quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Apaixonados, Filipinho, Mineirinho e Medina buscam título para as amadas


Etapa decisiva do Circuito Mundial tem tudo para voltar nesta quarta, em Pipeline, com os três brasileiros na luta pelo caneco vivendo bonitos amores fora do mar




Por
Direto de Oahu, Havaí


Filipe Toledo namorada Ananda Havaí surfe (Foto: Reprodução/Instagram)Filipinho e a namorada Ananda posam em clima romântico no Havaí (Foto: Reprodução/Instagram)


Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina não têm em comum apenas o fato de serem grandes surfistas, brasileiros, paulistas, corintianos e de estarem na briga pelo título mundial de surfe deste ano. Os três também estão vivendo um grande amor e contam com a presença da companheira no Havaí para lhe darem ainda mais motivação na busca pelo caneco do Circuito Mundial. Após quatro dias seguidos sem competição, por conta da maré baixa, tudo leva a crer que, nesta quarta-feira, a partir das 16h (de Brasília), enfim a disputa da etapa de Pipeline vai ser retomada na terceira fase. E Filipinho, Mineirinho e Medina querem fazer bonito para encherem de orgulho as meninas e dividirem com elas a alegria de uma histórica conquista.

Brasileiro com mais chance de levantar o caneco e mais novo do trio, com 20 anos, Toledo está namorando há cerca de quatro meses com a modelo carioca Ananda Marçal. Eles formam um daqueles casais que não se desgruda. Questionado sobre o relacionamento, Filipe deixa claro o quanto gosta da moça e comemora o bem que ela o faz.

- Estou namorando já tem alguns meses e tem mulher que vem para ajudar, algumas podem derrubar. Mas eu consegui uma namorada que está me fazendo muito bem, ela está fazendo um ótimo trabalho e tem sido muito importante para mim. Espero poder ser campeão e comemorar esse título com ela e com minha família, aqui no Havaí - disse Filipe.




Mais velho dos brasucas postulantes ao título, Minheirinho, de 28 anos, é quem tem a relação mais longa. Ele é noivo da modelo catarinense Patrícia Eicke, sua companheira há cinco anos. Os dois vivem juntos em Florianópolis e construíram uma história bonita, com direito a pedido de noivado num cenário romântico, em 2013, no mesmo Havaí.

- Estou muito feliz por ter uma mulher que eu amo e me acompanha pelo mundo. Vou fazer tudo que eu puder para ser campeão para comemorar com ela. Ela sabe o quanto eu me dedico ao surfe e está sempre me apoiando - comentou Adriano.

Adriano de Souza Mineirinho Patrícia Eicke Havaí surfe (Foto: Reprodução/Instagram)
Mineirinho e a noiva Patrícia curtem dia sem 
competição no Havaí (Foto: 
Reprodução/Instagram)


Depois de um começo de ano muito abaixo do esperado, o atual campeão mundial, Gabriel Medina, encontrou na modelo Tayná Haynada a fonte de inspiração que ele precisava. A partir do namoro iniciado em junho, ele cresceu muito de rendimento, recuperou a boa forma e entrou na briga pelo bicampeonato.

- Ela estar aqui e poder ver tudo de perto me incentiva a dar um título mundial para ela.  No ano passado, ela não estava comigo, e se Deus quiser, eu vou poder dar esse título para ela - falou Gabriel.

Namorada de surfista está acostumada a passar horas e horas na areia à espera do companheiro. Mas não é nada mal quando eles voltam cheio de amor para dar e, de quebra, com um título mundial.
- Estou torcendo muito pelo Gabriel. Se Deus quiser, ele vai ser bicampeão mundial. Eu vou ficar muito feliz com ele me dedicando o título, seria ótimo. Ele é muito bonzinho, humilde e trabalha bastante. Ele merece tudo - exclamou Tayná.

Gabriel Medina namorada Tayná Hanada Pipeline surfe (Foto: Marcio Fernandes/Estadão)
Medina beija a namorada Tayná após vencer 
sua bateria na primeira fase, em Pipe 
(Foto: Marcio Fernandes/Estadão)


O Pipe Master vai ser retomado na terceira fase, que é eliminatória e pode já definir o título em favor de três dos cinco surfistas ainda na briga: Toledo, Mick Fanning ou Adriano de Souza. Filipinho pode comemorar a conquista mesmo em caso de derrota para o havaiano Mason Ho, na bateria 7. Para isso, os outros quatro candidatos têm que ser eliminados. Já Mineirinho pode garantir a taça se vencer seu confronto contra o irlandês Glenn Hall, na bateria 12, e todos os outros concorrentes perderem, mesma situação de Fanning, que encara o havaiano Jamie O’Brien, na sexta bateria. Já segundo cálculos do matemático Tristão Garcia, Toledo tem 47% de chances de ser campeão, contra 26% de Fanning, e 23% de Mineirinho. Já Medina e Julian precisam avançar e torcer por diversas combinações de resultado para seguirem sonhando com o caneco. Eles correm por fora, com 3% e 1% de chances de títulos, respectivamente.


BATERIAS DA 3ª FASE
1. Gabriel Medina (BRA) x Jordy Smith (AFS)
2. Bede Dubidge (AUS) x Keanu Asing (HAV)
3. Italo Ferreira (BRA) x C.J. Hobgood (EUA)
4. Kelly Slater (EUA) x Michel Bourez (TAI)
5. Mick Fanning (AUS) x Jamie O'Brien (HAV)
6. John John Florence (HAV) x Taj Burrow (AUS)
7. Filipe Toledo (BRA) x Mason Ho (HAV)
8. Joel Parkinson (AUS) x Kai Otton (AUS)
9. Jeremy Flores (FRA) x Sebastian Zietz (HAV)
10. Julian Wilson (AUS) x Adam Melling (AUS)
11. Josh Kerr (AUS) x Adrian Buchan (AUS)
12. Adriano de Souza (BRA) x Glenn Hall (IRL)


CHANCES DE TÍTULO DE CADA UM

Mick Fanning é campeão mundial se:
- vencer a etapa
- chegar em 2º e Toledo e Mineirinho não vencerem
- chegar até a semifinal, Toledo não passar das quartas e Mineirinho da semifinal
- chegar até as quartas, Toledo não passar da 5ª fase e Mineirinho das quartas
- chegar até a 5ª fase, Toledo não passar da 3ª fase, Mineirinho da 5ª fase, e Medina não vencer

Filipe Toledo é campeão mundial se:
- vencer a etapa
- chegar em 2º e Fanning e Mineirinho não vencerem
- chegar até a semifinal e Fanning e Mineirinho não passarem da semifinal (caso Mineirinho seja 2º haverá bateria de desempate)
- chegar até as quartas, Fanning não passar das quartas e Mineirinho da semifinal
- chegar até a 5ª fase, Fanning não passar da 5ª fase, Mineirinho das quartas e Medina não vencer a etapa
- chegar até a 3ª fase, Fanning e Mineirinho não passarem da 3ª fase, Medina das semifinais e Julian não vencer a etapa (se Julian vencer a etapa, haverá bateria desempate)

Adriano de Souza é campeão mundial se:
- vencer a etapa
​ ​- chegar em 2º, Toledo não passar das quartas e Fanning da semifinal (caso Toledo pare na semifinal, haverá bateria de desempate)
- chegar até a semifinal, Toledo não passar da 5ª fase e Fanning das quartas
- chegar até as quartas, Toledo não passar da 3ª fase, Fanning da 5ª fase e Medina não vencer a etapa
- chegar até a 5ª fase, Toledo e Fanning não passarem da 3ª fase e Medina não vencer a etapa

Gabriel Medina é campeão mundial se:
- vencer a etapa, Toledo não passar da 5ª fase e Fanning e Mineirinho não passarem das quartas
- chegar em 2º, Toledo, Fanning e Mineirinho não passarem da 3ª fase

Julian Wilson é campeão mundial se:
- vencer a etapa, Fanning e Mineirinho não passarem da 3ª fase, e Medina da semifinal. Caso essas combinações aconteçam e Toledo pare na 3ª fase haverá uma bateria de desempate entre os dois.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/radicais/surfe/mundial-de-surfe/noticia/2015/12/apaixonados-filipinho-mineirinho-e-medina-buscam-titulo-para-amadas.html

A Situação do Botafogo no Enrolado Caso do Willian Arão


Torcedor do Botafogo

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Por Thiago Pinheiro



Foto por Vitor Silva / SSPress


Se você leu alguma notícia relacionada ao Botafogo nas últimas semanas, deparou-se com uma batalha jurídica envolvendo o clube e o volante Willian Arão.

Desde agosto, o Botafogo vem, sem sucesso, tentando renovar com o volante, um dos poucos destaques neste ano de 2015. Após várias tentativas infrutíferas, o Botafogo tentou exercer a cláusula de renovação automática, depositando os R$400 mil estabelecidos no contrato. Surpreendentemente, o jogador devolveu a quantia, por duas vezes, declarando que não retornaria ao clube. Esta semana ele foi anunciado como jogador do time da Gávea.

A polêmica toda passa pela FIFA e uma mudança de regulamentação que entrou em vigor em maio de 2015. A partir dali, estavam proibidos investidores em direitos econômicos de atletas, acabando com o que a "terceira parte" em um contrato de futebol (link em inglês). 

Resumindo: a FIFA baniu terceiros de serem donos de contratos. O nome em inglês é "Third party ownership (TPO)"

O Botafogo assinou contrato com William Arão em janeiro de 2015, mas já havia o conhecimento sobre a mudança nos direitos econômicos que entraria em vigor em maio. Em 22 de dezembro de 2014, a FIFA enviou comunicado aos seus membros sobre as novas regras. (link em inglês). 

A resolução da FIFA informava ainda que os contratos assinados entre janeiro e abril deste ano - caso do Arão - teriam uma duração máxima de um ano. Aqueles que foram assinados antes não teriam a sua validade alterada. Em ambos os casos, a FIFA considerou que, com esse tempo, os demais donos dos passes poderiam chegar a um acordo com os clubes.

A SITUAÇÃO DO BOTAFOGO


Como eu disse antes, a Fifa permite apenas que clubes sejam donos de direitos econômicos de jogadores, não permitindo mais o fracionamento de contratos. Entretanto, Arão é (ou melhor, era) dono de 50% do seu passe, só que, de acordo com as novas regras, ele é um "terceiro envolvido" na relação e, com isso, não tem direito mais a partes do seu contrato.

Em conversa com Gustavo Noronha, diretor jurídico da Vice-Presidência de Futebol, o Botafogo está questionando na Justiça "se o jogador é considerado terceira parte na relação". Se sim (e, para mim, isso está claro), o Botafogo busca esclarecer, também, o que acontece com o contrato assinado em janeiro.

Ainda segundo Noronha, se o jogador for considerado terceira parte, o que seria anulado no contrato? Se o instrumento for considerado inválido em seu inteiro teor, acabou a discussão do Botafogo e nós não podemos fazer mais nada. Agora, se for apenas a parte da renovação automática, o clube entende que os R$400 mil foram depositados a título de luvas e, assim, diante da negativa do jogador no ato, poderia se discutir o valor para o restante do percentual, com o Botafogo, assim, sendo o único dono dos seus direitos econômicos.

O OUTRO LADO


Bichara Neto, advogado do Arão, tem outro entendimento, de acordo com reportagem para o Terra Esportes.

"A gente entendia que a cláusula de um novo contrato mediante a aquisição de um nova parcela de direitos econômicos do atleta não valia mais. Devido a mudança que aconteceu em maio tanto no regulamento da CBF quanto o da Fifa essa cláusula deixou de ser válida e a gente trabalhou em cima disso, conseguindo a decisão favorável em favor do atleta."

O QUE ACONTECEU ATÉ AGORA?


Não há nada decidido, por enquanto. O que Arão conseguiu na Justiça foi o deferimento de um pedido de tutela antecipada, mas não houve julgamento do mérito. O jogador pode seguir a sua vida enquanto não há decisão definitiva.

Uma coisa é certa: Arão não joga mais com a camisa do Botafogo. Quanto ao que vai acontecer, é difícil dizer, mas é certo que a batalha se arraste por um tempo nos tribunais e o jogador não tenha a tranquilidade necessária para atuar.

E O TRIBUNAL DO TRABALHO?


Conversei também com Theotonio Chermont, advogado trabalhista que tem obtido importante vitórias contra o Botafogo. Ele representa jogadores como Túlio (o volante da 2ª divisão), Daniel, Gabriel, entre outros.

O ponto principal do advogado é a legislação brasileira, sem considerar muito a mudança da FIFA, o que, talvez, indique o caminho a ser seguido no TRT.

Chermont, inicialmente, fala sobre as dificuldades da discussão, por tratar de legislação específica nacional e internacional, mas garante que o direito do atleta é o cerne do debate, ainda mais que "a nossa Justiça privilegia muito o direito constitucional do livre exercício da profissão que, no meu entender, está sendo cerceado por conta da cláusula que prevê a obrigatoriedade do atleta celebrar um novo contrato de trabalho. Não existe em nosso direito tal obrigação condicionada a compra de percentual de direitos econômicos."

"Entendo que a questão não versa sobre renovação automática de contrato por prazo determinado (regra no caso dos atletas de futebol), mas sim de celebração de um novo contrato. São questões distintas. Os contrato de emprego por prazo determinado de atletas profissionais de futebol não se comunicam por lei. São desvinculados um do outro. Assim sendo, não podem ser renovados após o seu término. E, pela expressa previsão da Lei Pelé, não se transformam em contrato por prazo determinado.

Caso as partes desejem estender a relação podem celebrar durante o contrato em vigor termo aditivo ou, após o seu término, um novo contrato que será registrado na CBF com numeração distinta.

Assim sendo, não há que se falar em renovação automática de contrato por prazo determinado."

Chermont lembra ainda do artigo 27 da Lei Pelé, dizendo que, nele, "são nulas de pleno direito as cláusulas de contratos firmados entre as entidades de prática desportiva e terceiros, ou entre estes e atletas, que possam intervir ou influenciar nas transferências de atletas"

Finalizando, ele entende que a cláusula de renovação automática é nula, "pois impede que o atleta possa contratar com a agremiação que bem entender após o fim do pacto laboral em vigor, razão pela qual, de boa fé, devolveu o valor de R$ 400.000,00."

Ao final, faz uma consideração sobre a renovação automática:

"É muito cômodo para os clubes, inclusive, esse tipo de cláusula com obrigação futura e condicionada. Se o atleta não despontar ou mesmo ficar inutilizado, basta o clube não pagar o valor acordado para que a relação seja automaticamente renovada e aguardar o contrato de origem se encerrar. Caso contrário, se o atleta explodir e se tornar uma revelação, o clube pagará o montante a fim de obriga-lo a celebrar um novo contrato. É, a meu ver, desproporcional, e colide com o fim social do contrato e com a boa fé.
(...).

Na verdade, a questão posta sob tutela jurisdicional da Justiça do Trabalho é se a “aquisição” de parte dos direitos econômicos do Arão o obriga à formalização de um contrato de trabalho desportivo, tornando efetivas as obrigações contratuais livremente estipuladas pelas partes. Entendo que não.
Entendo que a anuência do atleta com termos futuros quando da celebração do contrato de origem não pode sobrepor sua vontade no ato de contratar, haja vista que a CF/88 art. 5º XIII  garante a todos os cidadãos o livre exercício de sua profissão, incluindo a de atleta profissional de futebol.
Por óbvio que a inobservância das obrigações contratuais assumidas pelas partes pode acarretar outras consequências na esfera jurídica, principalmente de natureza civil, cabendo aos interessados buscar a tutela jurisdicional do Estado perante o Juízo competente."

Senhoras e senhores, preparem-se. Vai demorar.

Foto por Vitor Silva / SSPress


FONTE: