quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Azarenka treme, mas bate Clijsters e vai à primeira final de Grand Slam


Bielorrussa será nova número 1 do mundo se levantar o troféu na Austrália

Por GLOBOESPORTE.COMMelbourne, Austrália

"Minha mão pesava 200 quilos, meu corpo, uns 1.000. Tudo tremia". Victoria Azarenka, autora da frase, cometeu uma dupla falta no primeiro match point, mas conseguiu uma sofrida vitória por 6/4, 1/6 e 6/3 sobre Kim Clijsters e conquistou a primeira vaga na final do Australian Open. O triunfo marca a primeira ida de Azarenka a uma decisão em um Grand Slam.

Victoria Azarenka tênis Australian Open semifinal (Foto: AFP) Azarenka se emociona e comemora de joelhos a campanha inédita na carreira (Foto: AFP)

Atual número 3 do mundo, a bielorrussa de 22 anos também deu um passo gigante rumo ao posto de número 1 do mundo. Caso triunfe no sábado, dia da decisão em Melbourne, Azarenka sairá do torneio na liderança do ranking da WTA. A atual número 1, Caroline Wozniacki, foi eliminada nas quartas na Austrália e cairá pelo menos para o terceiro posto.

Azarenka agora vai encarar a russa Maria Sharapova (4 do mundo), que derrotou a tcheca Petra Kvitova (2) na outra semi. A final do Australian Open será um confronto direto pelo posto de número 1 do mundo. Quem vencer será a nova líder do ranking feminino.

Devoluções pesadas dão vantagem
O primeiro set da semifinal foi disputado em alto nível do começo ao fim. Boas devoluções de Azarenka fizeram a diferença já no terceiro game, dando uma quebra a favor da bielorrussa. Clijsters, porém, teve chances de recuperar a igualdade no game seguinte, mas a número 3 do mundo foi perfeita, salvou quatro break points - um deles, com uma rara curtinha - e manteve a vantagem. Daquele momento em diante, Azarenka nem sequer cedeu break points. No décimo game, não titubeou e fechou a parcial em 6/4.

Kim Clijsters tênis Australian Open semifinal (Foto: Reuters)Clijsters lutou por cada ponto, mas viveu um
momento ruim no terceiro set (Foto: Reuters)

O grande momento da bielorrussa, que cometeu só dez erros não forçados no primeiro set, não continuou na segunda parcial. Logo no segundo game, Azarenka cometeu três falhas e perdeu o saque pela primeira vez no jogo. Clijsters, que já jogava bem, viu a chance e cresceu. Tomou controle da parcial, converteu outro break point no quarto game e disparou no placar. Com apenas cinco erros no set, a belga fez 6/1 na parcial e prorrogou a partida.

O terceiro set foi o mais nervoso e com maia variações. Azarenka salvou um break point já no primeiro game e, como fez no primeiro set, encaixou devoluções excelentes para quebrar o saque de Clijsters e fazer 2/0. A bielorrussa, contudo, jogou fora a vantagem ao cometer duas duplas faltas e perder o serviço no terceiro game. Entretanto, a belga nem conseguiu empatar. Cometeu uma sequência de erros e foi quebrada mais uma vez.

Nervosismo atrapalha no fim
Azarenka parecia em controle do jogo, enquanto Clijsters vivia seu pior momento na partida. Sacando em 4/2, a número 3 do mundo teve 40/0 e ficou a cinco pontos da vitória, mas desandou a errar. Primeiro, desperdiçou cinco game points. Depois, errou um voleio fácil, jogou uma direta na rede e perdeu o saque mais uma vez.
Mas Clijsters seguia com problemas no serviço e não conseguia, com o segundo saque, se impor diante das excelentes devoluções da rival. Azarenka conquistou mais uma quebra e, desta vez, não bobeou. Até deu um susto nos fãs, cometendo uma dupla falta no primeiro match points, mas viu Clijsters cometer um erro em seguida para fechar o jogo, ajoelhar-se e comemorar sua primeira ida a uma final de Grand Slam.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2012/01/azarenka-treme-mas-bate-clijsters-e-vai-primeira-final-de-grand-slam.html

Gravidez faz Carol interromper parceria com a irmã Maria Clara


Filhas da ex-jogadora Isabel, atletas atuavam juntas há oito anos e formavam uma das principais duplas do país. Carioca Raquel, de 1,91m, é a substituta

Por Flávio DilascioRio de Janeiro

Juntas desde 2003, as irmãs Maria Clara e Carol não são mais parceiras no vôlei de praia. Aos 24 anos, Carolina está grávida de dois meses e se afastará do esporte por tempo indeterminado. Quinta brasileira mais bem colocada no ranking técnico da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Maria Clara fará dupla com Raquel, que vinha atuando com Luana. Filhas da ex-jogadora Isabel, Maria Clara e Carol ainda não sabem se voltarão atuar juntas após o retorno desta última.

Maria Clara e Carol, jogadoras de vôlei de praia (Foto: Mauricio Kaye/Divulgação)Maria Clara e Carol formavam uma das principais duplas brasileiras (Foto: Mauricio Kaye/Divulgação)

Casada há três anos com o fotógrafo Fernando Young Brasileiro, Carol afirma que a maternidade era um sonho antigo. Feliz pela realização pessoal, ela acredita que o tempo de afastamento do vôlei de praia não prejudicará a sua carreira. O bebê deve nascer em agosto.

- Sempre tive vontade de ser mãe, mesmo que a gravidez acontecesse durante a minha carreira. Não planejei nada para agora, aconteceu. Estou muito feliz e despreocupada com o futuro. Ficarei ausente do esporte por alguns meses, mas logo estarei de volta. Não creio que essa parada vá prejudicar a minha carreira - comentou Carol.

Apesar do fim da dupla com Maria Clara, Carolina segue treinando. Mesmo sem estar se preparando para competições, a jogadora vem fazendo um trabalho específico com a ajuda da mãe, Isabel. O intuito é manter a forma e o condicionamento físico até ter de interromper totalmente as atividades físicas.

Isabel com as filhas Maria Clara e Carol, jogadoras de vôlei de praia (Foto: Reprodução Twitter)Isabel com as filhas Maria Clara (ao centro) e Carol:família unida pelo vôlei (Foto: Reprodução Facebook)

- Estou treinando em um ritmo menos puxado. Essa fase está sendo boa, pois tenho tido mais tempo para mim - ressaltou ela, que espera estar pronta para voltar à areia no fim do ano.
- Não estabeleci uma meta, vou deixar rolar. Espero já poder jogar em dezembro, ou talvez até em novembro. Tudo isso quem vai dizer são as circunstâncias - completou.

Maria Clara e Carol ainda não sabem se a parceria será reeditada após o retorno desta última. A certeza que a dupla tem é apenas de que uma sempre torcerá pela outra.

- Eu e toda a família estamos muito felizes com a gravidez da Carolina. Jogamos oito anos juntas, mas, acima de tudo, somos irmãs. Não conversamos sobre o futuro, não sabemos o que vai acontecer até lá. O vôlei de praia muda muito. Pode ser que voltemos a jogar juntas, ou talvez não. Vamos ver – disse Maria Clara.

Aos 28 anos, a jogadora vem vivendo momentos de expectativa por conta da mudança de parceira. Treinando há três semanas com Raquel, ela reconhece que o trabalho será árduo nos próximos meses, pela necessidade de se adquirir o devido entrosamento.

- É sempre difícil montar um time novo no vôlei de praia, mas acredito que temos tudo para dar certo. A Raquel vai fazer a função que a Carol fazia e eu não devo mudar muito o meu estilo de jogo – analisou ela, que explicou também que a troca de parceira não acarretará em qualquer alteração nos contratos com os patrocinadores.

Raquel, jogadora de vôlei de praia (Foto: Geremias A. Junior/CBV)A carioca Raquel, de 1,91m, já treina com a nova parceira Maria Clara (Foto: Geremias A. Junior/CBV)

Oriunda do vôlei de quadra, Raquel é uma das jogadoras mais altas das areias brasileiras. Com 1,91m, a atleta de 33 anos tem toda a confiança da nova parceira.

- A Raquel tem muita força física. Só precisamos pegar uma a manha da outra. Para isso, precisamos de muito treinamento e de uma boa sequência de jogos – finalizou.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/01/gravidez-faz-carol-interromper-parceria-com-irma-maria-clara.html