sexta-feira, 25 de março de 2016

Direito em venda, multa e aumento: veja o que Ganso quer para renov


Porcentagem sobre possível negociação futura e salário acima do teto do clube serão discutidos; agente diz que conversas serão retomadas depois do feriado da Páscoa




Por
São Paulo



Ganso, River Plate x São Paulo, Libertadores 2016 (Foto: Reuters)
O meia Ganso vive bom início de 
temporada com a camisa do São 
Paulo (Foto: Reuters)


O São Paulo e o empresário de Paulo Henrique Ganso, Giuseppe Dioguardi, vão retomar as conversas pela renovação de contrato do jogador depois do feriado da Páscoa. O vínculo do meia vale até setembro de 2017, mas o clube quer antecipar a prorrogação.

Para renovar, Ganso levará em conta o salário oferecido, o tempo de contrato, a multa rescisória (agora é de 25 milhões de euros, R$ 103 milhões pela cotação atual) e até participação em uma futura venda. Pelo vínculo vigente, ele não teria direito a nenhuma porcentagem em caso de venda.
A conversa sobre o valor da multa rescisória ou de uma eventual cláusula de saída em caso de propostas é importante para Ganso porque o meia tem o objetivo de atuar na Europa no futuro. Clube e jogador iniciaram as tratativas há aproximadamente dois meses, perto do período em que surgiu o interesse do Hebei China Fortune no atleta – o Tricolor não chegou a receber uma proposta dos chineses.

Hoje, Ganso recebe aproximadamente R$ 300 mil, menos do que Lugano, Wesley e Alan Kardec, por exemplo. A sinalização do São Paulo de pagar R$ 400 mil não o interessa. O argumento é de que o montante serviria apenas para repor a inflação acumulada de 2012 até agora, período em que ele não recebeu aumento.

Mas o próprio presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, disse que abriria mão do teto salarial para pagar mais a Ganso. O Tricolor tem estratégias financeiras definidas e entende ser possível revisar o valor do teto, mas considera primordial o tamanho da vontade de Ganso em estar no clube para obter um acordo.

Agora é a hora de conversar. Não há pressa, temos cautela.
Giuseppe Dioguardi, agente de Ganso

Segundo Dioguardi, não houve recusa de nenhum valor oferecido ao jogador. O São Paulo diz que há encontros e desencontros durante a negociação. De acordo com o diretor de futebol do clube, Luiz Antonio da Cunha, o camisa 10 não aceitou a primeira proposta, mas os dois lados querem um acordo.

– Não houve recusa. Pelo contrário: por que recusaríamos, se fomos nós que procuramos o São Paulo para renovar desde 2014? Só não achamos que era o momento ideal para conversar por uma série de fatores (em janeiro). A China (Hebei Fortune) veio forte e falta muito tempo ainda. Desde a primeira passagem do Gustavo (Vieira de Oliveira, diretor-executivo, em 2014), eles não tiveram interesse duas vezes e adiaram. Agora é a hora de conversar. Não há pressa, temos cautela. Não renovamos porque estávamos esperando a agenda bater. Houve troca de presidente, treinador, depois viajei e agora vamos retomar – afirmou o agente.

Desde 2012 no São Paulo, Ganso despertou interesse de Napoli, Al-Ittihad, Orlando City e Flamengo. Em todas as ofertas o meia receberia mais do que agora no Tricolor. Além disso, Leco gosta de Ganso e não deseja negociá-lo. Todos esses pontos serão colocados em pauta nas conversas para renovar o contrato do jogador, cujos direitos econômicos são divididos entre DIS (68%) e São Paulo (32%).
Nessa temporada, Ganso participou de nove dos 17 gols do time no ano, com seis gols e três assistências. A última delas foi para Calleri, na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-SP, quarta-feira, no Pacaembu.

– Temos uma relação muito boa com a diretoria do São Paulo. O Ganso é feliz, gosta do clube e da torcida. Vamos sentar e conversar, mas não foi recusado (renovar o contrato). Ficamos de voltar a nos falar depois do feriado da Páscoa – disse Dioguardi.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2016/03/direito-em-venda-multa-e-aumento-veja-o-que-ganso-quer-para-renovar.html

Três em um: Argentina vence Chile de virada, entra na zona de classificação e se vinga




ELIMINATÓRIAS DA COPA - AMÉRICA DO SUL - RODADA 5





Na reedição da final da Copa América, La Roja entra em campo desfalcada, abre placar no início, mas perde dois por lesão e não resiste a cinco minutos de reação



RESUMÃO

  • o jogo A Argentina se aproveitou bem da volta ao Estádio Nacional de Santiago. No palco da final da Copa América perdida em julho de 2015, demorou um pouco para se ajustar, mas conseguiu reagir e venceu o Chile de virada por 2 a 1, trocando de posições com o adversário e entrando na zona de classificação para a Copa do Mundo 2018 nas eliminatórias sul-americanas. Foi pressionada no início e sofreu um gol pelo seu ponto fraco, a bola aérea, em cobrança de escanteio aos dez, concluída de cabeça por Felipe Gutiérrez. Mas se aproveitou dos três desfalques adversários da Roja (Vidal, Valdivia e Vargas) e mais duas substituições forçadas por lesão (Matías Fernandez e Marcelo Díaz), logo retomou o controle do jogo e garantiu o domínio no placar em cinco minutos, num golaço de Di María, aos 19, e em voleio de Mercado, aos 24.
  • ENTRE OS QUATRO Com a vitória, a Argentina foi a oito pontos e subiu duas posições, ficando na quarta colocação, a última que garante classificação direta para a Copa. Passou justamente o Chile, agora sexto, e o Brasil, quinto até entrar em campo contra o Uruguai, nesta sexta-feira, na Arena Pernambuco, a partir de 21h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo, SporTV e GloboEsporte.com. Na próxima rodada, Messi & cia. recebem a Bolívia, terça-feira, em Córdoba, e tentam vencer a primeira em casa no torneio classificatório. Derrotados pela segunda vez seguida, os campeões da Copa América tentam a recuperação longe da torcida, diante da Venezuela.
  • DISCRETO Messi não brilhou como no Barcelona. Apesar da participação no gol da virada, quando protegeu a bola até Isla dar o passe involuntariamente para Mercado concluir de voleio, o camisa 10 aproveitou pouco os espaços que a Argentina foi ganhando no jogo. Impressionou numa arrancada do próprio campo até a defesa adversária, dando passe para Di María concluir. Mas pode fazer mais. Muito mais.


  • POUCO BRAVO Bravo não pareceu muito empolgado antes do jogo, quando recebeu uma homenagem por ter chegado aos 100 jogos na seleção chilena, recorde no país. Parecia concentrado demais na partida. Do gol, viu seus companheiros imrpimirem uma forte pressão nos minutos iniciais e comemorou a abertura do placar aos dez minutos. Só que depois teve que pegar duas bolas no fundo da rede e ouviu pouco a maioria dos 44.536 torcedores presentes ao estádio. Nos acréscimos do segundo tempo, ainda tentou o empate na área, chegando a dar carrinho em Romero. Mas só conseguiu o cartão amarelo.



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