quinta-feira, 20 de março de 2014

Lucas Mugni sofre com derrota do Fla e seu quase golaço: ‘Dolorido’

Em lance de habilidade, meia argentino por pouco não marca na derrota rubro-negra por 1 a 0 para o Bolívar, em La Paz. Time está em situação difícil na Libertadores

Por Rio de Janeiro

Foi de Lucas Mugni uma das raras chances de gol do Flamengo no jogo contra o Bolívar. Na altitude de La Paz, a 3.600 metros acima do nível do mar, o Rubro-Negro foi derrotado por 1 a 0 e viu a classificação para as oitavas de final da Libertadores da América ficar complicada. Na volta ao Rio na manhã desta quinta-feira, o meia argentino desembarcou chateado não só pelo resultado e a situação difícil do time com a lanterna do Grupo 7, mas também pela oportunidade desperdiçada. Mugni foi lançado por Jayme de Almeida aos 25 minutos do segundo tempo no lugar de Carlos Eduardo. Aos 42, num lance de muita habilidade, fez embaixadinhas na área, girou o corpo e chutou firme. O goleiro Quiñonez impediu um lindo gol. 

- Foi dolorido, muito ruim. Queríamos fazer um bom jogo, ganhar, mas não conseguimos. A altitude jogou um pouco contra, mas já acabou o jogo, agora é pensar no que vem. Temos que pensar no Emelec, nosso próximo rival.

Desembarque Flamengo - Felipe (Foto: Richard Souza) 
Mugni diz que Flamengo pode superar o Emelec 
no Equador e manter sonho vivo na Libertadores 
(Foto: Richard Souza)

O Flamengo está em situação difícil no Grupo 7. De acordo com os cálculos do matemático Tristão Garcia, o Rubro-Negro tem apenas 23% de chances de classificação à fase de oitavas de final. Com quatro pontos a duas rodadas do fim, o time está na lanterna. León (sete pontos), Emelec (seis) e Bolívar (cinco) completam a chave. 

O próximo jogo será no dia 2 de abril, contra o Emelec, em Guayaquil. Uma derrota no Equador elimina o Flamengo mais uma vez na fase de grupos, como ocorrera em 2012. Um empate ainda significa um drama intenso para a última rodada. A vitória muda o panorama e faz o clube brasileiro depender apenas de si contra o León, no Maracanã, na última rodada.

- É possível. O Bolívar veio aqui e fez um grande jogo no Maracanã (empate por 2 a 2). Se perguntassem para eles antes se era possível, diriam que não, o Maracanã tem muito mais prestígio. Temos que ir jogar contra o Emelec com o melhor e fazer um grande jogo para trazer os três pontos. 

O Flamengo enfrenta a Cabofriense, domingo, no Maracanã, pela última rodada da Taça Guanabara. O time já conquistou o título da competição e está nas semifinais do Campeonato Carioca.




FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2014/03/lucas-mugni-sofre-com-derrota-do-fla-e-seu-quase-golaco-dolorido.html

A crise no Milan: Seedorf falha em curto prazo e corre risco de demissão

'Gazzetta dello Sport' afirma que holandês deixará de ser técnico do Rossonero caso não vença Lazio e Fiorentina na próxima semana. Mas torcida apoia o ídolo holandês

Por Milão, Itália

 
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Explicar tudo o que está acontecendo no Milan é uma tarefa mais do que complexa. Clarence Seedorf recebeu uma herança pesada em mãos. O ex-jogador do Botafogo tentou a revolução a curto prazo, mas falhou e agora vê imprensa, jogadores, dirigentes e veteranos do Rubro-Negro lhe virarem as costas. Mas uma coisa é certa nessa história: o técnico holandês não chegou em boa hora. Talvez não teria sido má ideia permanecer no Brasil por mais alguns meses.

Os números falam contra o ex-camisa 10: sete derrotas em 12 partidas, 12 gols sofridos contra apenas dez marcados. Eliminado na Liga dos Campeões e na Copa da Itália, o Milan é apenas o 11º colocado no Campeonato Italiano. Apenas um milagre classificaria a equipe para a próxima edição da Champions, já que 23 pontos a separam do Napoli, terceiro colocado.

– Qualquer treinador está ligado aos resultados. Seedorf foi escolhido diretamente pelo presidente Silvio Berlusconi e, por isso, tem um bônus. Mas não é infinito. Pode não ter sido uma boa ideia do Seedorf começar de forma tão explosiva num campeonato que já estava comprometido. Não é só culpa de dele, como não era só de Allegri, mas as próximas duas partidas podem comprometer o futuro do treinador do Milan – afirmou Luca Marchetti, jornalista da rede de TV "Sky Sport Italia". 


Mosaico Seedorf técnico Milan (Foto: Editoria de Arte)


A opinião de Marchetti, assim como de outros críticos e do próprio Paolo Maldini, ex-companheiro de Seedorf no Milan, é que o holandês errou ao tentar a revolução do elenco e do esquema tático. Ele deveria ter optado por uma postura mais conservadora.

A imprensa também se colocou contra Seedorf. Órfãos de Massimiliano Allegri, os jornalistas italianos sempre defenderam o anterior técnico do Milan, que durante quatro anos cultivou boas amizades no meio. Raramente os jornais atribuíam culpa dos resultados negativos a Allegri, mas sim à falta de rendimentos do clube para investir em novos talentos. Com a chegada de Seedorf, os resultados não melhoraram, mas a imprensa não perdoou nada em relação ao holandês.

Demissão? 

FRAME - protesto torcida do milan (Foto: Reprodução)Protesto da torcida do Milan (Foto: Reprodução)

Nesta quinta-feira, o principal esportivo italiano “Gazzetta dello Sport” anunciou que Seedorf será demitido caso não vença os próximos dois jogos, contra Lazio e Fiorentina. A decisão teria sido tomada na noite de terça, na casa do proprietário do clube, Silvio Berlusconi, e com a presença dos dois administradores, Adriano Galliani e Barbara Berlusconi, além de alguns jogadores do time.

Galliani, que também não morre de amores pelo ex-alvinegro, está há vários meses patrocinando a promoção de Filippo Inzaghi – ex-jogador e atual técnico dos juvenis – a comandante principal. 


O treinador da Itália, Cesare Prandelli, é outro nome comentado. 

Time quebrado em dois

Seedorf chegou ao Milan com uma ideia de jogo ofensivo que não funcionou. O holandês escalou três jogadores (Kaká e Taarabt do lado de Robinho, Honda ou Poli) atrás de um único centroavante (Balotelli). O time perdeu a estabilidade no meio-campo, e a imprensa o acusou de ser teimoso e insistir num esquema sem ter os protagonistas adaptados às posições. No início, os jogadores pareciam motivados com as ideias de jogo ofensivas, e o futebol do Milan passou a ser mais atraente. Os resultados não chegaram, lá se foi a motivação.

Seedorf insistiu, e a imprensa também o acusa da má integração de Honda no time e de não dar oportunidade a Pazzini para atuar ao lado de Mario Balitelli. Os brasileiros Kaká e Robinho estão do lado do técnico – o primeiro é sempre titular e vem respondendo com boas atuações, e o segundo também foi escalado várias vezes por Seedorf, mas não foi tão regular. Os novos contratados – Rami, Taarabt, Essien e os holandeses Emanuelson e De Jong –, todos eles antes titulares, estão no barco de Seedorf.

Aparentemente o mau-humor vem do lado italiano do elenco, com Abate, Montolivo e o centroavante Pazzini incomodados. O centroavante não entende por que nunca é titular. Abate, que é um dos mais antigos do elenco, questiona o porquê de ter sido descartado por Seedorf. Já o capitão Montolivo lidera o grupo de italianos que, segundo a imprensa, estaria cansado das revoluções do técnico holandês. A “Gazzetta dello Sport” enumerou uma lista das mudanças feitas pelo técnico que não agradaram ao grupo. Confira abaixo:


Seedorf técnico jogo Milan e Sampdoria (Foto: AP) 
Parte italiana do elenco rossonero está contra o 
holandês (Foto: AP)
 
1) Reuniões técnicas antes dos jogos divididas por setor, em vez de uma única reunião.
2) Visitas individuais de um psicólogo aos jogadores.

3) Sessões de treino longas e sempre à tarde, quando antes eram quase sempre de manhã.
4) Tantas interrupções durante o treino para longas explicações.
5) Jogadores atuando fora de suas posições.
6) Jogadores preferidos? Muita atenção a Balotelli.
7) Faixa de capitão bailarina. Mexes capitão em Napoli? Muitos jogadores não entendem o porquê.
8) Atrasos: Seedorf demorou a chegar à sessão de relaxamento após o jogo em Madri contra o Atlético.

9) Concentração mal digerida. Equipe permanecerá em Roma após o jogo de domingo contra o Lazio e viajará diretamente para Florença para encarar a Fiorentina na quarta-feira. Jogadores preferiam voltar para Milão.

Torcida ao lado de Seedorf
 Embora a imprensa tente dar uma ênfase ainda mais negativa ao trabalho irregular de Seedorf, os créditos do holandês ainda não terminaram. Além da declarada simpatia e admiração de Berlusconi por Seedorf, a torcida organizada do Milan também demonstrou o seu apoio ao novo técnico. No último domingo, após mais uma derrota em casa, desta vez frente ao Parma (4 a 2), a “Curva Sud”, histórica organizada do clube, pediu a Adriano Galliani que assumisse os seus erros “na contratação de jogadores inúteis e sem caráter para um time como o Milan”. Os torcedores ainda apelaram à demissão do dirigente.

No decorrer dos protestos, Seedorf aceitou se reunir com alguns torcedores que apoiaram o trabalho do holandês. No todos contra todos alguém vai ter de pagar. O trem deste Milan chegou ao fim de linha há muito tempo, e, na hora de tomar as decisões, só resta saber quem vai abandonar o clube nas próximas semanas.



FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/2014/03/crise-no-milan-seedorf-falha-em-curto-prazo-e-corre-risco-de-demissao.html