sábado, 2 de novembro de 2013

No talento de Ribéry, Bayern vence de virada, retoma ponta e iguala recorde

Triunfo por 2 a 1 sobre o Hoffenheim tem passes decisivos do craque francês. Time chega a 36 jogos de invencibilidade na Bundesliga como o Hamburgo de 1982/83

Por Hoffenheim, Alemanha

O Bayern esbarrava num raro dia de falta de criatividade. Até que o talento de Franck Ribéry falou mais alto. Com passes decisivos do craque francês - em especial o segundo -, os atuais campeões derrotaram o Hoffenheim neste sábado, por 2 a 1, de virada, pela 11ª rodada do Campeonato Alemão. Mandzukic e Thomas Müller marcaram para os visitantes, enquanto Süle anotou o gol dos mandantes.

O resultado faz o time de Pep Guardiola recuperar a liderança perdida na véspera, já que o Borussia Dortmund aplicou sonoros 6 a 1 no Stuttgart e chegou aos 28 pontos. Götze, Schweinsteiger e companhia somam 29 de 33 possíveis. O Hoffenheim permanece com 13 e terminará o fim de semana no meio da tabela.

A vitória ainda colocou este Bayern junto ao Hamburgo de 1981/82 e 1982/83. Ambas as equipes atingiram 36 jogos de invencibilidade no Campeonato Alemão, um recorde em toda a história. Os bávaros deverão superar esta marca no próximo sábado, quando receberão o Augsburg na Allianz Arena. O último revés do time na Bundesliga aconteceu há mais de um ano, em 28 de outubro, para o Bayer Leverkusen.



Müller e Ribéry comemoram gol do Bayern (Foto: AFP) 
Müller e Ribéry comemoram o gol da vitória do 
Bayern (Foto: AFP)


Neuer falha, mas Bayern reage

O Bayern esteve longe de ser irresistível no primeiro tempo na Rhein-Neckar-Arena. Um futebol dominante territorialmente, como manda a cartilha de Pep Guardiola, mas pouco envolvente não foi capaz de dar a vitória parcial aos atuais campeões da Tríplice Coroa. Ao contrário do Barcelona de Tata Martino na véspera, no entanto, chances foram criadas - para os dois lados.

As primeiras oportunidades surgiram do lado vermelho. Aos 15, o lateral Philipp Lahm escapou pela direita, sozinho, e optou pelo chute sem ângulo - Casteels fez a defesa. Novamente o goleiro apareceu bem aos 17, em chute forte de Thomas Müller. Depois, aos 24, ele só torceu para que o desvio de Javi Martínez após cobrança de falta fosse para fora. Deu certo.

O Hoffenheim assustava esporadicamente em contra-ataques. Num deles ganhou um escanteio aos 34. Ele seria traiçoeiro para Manuel Neuer. O consagrado goleiro alemão falhou de maneira incrível ao tentar segurar a bola e permitiu que Süle empurrasse para as redes. Para sua sorte, ele pôde se redimir com grande defesa aos 37 em finalização de Volland, o mais arisco dos donos da casa.

Pressionado, o Bayern acabou encontrando o empate na bola parada. Aos 39, Ribéry cobrou falta à meia altura e Mandzukic desviou, mostrando reflexo aguçado. Casteels acabou enganado e nada pôde fazer.



Koen Casteels Hoffenheim e Lahm bayer de munique  (Foto: Agência Reuters) 
Lahm 'abandonou o meio-campo' e foi lateral-direito 
novamente com a camisa do Bayern 
(Foto: Agência Reuters)


Ribéry decide com assistência

O Hoffenheim estava satisfeito com o resultado. Entre arriscar-se para a vitória ou segurar o empate, preferiu pela segunda opção. Pagaria o preço mais à frente, depois de até alimentar o sonho de sair com os três pontos diante do bicho-papão do campeonato.

Kevin Volland, convocado recentemente para a seleção alemã, até que tentou impressionar o técnico Joachim Löw, presente no estádio. Foram dele as duas grandes chances do Hoffenheim na etapa final, a primeira aos nove, completando cruzamento para fora, com a esquerda. Aos 21, parou numa daquelas defesas monumentais de Neuer. E foi basicamente isso.

Sabendo do atropelamento do Borussia Dortmund na véspera, o Bayern então jogou-se ao ataque. Ribéry, aos 22, assustou em chute cruzado. Aos 30, o craque francês decidiria com uma assistência que desmontou a marcação do Hoffenheim. Thomas Müller recebeu o presente e empurrou a bola para as redes. Com a vantagem e posse de bola, assegurar os três pontos foi apenas mais uma tarefa banal para os comandados de Guardiola.



Pep Guardiola Bayern Hoffenheim (Foto: AP) 
Pep Guardiola orienta seus jogadores na vitória 
do Bayern (Foto: AP)
FONTE:

Real sofre contra 'primo pobre', mas vence com dois gols do artilheiro CR7

Time merengue sofre pressão durante toda a partida contra o Rayo Vallecano, mas, no contra-ataque, decide a partida. Craque lusitano se isola entre goleadores da liga

Por Madri, Espanha

O Rayo Vallecano tem um orçamento de € 12 milhões na atual temporada. O Real Madrid gasta € 520 milhões. Neste sábado, porém, a modesta equipe do bairro de Vallecas, na capital espanhola, parecia o time grande do confronto, ao dominar o duelo contra os merengues e atacar durante os 90 minutos. Mas o futebol nem sempre é justo. E os vários milhões de euros a mais gastos pelo Real fizeram a diferença. Afinal, é preciso dinheiro para ter mais qualidade técnica. Para contar com Cristiano Ronaldo, que balançou as redes duas vezes no triunfo por 3 a 2 e virou o novo artilheiro do Campeonato Espanhol - são 13 gols, contra 12 de Diego Costa, que joga no domingo.
O triunfo deixa o Real Madrid com 28 pontos, firme na terceira posição, contra 34 do Barcelona, que derrotou o Espanyol na sexta-feira. O Rayo, que já havia surpreendido ao ter mais posse de bola do que o Barcelona no duelo com os catalães em setembro, quebrando uma sequência histórica do time blaugrana no quesito, segue sem conseguir transformar as boas atuações em vitórias. O time de Vallecas é o 18º colocado da liga espanhola, com nove pontos.
   
Cristiano Ronaldo gol Real Madrid (Foto: Reuters) 
O cara: Cristiano Ronaldo, eficiente como sempre, 
festeja um de seus gols sobre o Rayo (Foto: Reuters)

NO CONTRA-ATAQUE, REAL ABRE VANTAGEM

Mesmo com toda a diferença técnica e econômica, o Rayo Vallecano foi valente. E atacou desde o início. Entretanto, pagou o preço por esta postura. Logo aos três minutos, Cristiano Ronaldo puxou contra-ataque, foi lançado por Modric na esquerda e, com muito espaço do que costuma desfrutar em outros jogos, fez um golaço: bola entre as pernas de Gálvez e chute na saída de Rubén. Real Madrid 1 a 0. 

Benzema e Cristiano Ronaldo gol Real Madrid (Foto: Reuters)Cristiano Ronaldo cumprimenta Benzema, autor do segundo gol do time merengue (Foto: Reuters)
 
Em desvantagem, o Rayo não parou de atacar. E o Real, o time grande do duelo, se recolheu, satisfeito em apostar nos contragolpes. Aos 28 minutos, os donos da casa chegaram a empatar com Falqué, mas o auxiliar assinalou corretamente o impedimento de Viera. 

Pouco depois, o Real encaixou mais um contragolpe. Xabi Alonso roubou a bola no meio e lançou Bale na direita. O galês, em notável evolução nas últimas partidas, passou fácil por Nacho e cruzou na medida para Benzema, que cabeceou para o gol, ampliando o placar.
 
RAYO ESBOÇA REAÇÃO

O Rayo tinha duas opções para o segundo tempo: se recolher para evitar uma goleada ou seguir atacando, sem medo das consequências. A opção do técnico Paco Jémez foi a segunda, e parecia que a alternativa havia sido a equivocada. Logo aos três minutos, Bale fez linda jogada pela direita, deu um chapéu em Arbillla -  que após o lance foi substituído e não segurou as lágrimas no banco de reservas - e rolou para Cristiano Ronaldo completar para o gol, chegar ao seu 13º no Campeonato Espanhol e assumir a artilharia da competição.
 
Mas a insistência dos donos da casa foi parcialmente recompensada. A reação começou aos oito minutos, quando Jonathan Viera deu um lindo chapéu em Pepe dentro da área e foi derrubado pelo zagueiro. Na cobrança do pênalti, o atacante bateu no meio do gol e diminuiu.
 
Dois minutos depois, o Rayo encostou de vez no duelo. Após cruzamento da direita de Lass, Larrivey cabeceou no travessão. No rebote, Marcelo derrubou Viera. Novo pênalti assinalado, e Viera tornou a converter, para delírio da torcida local.
 
Jonathan Viera Rayo Vallecano (Foto: EFE) 
Jonathan Viera bate pênalti para diminuir a vantagem
 do Real Madrid (Foto: EFE)

RAYO PRESSIONA, MAS CANSA

A partir daí, o que se viu foi algo inimaginável antes de a bola rolar. Pressão total do Rayo Vallecano, que chegou a obrigar Cristiano Ronaldo a se transformar em assistente de lateral, auxiliando Marcelo na marcação a Lass. O Real mal passava do meio de campo e se segurava na defesa. E os donos da casa colecionavam chances desperdiçadas.
 
Aos 19 minutos, Bueno recebeu dentro da área e soltou a bomba. Diego López conseguiu espalmar, e a bola ainda bateu na trave. Aos 23, o atacante do Rayo tentou de novo em chute de longe, que foi para fora. Aos 28, foi a vez de Embarba arriscar de fora da área, para outra defesa do goleiro merengue.
 
Faltou qualidade técnica ao Rayo Vallecano. E fôlego. Nos últimos minutos, a equipe anfitriã cansou e diminuiu a pressão. O Real passou a puxar alguns contra-ataques, mas se contentou em segurar a vitória.
 
Cristiano Ronaldo Modric e Bale gol Real Madrid (Foto: Reuters) 
Jogadores do Real se abraçam: vitória suada fora 
de casa (Foto: Reuters)

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2013/11/real-sofre-contra-primo-pobre-mas-vence-com-dois-gols-do-artilheiro-cr7.html