segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sem o brilho de suas principais peças, Palmeiras tem problemas táticos e só consegue evitar a derrota com gol de Henrique aos 47 da etapa final

Irregular, Verdão empata com o XV em Piracicaba e freia subida na tabela


 A CRÔNICA

por GLOBOESPORTE.COM

Ainda não foi neste domingo que o Palmeiras se mostrou uma equipe confiável. Depois de vencer o São Bernardo por 3 a 0, na última quinta-feira, a equipe voltou a tropeçar. Em jogo muito movimentado e com o domínio de cada equipe em um tempo, o Verdão ficou no empate por 3 a 3  com o XV de Piracicaba, em partida disputada na noite deste domingo, no estádio Barão de Serra Negra. E poderia ser pior: o gol salvador de Henrique foi marcado aos 47 da etapa final.

Mais do que o resultado, o que preocupa o torcedor alviverde é que Gilson Kleina não consegue fazer o time decolar. O esquema 4-3-3, que funcionou na quinta-feira, deixou a desejar neste domingo, tanto que foi abolido no intervalo. Além do mais, peças importantes da equipe, como Wesley, Barcos e Valdivia, simplesmente não foram vistas em campo.  O treinador tem 11 dias para acabar com essa “gangorra”, já que a equipe estreia no próximo dia 14 na Taça Libertadores da América, contra o Sporting Cristal, no Pacaembu.

Com o tropeço, o alviverde caiu três posições na tabela e fechará a quinta rodada do estadual na oitava colocação, com oito pontos, cinco a menos que os líderes Santos e Ponte Preta. Já o time de Piracicaba, que chegou aos cinco pontos, subiu para a 12ª posição.

O Palmeiras volta a jogar pelo Campeonato Paulista na próxima quinta-feira. O time alviverde recebe o Atlético Sorocaba, às 19h30m, no Pacaembu. Já o XV de Piracaba joga na quarta-feira, também às 19h30m, contra o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, no ABC.

Maikon Leite na partida do Palmeiras contra o XV (Foto: Ag. Estado)Maikon Leite disputa lance com a zaga do XV de Piracicaba no primeiro tempo (Foto: Ag. Estado)

XV domina, faz 1 a 0 e Verdão acha o empate no primeiro tempo
Os dois times entraram em campo com posturas táticas totalmente diferentes. Enquanto o XV de Piracicaba, que vinha de duas derrotas, foi montado no esquema 3-5-2, Gilson Kleina manteve o Verdão no 4-3-3, formação que havia dado certo na última rodada, com vitória sobre o São Bernardo.  A aposta era mais uma vez no quarteto ofensivo formado por Valdivia, Maikon Leite, Barcos e Vinícius.

A estratégia alviverde sofreu um abalo com o gol relâmpago do time da casa. No primeiro ataque da partida, o time da casa abriu o placar com o gol de cabeça marcado pelo atacante Márcio Diogo, que aproveitou cruzamento da esquerda de Janílson e, livre de marcação, na pequena área, não deu chance de defesa para Fernando Prass. Logo depois, Paulinho assustou em chute de fora da área.

Em desvantagem, o Verdão saiu em busca do empate. Aos 20, no primeiro ataque perigoso da equipe, Barcos obrigou Bruno Fuso a fazer grande defesa. O problema é que defensivamente o Palmeiras voltou a errar muito. Com um marcador a menos e o apoio dos laterais Ayrton e Juninho, o meio-campo rival jogava solto pelo. Aos 16, Fernando Prass fez boa defesa em lance de Diguinho. Aos 31, ele repetiu a dose, desta vez em arremate de Adriano.

O segundo gol do XV parecia apenas questão de tempo. Aos 31, ele só não saiu porque Márcio Araújo evitou quase em cima da linha. Mas, como o futebol não é lógico, foi o Palmeiras que encontrou o caminho da rede. Após cobrança de escanteio de Maikon Leite pela direita, Pedro Paulo errou o tempo da bola, que sobrou para Henrique. Sozinho na área, o defensor bateu firme, no canto direito rival, e saiu para o abraço: 1 a 1 no placar. O time da casa não desaminou e Jairo ainda exigiu outra defesa de Fernando Prass.

Valdivia na partida do Palmeiras contra o XV (Foto: Ag. Estado)Valdivia, na partida do Palmeiras contra o XV de Piracicaba (Foto: Ag. Estado)

Em segundo tempo movimento, Palmeiras conquista empate no final
Ciente de que o time não foi bem na etapa inicial, Gilson Kleina resolveu agir no intervalo, voltando ao esquema 4-4-2, com a entrada do volante João Denoni na vaga do atacante Vinícius. Mais organizado em campo, o Verdão cresceu e, aos nove minutos, virou o marcador. Com mais um homem de marcação, Márcio Araújo arriscou uma subida ao ataque, passou por seu marcador e, da entrada da área, bateu de pé esquerdo, no canto esquerdo de Bruno Fuso, que falhou: 2 a 1 no placa e festa de todo o grupo para o meio-campista, que marcou seu sexto gol com a camisa do Verdão em 196 partidas disputadas.

O XV teve a chance de empatar logo no minuto seguinte, mas Adriano perdeu grande chance cara a cara com Fernando Prass. Foi apenas um lampejo do time da casa. Tanto que o Palmeiras só não fez o terceiro aos 12 porque Bruno Fuso fez bela defesa em chute de Maikon Leite. Com a mudança, o Palmeiras se acertou em campo. Os espaços deixados para o rival no primeiro tempo desapareceram. E, com mais técnica, o alviverde tomou conta da partida.

Mesmo com duas mudanças feitas (Anderson Lessa e Vinícius Bovi nas vagas de Márcio Diogo e Diego Silva), o time da casa não levava perigo ao gol de Fernando Prass, que ao contrário da etapa inicial, não tinha trabalho. Vitória garantida? Nada disso.

Curiosamente, a história ocorrida nos 45 minutos iniciais se repetiu. Só que, desta vez, a favor do time da casa. Se no primeiro tempo o Palmeiras achou um gol, o inverso ocorreu na etapa complementar. Quando o Verdão era dono da partida, Márcio Araújo cometeu pênalti em Diguinho. O meia do XV bateu com categoria, no canto direito rival, e deixou tudo igual no marcador.

Embalado, o time da casa alcançou o que nenhum palmeirense esperava: o gol da virada, com Vinícius Bovi, após cobrança de escanteio.

Mas quando todos pensavam que a fatura estava liquidada, o Verdão teve forças para buscar o empate já nos acréscimos, novamente com o zagueiro Henrique, após cruzamento de João Denoni. Gol para premiar a raça palmeirense.

Henrique do Palmeiras na partida contra o XV (Foto: Ag. Estado)Henrique comemora gol de empate já nos acréscimos contra o XV (Foto: Ag. Estado)


FONTE:

Pato dá três toques na bola, mantém escrita e enlouquece torcida


Atacante precisou de três minutos para marcar o primeiro gol pelo Timão, repetindo bons começos por Inter, Milan e Seleção: 'Tenho sorte'

Por Alexandre Lozetti São Paulo

Alexandre Pato precisou dar três toques na bola para marcar seu primeiro gol com a camisa do Corinthians. A ajeitada na bola, um chute de direita, e outro de esquerda, certeiro. Assim como havia feito gols em suas estreias no time profissional do Internacional, no Milan e na Seleção. Pato e seus cartões de visitas...

Uma tarde certamente inesquecível para ele e os mais de 33 mil torcedores que foram ao Pacaembu e esperaram 65 minutos pela contratação mais cara do futebol brasileiro. Valeu a pena. O Oeste foi o adversário perfeito para uma estreia segura e que enchesse o jogador de confiança em sua volta ao Brasil.

O sistema de som do Pacaembu ainda anunciava a escalação do Corinthians quando a equipe subiu os degraus do vestiário para o campo. Houve tempo para Alexandre Pato ouvir o alvoroço nas arquibancadas quando seu nome foi anunciado. O mais aplaudido pela torcida que foi ao Pacaembu na expectativa de ver a estreia do homem de 40 milhões de reais, e mais esperado por repórteres, cinegrafistas e fotógrafos: eram quase 30 em torno dele.

- Eu estava nervoso, fazia tempo que eu não jogava. E ansioso para jogar na frente dessa torcida maravilhosa. Mas quando eu entrei eles gritaram meu nome e fiquei mais tranquilo. Quero ainda fazer muitos e muitos gols para essa torcida - revelou.

Tanto calor humano que o atacante, único a entrar no gramado de agasalho preto, logo estava apenas com sua camisa branca, sentado ao lado do goleiro Julio Cesar no banco de reservas. Foi com o parceiro que Pato comemorou os dois gols de Guerrero e fez comentários, talvez espantado com a facilidade que o time encontrava no início da partida. Ou, talvez, pensando: podia ser eu.

Quando voltou do intervalo, já com 3 a 0 no placar, Pato também foi alvo de gritos dos torcedores mais próximos. Aos seis minutos da etapa final, de colete azul claro, o ex-atacante do Milan e da seleção brasileira foi para trás do gol de Fernando Leal fazer seu aquecimento. E depois que Sheik bateu pênalti na trave, a torcida já não mais queria saber do jogo. Queria ver sua estrela.

- Paaaaaato... Paaaaaato!!!

Aos 20 minutos, a galera não agüentou e pediu. Bastaram três minutos para Tite atender o bando de loucos, e chamar o reforço. Menos de um minuto de instruções e a homenagem de Danilo, que fez um belo gol para receber o novo companheiro, à beira do campo.

A torcida fez questão de aplaudir e gritar o nome de Guerrero, uma espécie de “pedido de desculpas” pela insistência em Pato. O peruano certamente entendeu. Até a zaga do Oeste pareceu determinada a participar da festa. Na primeira bola que recebeu, ajeitou, bateu e fez no rebote. Foi o gol mais comemorado, mais ensurdecedor na tarde alvinegra do Pacaembu.

- Minha estreia foi muito boa. Tenho sorte nas estreias. A nota geral do time foi dez, mas eu posso melhorar muito ainda. Consegui fazer o gol, mas você vê o placar de 5 a 0 e vê que o time todo está de parabéns. Todos aqui são estrelas - avaliou Pato, humilde.

Apesar de ter entrado como centroavante, o jovem se deslocou em diversos momentos para o lado direito, abrindo espaço no meio para Sheik, mas não teve mais chances. Não fez mais nada. E nem precisava. O placar, as luzes e o carinho da torcida já estavam no papo.

As estreias de Pato:
26/11/2006 - Um gol pelo Inter na vitória de 4 a 1 sobre o Palmeiras pelo Brasileiro
13/01/2008 - Um gol na vitória do Milan por  5 a 2 sobre o Napoli pelo Italiano
06/03/2008 - Gol da vitória do Brasil sobre a Suécia por 1 a 0 em amist


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2013/02/pato-da-tres-toques-na-bola-mantem-escrita-e-enlouquece-torcida.html