quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Castelão, Nacional de Brasília e Arena Fonte Nova ultrapassam 50% da obra


Arena da Baixada, em Curitiba, já está 60% concluída, mas ainda não iniciou projeto de reformas. Arena das Dunas, em Natal, preocupa a Fifa para 2014

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

As obras dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014 seguem em ritmo acelerado, com exceção do Beira-Rio. A arena de propriedade do Internacional ainda não iniciou as suas reformas por conta da falta de assinatura do convênio com a construtora que fará as adaptações visando à disputa do torneio daqui a dois anos e meio. Por outro lado, o Castelão, em Fortaleza, o Nacional de Brasília, no Distrito Federal, e a Arena Fonte Nova, em Salvador, ultrapassaram 50% da conclusão das obras até 31 de janeiro.

Jerome Valcke (Foto: Manu Dias/Secom )Valcke sobrevoa as obras na Arena Fonte Nova em sua última visita ao Brasil (Foto: Manu Dias/Secom )

Os percentuais foram divulgados pelos comitês organizadores de cada cidade que receberá os jogos da Copa do Mundo e correspondem ao que foi realizado até o dia 31 do primeiro mês de 2012. Nesta terça-feira, o GLOBOESPORTE.COM divulga o quinto balanço mensal de como andam as obras e reformas dos estádios que vão ser sede dos jogos da competição, que acontecerá daqui a dois anos e meio.

Estádios como o Maracanã, o Mineirão e o Nacional de Brasília já estão na fase de colocação das arquibancadas. Mas as obras no Beira-Rio, em Porto Alegre, na Arena da Baixada, em Curitiba, e da Arena das Dunas, em Natal, são motivo de preocupação. As duas primeiras esbarram no acerto dos proprietários, Internacional e Atlético-PR, com as construtoras que vão tocar as reformas. Já no Nordeste, o problema ocorreu por conta do atraso no início do projeto do estádio que receberá o Mundial.

obras no Maracanã para a Copa 2014 (Foto: Divulgação / Governo do Rio de Janeiro)Arquibancadas do Maracanã ganham forma
(Foto: Divulgação / Governo do Rio de Janeiro)

No caso do Atlético-PR, o clube considera que o projeto da Arena da Baixada para a Copa de 2014 já está 60% concluído. Na visão do clube, o restante é o que será construído nas obras de adaptação e fechamento do anel da arquibancada do estádio. A previsão de entrega é junho de 2013.

No mês passado, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visitou ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ronaldo, as obras do Castelão, em Fortaleza, e da Arena Fonte Nova, em Salvador. Além disso, o dirigente soube do atraso na construção da Arena das Dunas e fez duras críticas.

- Nós tivemos uma ótima reunião, uma atualização da equipe técnica. Recebemos um relatório do ministro e falamos muito sobre mobilidade urbana e deslocamento das pessoas. Nós temos um estádio (Castelão) que está relamente avançado para a Copa e outros que não estão avançados, como Natal, que está muito atrasado. Teremos um monitoramento especial em Natal - disse.

Valcke retorna ao Brasil em março ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, para seguir o cronograma de visitas aos estádios que receberão a Copa. O mandatário da entidade máxima do futebol terá ainda um encontro com a presidente da República, Dilma Rousseff.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/02/castelao-nacional-de-brasilia-e-arena-fonte-nova-ultrapassam-50-da-obra.html

Pesquisadores comparam final entre Djokovic e Nadal a prova de maratona


Na decisão do Aberto da Austrália, que durou 5h53m, atletas consumiram mais calorias do que o necessário para correr 42km

Por SporTV.com São Paulo

Os amantes do tênis foram presenteados com uma partida épica entre Novak Djokovic e Rafael Nadal, no último domingo (29), pela decisão do Aberto da Austrália. Os dois melhores jogadores do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) duelaram por quase seis horas e quebraram o recorde de duração de uma final de Grand Slam. Para isso, levaram seus corpos e mentes ao limite, e segundo pesquisadores, se desgastaram mais do que se tivessem corrido uma prova de maratona (assista ao vídeo).

O desgaste é tão grande que, para se ter uma ideia, maratonistas consomem quase 2.500 calorias no final do percurso total de 42km. De acordo com pesquisadores, o espanhol e o sérvio gastaram cerca de 4.300 calorias na partida, o que daria para correr mais de uma maratona e meia. E, para repor a energia gasta, seria necessário comer 22 batatas ou 3kg de feijoada. O preparador físico Eduardo Faria, no entanto, ressalta os perigos da exaustão no esporte.

- Um esporte de alta competição não é saudável. Tanto que temos relatos de atletas que param e estão todos machucados - disse o especialista.

Além disso, os corredores costumam ter um intervalo de meses entre cada maratona, o que não acontece com os tenistas. O campeão Djokovic já havia duelado por quatro horas e 46 minutos contra Andy Murray apenas dois dias antes de enfrentar Nadal. No total, o sérvio encarou mais de dez horas de jogo em um intervalo de três dias.

- É a condição que o tênis impõe. Seria mais legal se o atleta tivesse três ou quatro dias para se recuperar, mas não é assim - explicou Eduardo.

Novak Djokovic tênis Australian Open final (Foto: Reuters)Novak Djokovic exausto ao final da decisão do aberto da Austrália (Foto: Reuters)

Djokovic venceu Nadal em exatas cinco horas e 53 minutos, com o placar de 3 sets a 2 (parciais de 5-7, 6-4, 6-2, 6-7 (5-7) e 7-5) e, para estar entre os melhores do mundo, é importante ter um bom preparo físico, assim como talento para controlar a raquete. Mas, os tenistas diferenciados no circuito são aqueles que conseguem unir pernas e braços fortes com o preparo psicológico. Conseguir se manter concentrado no jogo durante quase seis horas é uma tarefa complicada, segundo analisa o psicólogo João Ricardo Cozac.

- Para você se manter focado durante seis horas, você precisa vir de um treinamento mental forte, associado a um profissional ou não, mas com técnicas próprias de acordo com o perfil do tenista. Isso tudo para que ele possa suportar as pressões, que não são poucas - afirmou.

Antes do duelo de domingo em Melbourne, o recorde de finais de Grand Slam era da decisão do Aberto dos Estados Unidos de 1988, entre o sueco Mats Wilander e o tcheco naturalizado americano Ivan Lendl, com quatro horas e 54 minutos. O jogo de domingo também foi o mais longo da história do Aberto da Austrália.

FONTE:
http://sportv.globo.com/site/programas/sportv-news/noticia/2012/02/pesquisadores-comparam-final-entre-djokovic-e-nadal-prova-de-maratona.html