segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Recorde de público em SP, Brasil Open cogita crescer para ATP 500


Promotora avalia possibilidade de fazer torneio subir de categoria no circuito

Por Alexandre Cossenza São Paulo

Em sete dias de Brasil Open, o Ginásio do Ibirapuera recebeu 45.700 pessoas. Em sua primeira edição em São Paulo, o torneio teve jogadores melhores, mais atenção da imprensa e estabeleceu um recorde de público. Orgulhosa do resultado, a Koch Tavares, promotora do torneio, quer mantê-lo crescendo, e uma das possibilidades é transformar o atual ATP 250 em um torneio maior, pertencente à série ATP 500.

Ibirapuera tênis Brasil Open São Paulo (Foto: Divulgação / Wander Roberto)O Ibirapuera recebeu 9.700 pessoas no sábado e outras 9.600 no domingo (Foto: Divulgação / Wander Roberto)

Luiz Procópio Carvalho, gerente geral do Brasil Open, disse após a final deste domingo que outra das metas para 2013 é trazer um tenista ranqueado entre os dez melhores do mundo. Este ano, o espanhol Nicolás Almagro fechou acordo para vir a São Paulo quando era o décimo do ranking, mas já era o 11º quando chegou ao país.

- Nosso objetivo é crescer para um 500. A principal coisa que a ATP sempre buscou é público, e a gente literalmente deu um tapa na cara de todo mundo com 45 mil pessoas. Provou que isso nunca vai ser um problema. A gente vai reavaliar, ver quais são as vantagens e desvantagens, mas acho que a gente conseguiu, com um 250, trazer melhores jogadores. Eu quero que 2013 seja ainda melhor, que tenha um top 10 no mínimo - disse Carvalho.
Uma das preocupações da Koch Tavares é a sé
rie de requerimentos de estrutura exigidos pela ATP. Entre outras considerações, a promotora vai avaliar se o Ibirapuera tem condições de satisfazer tudo solicitado pela entidade que controla o tênis mundial.

A mudança de categoria não é algo simples. Além do aumento na premiação (um ATP 250 exige prêmio mínimo de US$ 461 mil, enquanto um ATP 500 requer pelo menos US$ 755 mil), existe um processo burocrático. A promotora do torneio precisa fazer uma solicitação à ATP e tê-la aprovada por uma diretoria constituída de representantes de torneios e de jogadores.

Hoje, a ATP tem nove torneios da série Masters 1.000, 11 da série 500 e outros 40 da série 250 - a mesma do evento paulista. O Brasil Open, contudo, já poderia ser um 500. Quando a ATP separou os eventos nas três divisões, a Koch Tavares teve esta possibilidade, mas não a exerceu por não considerar viável sustentar na Costa do Sauípe (BA) um evento com investimento tão grande. Com a mudança para São Paulo, o cenário é outro.

- Alguns anos atrás, até nos foi ofertada a opção de ser uma categoria 500. Na época, eu achei que não valeria a pena. Você faz um investimento, o negócio custa muito mais caro e você não sabe se o negócio vai acontecer. Acho que muitos desses ATPs 500 não estão satisfeitos. Você investe tanto em prêmio e não tem o retorno necessário. Claro que há um pouco mais de visibilidade, mas não é uma coisa significativa. Lá na Costa do Sauípe, não era necessário fazer isso. Aqui em São Paulo, talvez haja espaço para a gente poder progredir - avalia Luis Felipe Tavares, dono da promotora.

FONTE
:http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2012/02/recorde-de-publico-em-sp-brasil-open-cogita-crescer-para-atp-500.html

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