domingo, 22 de janeiro de 2017

O QUE O MORO FOI FAZER NO VELÓRIO?​



FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/brasil/o-que-o-moro-foi-fazer-no-velorio-200b


Juiz fazer pronunciamento em velório? Não é uma esculhambação?

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O cachalote, aquele em quem o professor Belluzzo identificou traços do "sábio idiota", foi a Porto Alegre para o velório do Ministro Teori.
"Nem tudo está perdido", disse Moro, de forma enigmática.
"Tudo", o que?
A prisao do Lula para que não seja candidato em 2017 ou 18?
Ou a jurisprudência do "não vem ao caso", no caso de tucanos gordos?
Será que o Moro encontrou no velório o Careca, o "MT", da lista de alcunhas da Odebrecht?
Encontrou aquele que o ACM chamava de Eliseu 'Quadrilha'?
Sorriu, saudou e saiu, ou os cumprimentou efusivamente, como faz quando encontra o Mineirinho na festa da QuantoÉ?
Moro teria feito no velório "um pronunciamento"!
"Pronunciamento" em velório, assegura a Fel-lha.
De fato, isso aqui virou - como diz o Ricardo Melo - uma esculhambação: juiz fazer "pronunciamento" político em velório.
Já não bastam os pronunciamentos políticos que ele emite em sentenças...
Moro disse que Teori era um herói!
"Herói" por que?
Porque nao fazia política.
Porque não iria ao velorio do Moro?
Porque mandou desqualificar aquele ato criminoso do Moro - o vazamento de um telefonema da Presidenta da República com o cidadão Luis Inacio Lula da Silva?
Crime que, em qualquer país medianamente civilizado, o desqualificaria para continuar a "julgar"?
O Juiz Moro, por acaso, mantinha relações de amizade com o Ministro Teori e ninguém sabia?
O que, apenas, justificaria sua ida ao enterro.
Porque se não era amigo do Ministro Teori e, portanto, jamais seria convidado para tomar assento naquele avião, se não fosse, não tinha nada que ir ao velório.
Ou será que foi fazer política?
A mesma política que exemplarmente tenta punir?
PHA

LAVA JATO DO TEORI NÃO É A DO MORO


FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/brasil/lava-jato-do-teori-nao-e-do-moro


Janio: Lava Jato e Globo fizeram o país da bandalheira

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O Conversa Afiada reproduz notável, irretocável artigo de Janio de Freitas, na Fel-lha, a mesma Fel-lha em que o Elio Gaspari usa a morte do Teori para inocentar a Operação Condor e seu Mestre, o Geisel, dos assassinatos de JK e Jango.
Fazer o que?
Lava Jato que existe não é a desejada por Teori

As mortes, as incógnitas da Lava Jato, a alteração perigosa na formação do Supremo –tudo isso em um só desastre, e a esta fase do Brasil ainda pareceu pouco. Com motivo justificado pelo próprio acúmulo do desastre, o pasmo foi depressa sucedido por suspeitas, apesar da ausência de indício imediato. Hoje em dia, suspeitas são o mais típico sentimento dos brasileiros.

As suspeições que se tornaram públicas foram acompanhadas de um curioso pormenor: com poucas exceções, foi evitada a palavra definidora do suposto –atentado. Os pedidos de investigação criteriosa, especial, meticulosa, indispensável, e por aí, jorraram com rapidez, entre o exótico pudor vocabular e o impulso dado pelas circunstâncias.

Teori Zavascki era, sim, passível de sofrer um atentado. Embora o Brasil não tenha tradição em atentados políticos fora dos períodos ditatoriais, como a têm os Estados Unidos e alguns países latino-americanos.

Havia o risco e a consciência dele: além do seu recolhimento natural, o relator da Lava Jato contava com proteção pessoal constante. 

As possibilidades de atentado no avião seriam remotas e propensas a outras causas, como sugerem as condições do desastre sob chuva forte, visibilidade reduzida, sem copiloto, últimos dois quilômetros de voo. Ainda assim, só uma perícia competente dará a resposta.

Mas o acréscimo aos males do desastre não espera por ela. Aqui e fora. Lá, Rodrigo Janot e Henrique Meirelles, submetidos ao frio suíço, esquentaram suas declarações com dados interessantes.

O primeiro não só negou que a Lava Jato afaste investidores, como sustentou que "é justamente o contrário. Atrai investidores porque gera segurança jurídica".

Entre os possíveis méritos da Lava Jato não há contribuição alguma para a segurança jurídica. Os "investidores" só vêm buscar o lucro fácil dos juros nas alturas e as pechinchas nas "liquidações" de empresas, de jazidas de petróleo e de partes da Petrobras.

Ao inverso do que Janot propaga, o escândalo que associou Lava Jato e imprensa/TV fez do Brasil, ao olhar do mundo, o país da bandalheira. A mudança do tratamento ao Brasil é drástica, o que se pode confirmar a cada dia tanto na imprensa estrangeira como na internet.

Agora, com um acréscimo arrasador: a presunção de assassinato com atentado político. Como meio de atrasar ou desviar processos da Lava Jato, a mesma que, segundo Janot, "traz segurança jurídica".

Henrique Meirelles, por sua vez, disse lá que o crescimento econômico estará de volta já ao fim do primeiro trimestre, fim de março. O problema da segurança jurídica, vê-se, começa pela que falta às afirmações das chamadas autoridades brasileiras. Lá e cá.

Entre as louvações à memória de Teori Zavascki, a de Sergio Moro teve a relevância de atribuir ao ministro a existência da Lava Jato.

Mas a que existe não é, por certo, a Lava Jato desejada por Teori Zavascki. Foram muitas as suas críticas aos "vazamentos" dirigidos.

Não escondeu suas irritações com vários procedimentos de Moro, sobretudo com a gravação e divulgação de conversa da então presidente Dilma com Lula, que o ministro trancou sob sigilo de justiça.

Na véspera do recesso judicial, Teori Zavascki fez a exceção de uma breve entrevista: criticou a Lava Jato, aborrecido com o "vazamento" de delações da Odebrecht.

Para dar sentido ao que disse, Sergio Moro precisaria corrigir o criticado por Teori Zavascki.

Seria então a Lava Jato de quem, disse Moro, a fez existir. Mas talvez não fosse mais a Lava Jato de Sergio Moro.