Bellucci explica que o suíço funciona como combustível.
- Acho que serve como motivação a mais. Se ganhar um jogo, tem outro muito importante depois. É uma oportunidade boa de mostrar meu jogo e poder jogar com um cara desse nível. E ter a motivação de, se ganhar, ser uma grande vitória - completa.
O furacão Irene também não parece estar assustando o brasileiro, apesar de todos os alertas feitos pelas autoridades locais. Bellucci sorriu ao falar sobre a tempestade.
- Não, acho que não assusta (risos). Tô mais preocupado se vou conseguir treinar no domingo ou não porque vai chegar o furacão e talvez não dê para treinar. Só essa preocupação.

Momento ruim não tira confiança
Recentemente, o paulista de 23 anos afirmou publicamente que não ficou contente com seus resultados nos torneios de quadra dura antes do US Open - em quatro torneios, acumulou três vitórias e quatro derrotas. Antes da estreia em Nova York, o discurso permanece.
- Acho que não estou conseguindo passar o que estou treinando para a hora do jogo. A gente está treinando bem, fazendo tudo certo, mas não estou conseguindo aplicar isso na hora do jogo. A partir do momento que conseguir aplicar isso no jogo eu vou conseguir melhores resultados. É uma questão de tempo, um pouco mais de confiança, ganhar um jogo que dê um pouco mais de confiança - avalia.
Mesmo com os problemas na hora de colocar em prática o que vem fazendo com o técnico Larri Passos, Bellucci diz que a recuperação é questão de tempo e se mostra confiante em uma vitória na estreia.
- Acho que não tem estreia fácil. É sempre complicado, independentemente do adversário. Você sempre está um pouco sem ritmo. O Dudi Sela é um cara bem rápido, que contra-ataca bem. Vai ser um jogo complicado, mas se eu jogar bem, fizer tudo certo, acho que tenho mais chance do que ele. Estou jogando legal e vai ser um bom jogo.

FONTE:
http://sportv.globo.com/site/eventos/US-Open/noticia/2011/08/perto-da-estreia-em-nova-york-bellucci-ve-perigo-em-dois-furacoes.html

Em um empate ruim para os dois, Coritiba e Atlético-PR ficam no 1 a 1

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL 2011 - Série A


No primeiro Atletiba do Brasileirão, o Coxa dominou, mas permitiu o empate do Furacão, que permanece no Z-4



Por Gabriel Hamilko Curitiba

No Atletiba que fechou o primeiro turno do Brasileirão, os dois lados saíram frustrados com o empate em 1 a 1. Os dois gols saíram aos 23 minutos: na primeira etapa, o zagueiro Emerson abriu o placar para o Coxa, e no segundo tempo, o lateral-esquerdo Edilson empatou. A decepção, porém, se deu de forma desigual. O Coritiba, com maior domínio das ações, não aproveitou a vantagem de jogar no Couto Pereira; continua no andar de baixo do G-10 e aguarda o encerramento da 19ª rodada para confirmar a oitava posição, com 26 pontos. Já a situação do rival é bem mais preocupante: o Atlético-PR se mantém na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 18 pontos.

No returno, o Coritiba começa enfrentando o Atlético-GO, em Goiânia, e o Atlético-PR reencontra o Atlético-MG, na Arena da Baixada. Os dois jogos marcados para quarta-feira, às 20h30m (de Brasília).

jeci coritiba paulinho atlético-pr (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)Empate não agradou nem os torcedores do Coxa e nem do Furacão (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)

Muito estudo no meio e Coxa na frente
Tanto o Coxa quanto o Furacão entraram em campo com postura cautelosa, mas o Coritiba começou com mais posse de bola. Empolgado pelo grito da galera, dominava a meia-cancha. O Furacão era mais contido e aproveitava os contra-ataques, na tentativa de fazer a alegria dos dois mil atleticanos presentes.

As chances mais reais apareceram no lado verde. Léo Gago fez o arqueiro Renan Rocha se esticar todo e fechar o gol atleticano: uma verdadeira muralha. O esforço dos defensores rubro-negros foi grande. Foram cinco escanteios coxas cobrados para a pequena área.

Os atacantes tentaram muito, mas coube ao zagueiro Emerson fazer o Couto Pereira explodir no grito de gol. Após o cruzamento de Marcos Aurélio, a zaga falhou e o  camisa quatro mandou para o fundo das redes, aos 23 minutos.
O empate era prejuízo menor para o Atlético-PR, que defendia uma invencibilidade de seis jogos. Atrás no placar, o time precisou correr atrás e foi para cima do Coritiba, mas quase não conseguia passar do meio de campo de maneira organizada.

Como em todo Atletiba que se preze, não faltou polêmica. Após muito reclamar da arbitragem, o técnico Renato Gaúcho foi expulso, no fim da etapa inicial. Como nos áureos tempos de atacante, ele atravessou todo o gramado e, lentamente, desceu para os vestiários.
Enquanto no lado verde, Marcos Aurélio saiu pedindo mais determinação, mesmo ganhando o jogo, na saída atleticana o zagueiro Fabrício recomendou mais calma para os colegas para conseguir furar a marcação coritibana.

Atlético-PR: uma finalização correta, o gol de empate
A etapa complementar começou com um gesto bonito de fair play. O volante Willian, do Coritiba, “furou” o chute e involuntariamente acertou em cheio o meia atleticano Madson. Falta para o rubro-negro. Consciente de que foi mais forte do que devia, Willian estendeu a mão e pediu desculpas ao baixinho atleticano.
No campo tático, o jogo começou no mesmo ritmo do primeiro tempo: morno e com o Coritiba com mais domínio de jogo.

Sem Renato Gaúcho, os auxiliares atleticanos trocaram o ausente atacante Edigar Júnior e colocaram o meia Branquinho, recuando mais o Furacão. O Coritiba não perdoou: foi para cima e assustou em três escanteios. Sozinhos, Jéci e Emerson subiram e cabecearam por cima da meta de Renan. Marcos Aurélio cobrou e quase marcou um gol olímpico, impedido pelo arqueiro rubro-negro.
Para segurar o resultado, o técnico Marcelo Oliveira pôs o volante Gil no lugar de Willian Leandro, que estava na lateral-direita. Não deu nem tempo. Para um clássico, estava tudo muito quieto. Assim que Gil entrou, Edilson cobrou a falta para o Furacão e a bola, sem tocar em ninguém, viajou para o fundo das redes. Empate, também assinalado aos 23 minutos, só que da etapa final.

Com o empate, o Atlético-PR se encolheu. Saíram os meias Madson e Marcinho para a entrada do volante Fransérgio e do zagueiro Gustavo, respectivamente. O Furacão partiu para o 3-5-2. No lado do Coritiba, os atletas sentiram o gol de empate. Em busca de mais movimentação, Oliveira sacou o meia Tcheco e colocou o ágil meia Geraldo.
O Coritiba seguiu dominando a partida, mas faltava calma ou competência em diversas finalizações realizadas. Com Bill anulado no ataque, o técnico coxa-branca queimou a última substituição. Tirou o artilheiro alviverde e colocou Leonardo, para se movimentar mais na área atleticana.

Se nas arquibancadas as duas torcidas começaram inflamadas, no final o barulho não era mais o mesmo. Os 26.604 pagantes (para uma renda de R$ 444 mil) ficaram descontentes com o jogo empatado. Clássico sem vencedores, com um resultado que deixou o Atlético-PR na zona de rebaixamento e o Coritiba com uma campanha irregular no primeiro turno.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2011/08/em-um-empate-ruim-para-os-dois-coritiba-e-atletico-pr-empatam.html