Santos e Vasco não pouparam esforços para chegar à vitória, em duelo
franco na noite desta quarta-feira. Mas esbarraram na pontaria até a
reta final, com muitas chances jogadas fora. Até que Edu Dracena e
Rafael Vaz, dois zagueiros, aventuraram-se no ataque e resolveram o
problema, garantiram o empate por 1 a 1 para não ficar feio para ambos
os lados.
Apesar da chuva antes da partida, a bola rolou macia, e o número de
faltas foi relativamente baixo (15 dos mandantes, e 14 dos visitantes).
Muito por causa disso, não houve um cartão sequer. O pequeno público na
Vila Belmiro - 3.898 pagantes e renda de R$ 110.061 - viu o estreante
Montoya perder dois gols feitos, na cara de Aranha, apesar da intensa
movimentação. E sofreu com o jejum santista, que agora chega a cinco
rodadas - e mais de um mês.
- Não pode perder ponto do jeito que estamos pegando. Contra o Coritiba
foi a mesma coisa. Essses pontos vão fazer falta - afirmou Edu Dracena,
que abriu o placar aos 31 minutos do segundo tempo.
O outro goleador da noite, Rafael Vaz, lembrou que o Vasco passou duas
vezes pela mesma situação do Santos nesta noite - contra Ponte Preta e
Goiás, jogos em que sofreu o gol de empate já perto do fim. E enalteceu o
espírito de luta do time, apesar das falhas.
- Sabemos que erramos bastante, tanto na frente quanto atrás. Mas
estamos de parabéns, é um time de guerreiros, e o resultado vem, fruto
do trabalho.
O empate fez o Santos cair mais um degrau na tabela, indo para o 16º
lugar, colado na zona de rebaixamento, com 15 pontos. Na próxima rodada,
o adversário é o Bahia, no domingo, às 18h30m (de Brasília), na Fonte
Nova. Já o Vasco permanece no meio da tabela, na nona colocação, com 19
pontos, e agora vai receber o Grêmio no sábado, às 21h, em São Januário.
Alison tenta evitar que Eder Luis roube a bola na Vila Belmiro (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)
Jogo aberto e chances perdidas
Ainda em busca da primeira vitória após a vexatória goleada sofrida
para o Barcelona, em amistoso na Europa, o Santos esbanjou vontade no
início, marcando com firmeza a saída de bola do Vasco e criando, pelo
alto, duas boas chances de abrir o placar. O time carioca, sem a mesma
eficiência do jogo contra o Coritiba, errava muitos passes e passou
metade da etapa sem se aproximar da área rival. A única tentativa
bem-sucedida foi em chute de longe de Montoya, aos 15 minutos, defendido
com dificuldade por Aranha.
Também foi do colombiano a principal oportunidade. Eder Luis deu belo
passe pelo meio, mas o estreante tocou para fora, de pé esquerdo. A essa
altura, o domínio já era cruz-maltino. Rafael Vaz, de falta, Fagner e
André contribuíram para que a estatística de finalizações chegasse a 11
no intervalo, número igual ou maior do que em sete partidas inteiras do
clube nesse campeonato. Depois de muito espaço cedido pelo Vasco, era a
vez do apagão da defesa do Peixe.
Toque de drama com gols no fim
O técnico Claudinei dos Santos adiantou o seu time, com o meia
Leandrinho na vaga do cabeça de área Alan Santos. Tornou a equilibrar as
ações, mas viu Neilton tropeçar na bola na linha de fundo. Em outro
lance, Diogo Silva vacilou, e Jomar consertou, tirando de carrinho antes
de Edu Dracena empurrar para a rede. O jovem atacante foi substituído
em seguida, quase ao mesmo tempo em que Montoya saiu. Antes, o
colombiano comprovou que bater de direita não faz parte de seu
repertório e jogou fora outra oportunidade claríssima, ao ajeitar o
corpo para a canhota.
O drama era sério. O Vasco não se cansava de perder gols na Vila.
Wendel, Eder Luis... a lista só crescia. E sofreu o castigo: aos 31
minutos, Edu Dracena subiu sozinho e finalmente tirou o zero do
marcador. Em desvantagem, o time de Dorival Júnior insistiu, já sem
organização, esbarrando no ferrolho imposto pelos paulistas. Até que, no
apagar da luzes, em bobeira geral, Rafael Vaz apareceu para completou e
igualou. De tanto errar, ninguém merecia vencer.
Montoya se movimentou bastante, mas perdeu dois gols feitos (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)