terça-feira, 1 de março de 2011

Ainda cabeludo, Muricy conquistou o México e fez história há quase 30 anos

Nos tempos de meia, treinador do Flu levou o modesto Puebla ao seu primeiro título nacional, em 83, e ficou marcado como sétimo maior goleador

Por Cahê Mota Direto da Cidade do México

Um trabalho que deu frutos também no México. Se a identificação com o São Paulo, a carreira supervitoriosa como treinador e o êxito imediato com o Fluminense transformam a história de Muricy Ramalho em exemplo de sucesso no Brasil, não é preciso muito tempo na companhia do técnico em solo mexicano para saber que a vocação para vencer também se fez presente longe de casa.
Muricy Puebla Campeão (Foto: Puebla80s.blogspot.com)Muricy (3º agachado da esquerda para direita) no time campeão em 82-83 (Foto: Puebla80s.blogspot.com)

Ainda de cabelos longos e revoltos, e logo após a frustração de não ter ido para a Copa de 78, o então apoiador de estilo hippie, como ele mesmo definiu, resolveu tentar a sorte na América do Norte. Mais do que isso, não apostou em clube dos grandes centros, como o América, adversário desta quarta, pela Libertadores, ou o Chivas, de Guadalajara. Seu destino foi a desconhecida Puebla, localizada a pouco menos de duas horas de carro da Cidade do México, com fauna e flora ricas, mas que estava longe de ser atraente pelo futebol. Esta, por sinal, era a missão de Muricy, que ainda não carregava o Ramalho em sua “nomenclatura profissional”.
Tenho amigos no México, já passei férias por aqui. É um país que me abriu as portas"
Muricy Ramalho
Missão dada, missão cumprida. Essa poderia ser a frase dita pelo atual treinador do Fluminense. Entre 1979 e 1985, foram seis anos de idolatria, bom futebol e uma temporada histórica: 1982-83. Como principal jogador da equipe, Muricy conduziu o modesto Puebla ao primeiro título mexicano de sua vida. Fato que só se repetiria em 1989-90, e garantiu ao brasileiro a eternidade no clube.
Foi no “Franja”, como o time é chamado, que Muricy encerrou a carreira, em 1985, e, oito anos mais tarde, iniciou a trajetória como treinador. De volta ao México para comandar o Fluminense em partida contra o América, nesta quarta, às 21h50m (de Brasília), no Azteca, pela terceira rodada do Grupo 3 da Libertadores, o ex-meio-campo já não exibe mais as alvoroçadas madeixas, mas precisou de poucos minutos para reforçar a certeza da grandiosidade do feito realizado quase 30 anos atrás.
Mesmo à paisana, bastou que o comandante tricolor colocasse o pé no setor de desembarque do Aeroporto Internacional Benito Juaréz para que fosse cercado por jornalistas ávidos por informações sobre o compromisso diante dos americanistas e recordações do período em Puebla, onde, inclusive, realizou seu casamento.
Muricy, porém, foi sucinto na resposta, apesar de reiterar sua gratidão e carinho pelo país.
- Tenho amigos no México, já passei férias por aqui. É um país que me abriu as portas.
Além do título conquistado em 83, Muricy chamou a atenção dos mexicanos também por demonstrar sua faceta de goleador: em 154 jogos, foram 57 gols, que o colocam na sétima posição na lista de artilheiros do clube.

Elogios ao futebol mexicano e atenção com altitude
Muricy Puebla Campeão (Foto: Puebla80s.blogspot.com)Muricy celebra conquista em gramados mexicanos
(Foto: Puebla80s.blogspot.com)

Tendo como exemplo o próprio passado, o treinador chegou ao México ciente da necessidade de repetir o sucesso, dessa vez pelo Fluminense. Em comparação, Muricy Ramalho falou sobre a evolução do futebol mexicano ao longo dos anos e fez elogios.
- Mudou a estrutura dos clubes. Na nossa época, não existia CT, treinávamos onde jogávamos. Hoje em dia todos têm uma estrutura. Mudou a parte econômica, se paga e se contrata mais. Por isso, o futebol mexicano está em alta.
Já acostumado com os estádios mexicanos, o técnico manteve a seriedade até mesmo ao comentar o reencontro com o Azteca. O estádio, palco do tricampeonato mundial da Seleção, em 1970, é especial para os brasileiros, e leva Muricy a ter outras boas recordações.
- Não penso em 70, penso em quando jogamos por lá. Até fui com o São Caetano em 2003 e me classifiquei na Libertadores no Azteca contra o próprio América.
Preocupação mesmo, só a mudança da velocidade da bola devido a altitude de 2.235m é capaz de causar em Muricy. E isso também é fruto da experiência em Puebla.
- Os goleiros sofrem demais. Eu mesmo, não era de bater faltas, e quando cheguei lá fiz um monte de gols assim. Justamente por essa questão da bola.
No primeiro treino na Cidade do México, na tarde de segunda-feira, o treinador enfatizou as questões das finalizações e velocidade da bola. Com dois pontos em dois jogos em casa, o Fluminense é o terceiro colocado em sua chave, e um tropeço dificultará muito sua vida. O exemplo para dar a volta por cima, porém, está perto. Logo ali, em Puebla.
Muricy Puebla Campeão (Foto: Puebla80s.blogspot.com)Muricy (primeiro da direita para esquerda) com troféu e camisa do título (Foto: Puebla80s.blogspot.com)

FONTE:

Fifa confirma datas e sedes da Copa das Confederações até o fim de julho

Competição é tida como fundamental pelo comitê organizador para mostrar a imagem do Brasil no exterior. São Paulo corre o risco de ficar fora

Por Márcio Iannacca Rio de Janeiro

FRAME - Maracanã Reforma Projeto (Foto: Reprodução / TV Globo)Maracanã é um dos estádios que estão na briga
para receber o torneio (Reprodução / TV Globo)

A Fifa vai anunciar até o fim de julho as datas e as sedes da Copa das Confederações de 2013, no Brasil. A informação foi confirmada pela entidade ao GLOBOESPORTE.COM. Cinco cidades serão escolhidas para receber a competição, considerada fundamental pelo comitê organizador da competição (COL) para mostrar a imagem do país um ano antes do Mundial de 2014.
- As sedes e datas da Copa das Confederações da Fifa serão anunciadas no máximo até o fim de julho de 2011 - confirmou a entidade por e-mail.
De acordo com Ricardo Trade, coordenador de operações do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014, o presidente do COL e da CBF, Ricardo Teixeira, considera a Copa das Confederações de fundamental importância para a imagem do país.
- O presidente (Ricardo Teixeira) tem sempre dito que a Copa das Confederações será um evento muito importante para nós. Temos uma competição antes da Copa do Mundo que já conta com Espanha, Brasil e Japão. É uma competição que servirá para mostrar a imagem do Brasil. Queremos passar a ideia que não somos apenas um país bonito para receber, mas que podemos prestar bons serviços e realizar um grande evento - afirmou Trade.
A princípio todas as cidades estão na briga para receber a Copa das Confederações. Para a escolha da Fifa, porém, os estádios devem estar prontos até dezembro de 2012. Com isso, a tendência é que algumas cidades com o cronograma de obras atrasado fiquem fora da competição, entre elas São Paulo e Natal. Enquanto a primeira vai iniciar o projeto em abril, a outra sequer finalizou a licitação para escolher a empresa responsável pela construção, o que deve ocorrer apenas no dia 3 de março.
Os candidatos mais fortes para receber a Copa das Confederações são os seguintes: Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Porto Alegre e Salvador. Em 2009, na África do Sul, quatro cidades receberam a competição, que teve o Brasil como campeão: Bloemfontein, Pretoria, Joanesburgo e Rustemburgo.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2011/03/fifa-confirma-datas-e-sedes-da-copa-das-confederacoes-ate-o-fim-de-julho.html