terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Anderson Silva não quer enfrentar Belfort ou qualquer outro brasileiro

Apesar de Dana White querer luta contra Vitor, Spider diz que está em um momento de "reencontro" e que só lutará contra oponente não-brasileiro


Por  
Rio de Janeiro

 


Em meio ao seu processo de treinos para voltar a lutar no UFC, Anderson Silva contou, durante sua entrevista no programa SporTV Repórter (assista ao vídeo com o programa na íntegra), que não pretende voltar a enfrentar um lutador brasileiro do circuito. O presidente da entidade, Dana White, já manifestou sua vontade de promover um duelo entre Silva e Vitor Belfort.

- Eu estou em outra fase. Eu quero me reencontrar de novo. Se eu me credenciar de novo e tiver a chance de lutar pelo título outra vez contra o Chris Weidman, ou outro atleta que não seja brasileiro, eu lutaria com certeza - disse Anderson Silva, mencionando o nome do lutador que lhe tirou o cinturão dos médios no UFC 162, em julho de 2013.

Detentor do cinturão dos pesos médios entre 2006 e 2013, Silva torce para que o título volte a ser de um lutador brasileiro. Weidman colocará o cinturão em disputa contra Vitor Belfort em fevereiro de 2015.

- O Vitor é o atleta mais antigo ainda em atividade no UFC. Ele foi campeão quando tinha 19 anos, merece essa oportunidade. Acredito que ele vai vencer essa luta contra o Weidman. O Brasil precisa torcer para ele. O título é um patrimônio brasileiro, precisa ficar aqui.

Especial Anderson Silva (Foto: Acervo)
Anderson Silva defendeu o cinturão dos 
médios por sete anos (Foto: Acervo)


A volta de Anderson Silva ao UFC está marcada para 31 de janeiro. O brasileiro lutará contra o norte-americano Nick Diaz, que também está afastado dos ringues desde março de 2013.

Anderson está sem lutar desde 12 de julho de 2013, quando fraturou a perna esquerda ao tentar um chute durante a luta contra Weidman. O duelo ocorreu no UFC 168 e era a revanche de Silva contra o norte-americano.


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Hilda Furacão: uma lenda da boêmia Belorizontina

Hilda Furacão: uma lenda da boêmia Belorizontina


No Botafogo, nada ou quase nada é simples, e quase tudo é original, luminoso e mítico. Umas vezes para o bem, outras vezes para o mal. Desta vez a história teve um desfecho feliz – a história do nosso querido futebolista Paulinho Valentim, que fez cinco gols no Fluminense na maior goleada de uma decisão do futebol carioca profissional, e da já mítica esposa Hilda ‘Furacão’, falecida hoje, na manhã de 29 de dezembro de 2014, com 84 anos de idade.


Hilda Maia, nascida em Minas Gerais, foi uma mulher da ‘vida fácil’ na boêmia de Belo Horizonte. Paulinho Valentim, ‘herói’ do Botafogo na final de 6x2 sobre o Fluminense em 1957 e ídolo Boca Juniors, apaixonou-se por Hilda ‘Furacão’ e decidiu casar com aquela que seria até hoje de manhã Hilda Maia Valentim.

Temperamental e frequentador da boêmia, Paulinho não levava desaforos para casa. Na cerimônia de casamento o padre exortou Hilda a abandonar a ‘vida fácil’ e, então, furioso com a reprimenda, Paulinho Valentim foi para cima do padre para o esmurrar ali mesmo no altar, tendo sido João Saldanha, padrinho de casamento, quem muito oportunamente acalmou os ânimos e garantiu a continuidade do cerimonial.

Hilda rumou a Buenos Aires com o futebolista, depois acompanhou-o ao México e regressou com ele definitivamente a Buenos Aires, permanecendo com Paulinho Valentim até ao fim da vida do craque, que acabou por ficar pobre e faleceu muito doente em 1986. Hilda manteve-se em Buenos Aires vivendo com o filho, Ulisses Valentim.

A esposa de Paulinho foi eternizada por Roberto Drummond num livro intitulado Hilda Furacão, publicado em 1991. O romance foi adaptado para televisão em forma de minissérie pela autora de telenovelas Glória Perez, exibida em 1998 na TV Globo. A minissérie colaborou para que o romance tenha batido o recorde de vendas dos livros publicados por Roberto Drummond – 200 mil exemplares. O canal de televisão Globo Premium exibiu o filme em Portugal, exatamente há um ano atrás.

No romance Hilda Furacão era uma mulher sensual da alta sociedade que enfeitiçava os homens à beira da piscina de um clube tradicional de Belo Horizonte – o Minas Tênis Clube.

No romance de Drummond, a musa, Garota do Maiô Dourado, recusou pedidos milionários de casamento, abandonou a família e mudou-se para o Maravilhoso Hotel, na zona boêmia da cidade, tornando-se numa famosa prostituta. Hilda tirava o sono à cidade, e especialmente a três rapazes: Malthus, que se tornou frade dominicano, líder político e escritor; Aramel, oBelo, que queria ser ator de Hollywood e acabou como Dom Juan de aluguel; o próprio Roberto Drummond, autor do romance que imortalizaria Hilda Furacão.

Ainda hoje Belo Horizonte discute o que é realidade e o que é ficção no romance de Drummond, que faleceu em 2002 sem esclarecer o assunto. Certo mesmo é Hilda ter sido um ‘furacão’ sensual na noite Belorizontina, o Fluminense provar do remédio ‘Tim, Tim, Tim, gol de Valentim’ por cinco vezes na final de 1957, ambos se terem apaixonado, casado e nunca mais se terem separado até ao fim da vida de Paulinho Valentim.

Certo também é que Hilda ‘Furacão’ Maia Valentim se eternizou na literatura e na televisão, por obra de Roberto Drummond e Glória Perez.

Entrevistada recentemente, Hilda disse, sobre o marido de quem se orgulha muito, que ele “Era um craque. Era demais. Não passava jogo sem fazer gol”. E o Boca Juniors reconheceu-o: no Estádio La Bombonera existe uma estrela de bronze em homenagem a Paulinho Valentim.

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo); Imagens: TV Globo e Internet / Reprodução.



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