sábado, 3 de maio de 2014

Luverdense domina Ponte Preta, que reage em casa, mas não quebra jejum

Time do Mato Grosso fica perto de assumir vaga no G-4, mas peca após o intervalo. Macaca amarga quarto empate consecutivo com Dado Cavalcanti


 A CRÔNICA


por GloboEsporte.com


Atrevimento e experiência se igualaram no duelo entre times separados por mais de um século de idade. Como um moleque desrespeitoso, o Luverdense foi ousado e controlou a maior parte do confronto deste sábado à tarde, no Moisés Lucarelli. Insuficiente, porém, para bater os mais de 100 anos de fundação da Ponte Preta, que, em dia pouco inspirado, aproveitou lances fortuitos para se igualar ao adversário garoto. O 2 a 2 em Campinas deixa ambos invictos ao fim da terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, mas em posições e fases tão diferentes quanto as posturas adotadas no duelo direto.


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A tática do Luverdense foi privilegiar o ataque. Não à toa, sempre esteve à frente ou mais próximo de balançar as redes que o rival. Saiu na frente com Misael, o melhor em campo, de cabeça. A Ponte, com imensa dificuldade para sair com passes curtos, só foi perigosa graças ao estreante Juninho, autor de um golaço. A superioridade do Verdão era tanta que Lê, ainda na primeira etapa, recolocou a equipe na frente. A história continuou no segundo tempo, mas a Macaca mostrou mais fome pelo resultado. Edno, de pênalti, deu números finais ao jogo.

Invictos e distantes, Ponte e Luverdense adiam a conquista dos objetivos em mais uma semana. Atrás de um lugar no G-4 (ficou com cinco pontos e só não está no grupo pelo menor saldo de gols em relação ao Náutico), o time matogrossense encara o Santa Cruz, sábado, em lugar indefinido – o Arruda está interditado após a morte de um torcedor do Paraná na sexta. Já a Macaca, sem uma vitória sequer e mais perto da zona de rebaixamento, tenta quebrar o incômodo jejum com o novo técnico contra o ABC, também no sábado, novamente em Campinas.

Daniel Borges Ponte Preta x Luverdense (Foto: Rodrigo Villalba / Ag. Estado)
Daniel Borges tenta jogada, mas perde 
espaço para a forte marcação (Foto: 
Rodrigo Villalba / Ag. Estado)


O jogo
A Ponte abriu a porte do Moisés Lucarelli para um jovem desrespeitoso, que entrou sem pedir licença, abriu portas e geladeiras e correu tanto que deixou a velha Macaca zonza. Na figura de Misael, o Luverdense comandou todo o primeiro tempo. Abriu o placar de cabeça, pressionou a desfigurada defesa alvinegra (sem Sacoman e Magal, dois titulares absolutos) e só não saiu em maior vantagem graças a Juninho, que achou um belo chute no ângulo esquerdo de Gabriel Leite. O time da casa, em tarde pouquíssimo inspirada, saiu até vaiado para o intervalo.

Dado, como a ousadia necessária de um garoto, rejuvenesceu a Ponte com Léo Cittadini e Rossi nos lugares de Adrianinho e Neilson. A tática não funcionou tanto no início, já que o Luverdense seguiu a tática de ignorar o mando do campo. O efeito aconteceu já no fim, quando o gás da molecada do Mato Grosso sumiu. Cittadini foi calçado dentro da área e deu a Edno a chance de salvar a Ponte. O camisa 11, veterano que até agora não decepciona em Campinas, mostrou que idade também faz a diferença. Nesse caso, a favor da Ponte e contra o Verdão.

Alexandro ponte Preta x Luverdense (Foto: Rodrigo Villalba / Ag. Estado)
Alexandro passou em branco em mais 
uma rodada da Série B de 2014 (Foto: 
Rodrigo Villalba / Ag. Estado)

 


FONTE:

Pelas mãos de Carlos Alberto Torres, Taça da Copa chega a Curitiba

Capitão da Seleção Brasileira no título da Copa de 1970 apresenta troféu na capital paranaense. "Em julho espero que o Thiago Silva tenha a mesma honra que eu"


Por Curitiba


As atenções estavam todos voltadas para ela. O objeto mais cobiçado do futebol está em Curitiba, uma das sedes da Copa do Mundo 2014. A taça chegou à capital paranaense na manhã deste sábado pelas mãos de Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira no título da Copa de 1970. O  troféu original da Fifa fica na cidade até as 21h no Park Cultural, localizado no estacionamento do Park Shopping Barigüi. 

Lançado em setembro do ano passado, o tour já percorreu 89 países antes de chegar ao Brasil. A taça desembarcou no Rio de Janeiro, passou por Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Cuiabá antes de chegar à capital paranaense. A próxima parada é em Florianópolis, onde o objeto ficará exposto no Centro Sul Convention Center durante o domingo. Pesando 6,175 quilos e feita de ouro maciço de 18 quilates, a taça ainda passará por 20 capitais brasileira até chegar a São Paulo, onde a turnê será encerrada no dia 1º de junho. 

FOTOS: Tour da Taça passa por Curitiba

Capitão do tri, Carlos Alberto Torres beija a Taça da Copa em Curitiba (Foto: Monique Silva)
Capitão do tri, Carlos Alberto Torres 
beija a Taça da Copa em Curitiba 
(Foto: Monique Silva)

Em julho espero que o nosso amigo Thiago Silva tenha a mesma honra que eu já tive
Carlos Alberto Torres

- Tenho a honra de receber e mostrar ao povo brasileiro a beleza dessa taça que tem um simbolismo enorme. Eu, que já joguei uma Copa do Mundo e tive a sorte de ser campeão, ainda mais como capitão, recebi o troféu e sou privilegiado - falou o "Capita".

O capitão do tri "se recusou" a levantar a taça e mandou um recado para o zagueiro da Seleção Brasileira.

- Em todo lugar que vou as pessoas me pedem para eu levantá-la. E eu digo que já levantei uma. Agora a honra vai ser do Thiago Silva de erguê-la. Me recuso. Em julho espero que o nosso amigo Thiago Silva tenha a mesma honra que eu já tive - brincou, antes de beijar o troféu.

Em Curitiba, a taça contou com a recepção de dois ex-craques do futebol paranaense, Dirceu Krüger e Nilson Borges, ídolos pelo Coritiba e Atlético-PR, respectivamente.  

No evento, o professor Alexandre Gonçalves, idealizador do projeto social "Jogue Tênis" foi homenageado. Natural de São Paulo, o professor oferece aulas gratuitas às quartas e sextas-feiras para crianças de cinco a 13 anos em Curitiba.

- Estou muito orgulhoso de estar aqui, não tenho palavras. É uma satisfação imensa estar ao lado do Carlos Alberto Torres. Fico feliz com esse reconhecimento.

Logo na chegada, os torcedores passam por um corredor onde estão expostas as bolas de cada edição da Copa do Mundo desde 1970, realizada no México. Em seguida, eles assistem a um vídeo sobre a história do evento antes de chegar ao principal momento do tour, o encontro com a taça. Protegida por uma redoma de vidro, o troféu só pode ser tocado por campeões mundiais e chefes de estado.

Taça da Copa chega a Curitiba (Foto: Monique Silva)
Taça da Copa chega a Curitiba 
(Foto: Monique Silva)

Dirceu Krüger e Nilson Borges prestigiam apresentação da Taça da Copa em Curitiba ao lado de Carlos Alberto Torres (Foto: Monique Silva)
Dirceu Krüger e Nilson Borges 
prestigiam apresentação da Taça da 
Copa em Curitiba ao lado de Carlos 
Alberto Torres (Foto: Monique Silva)

Exposição com as bolas utilizadas em edições anteriores da Copa (Foto: Rogério Kiel)
Exposição com as bolas utilizadas em 
edições anteriores da Copa (Foto: 
Rogério Kiel)

Carlos Alberto Torres, capitão do tri (Foto: Monique Silva)
Carlos Alberto Torres, capitão do tri 
(Foto: Monique Silva)

A Taça da Copa (Foto: Monique Silva)
A Taça da Copa (Foto: Monique Silva)


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