terça-feira, 18 de outubro de 2011

Brasileiras arrematam outro ouro na ginástica rítmica, agora nas bolas


Meninas vencem pela segunda vez. Nesta terça, competem em fita/arco

Por Gabriele Lomba Direto de Guadalajara, México

O abraço apertado das técnicas Camila Ferezin e Anna Danielyan, ali no cantinho, quando a apresentação terminou, anunciava que mais uma medalha estava por vir. Nem uma escapulida da bola no último movimento atrapalhou. A equipe brasileira de ginástica rítmica conquistou o segundo ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ao som de “My way’, Luísa Matsuo, Débora Falda, Dayane Amaral, Eliane Sampaio, Drielly Daltoé venceram nas bolas. Nesta terça, elas disputam a última final: arco e fita – Drielly dará lugar a Bianca Mendonça. Antes, Angélica Kvieczynski, dona de três bronzes, busca medalha nas maças e na fita.

Pan ginástica rítmica conjunto é ouro nas bolas (Foto: Vipcomm)Seleção conquista o segundo ouro no Pan (Foto: Vipcomm)

Na véspera, a equipe ganhou 25.100 nas bolas. Nesta segunda, uma delas escapuliu no fim da apresentação, mas Eliana conseguiu corrigir a tempo. Com 25.050, o Brasil estava à frente de Venezuela. Faltava ainda ver Canadá, Estados Unidos e Cuba.

As canadenses foram as primeiras a ficar para trás: 25.625. Depois, as cubanas, com 24.425. Era hora de torcer contra as americanas. Elas comemoraram muito ao fim da apresentação, mas a noite, pela segunda vez seguida, era verde e amarelo: 24.850.

- A gente vai trabalhar só para buscar mais um ouro. É isso que a gente quer – disse Anna.

Uma responsabilidade que Bianca carregará nesta terça, quando voltará à equipe para a coreografia de samba, com arcos e fitas.

- A ginasta reserva tem o papel muito importante de apoiar. Quando assisto à série de bola, fico tremendo, pois não posso fazer... Só rezar para que dê tudo certo. Amanhã vou dar o meu melhor. Só faço um conjunto, então tenho a responsabilidade de fazer tudo perfeito.

Pan ginástica rítmica conjunto é ouro nas bolas (Foto: Ricardo Bufolin / Photoegrafia)Brasileiras encantam mais uma vez em Guadalajara (Foto: Ricardo Bufolin / Photoegrafia)

FONTE:

Na bola, meninas do vôlei se impõem contra Cuba e pulam para a semifina


Em jogo sem as tradicionais provocações, seleção brasileira vence por 3 a 1

Por João Gabriel Rodrigues Direto de Guadalajara, México

Pan Vôlei Brasil x Cuba Paula Pequeno (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)Paula Pequeno foi um dos destaques do Brasil
nesta segunda (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)

Não teve provocação, briga ou xingamento. Em quadra, Brasil e Cuba limitaram a eterna rivalidade às pancadas distribuídas dos dois lados. E José Roberto Guimarães estava certo. Depois de vitórias relativamente tranquilas em Guadalajara, as rivais desta segunda foram as primeiras a darem trabalho à seleção nos Jogos Pan-Americanos. Ainda assim, as brasileiras mostraram força e vibração para derrotar as cubanas por 3 sets a 1, parciais 25/23, 21/25, 25/22 e 25/18.

Diante das cubanas, as brasileiras confirmaram que o susto sofrido com a fratura de Jaqueline na estreia, após choque com Fabi, já faz parte do passado. De quebra, garantiram o primeiro lugar no Grupo A e, com isso, saltaram direto para a semifinal, ainda sem adversário definido. As cubanas ainda terão de disputar as quartas.

Após a vitória contra o Canadá, Zé Roberto afirmou que o Brasil deveria tomar cuidado com duas cubanas: Silva e Santos. Logo no início do set, a primeira sentiu dores na coxa direita e saiu mancando, mas não demorou a voltar à quadra e castigar a defesa brasileira. A segunda, no entanto, soltou o braço contra as brasileiras desde o início. A seleção, no entanto, tinha uma jogadora inspirada: Paula Pequeno.
Desde o início da partida, a ponteira, substituta de Jaqueline, cortada após choque com Fabi na estreia, tomou para si a responsabilidade de devolver as pancadas para o outro lado da quadra. Apesar de alguns erros, a seleção soube aproveitar as bolas pelas pontas e construiu boa vantagem no placar. No fim do set, as cubanas conseguiram encostar, mas após peixinho de Paula Pequeno para salvar uma bola praticamente perdida, Mari afundou na quadra rival e fechou: 25/23.

Pan vôlei Sheilla Brasil x Cuba (Foto: Luiz Pires/Vipcomm/Divulgação)Sheilla ataca contra o bloqueio cubano: vitória brasileira por 3 a 1 (Foto: Luiz Pires/Vipcomm/Divulgação)

O segundo set começou mais agitado. Melhores no fim da primeira parcial, as cubanas mantiveram o ritmo na volta à quadra. Os ataques das rivais passaram a encontrar brechas na defesa brasileira, que tinha dificuldades nas bolas de fundo. Nas arquibancadas, a torcida passou a incentivar o time de Cuba. Em resposta, Paula Pequeno mandou uma pancada na cabeça de Silva: 13/10.
Cuba, no entanto, voltou a crescer. E logo tomou a dianteira do placar pela primeira vez na partida, após dois bloqueios seguidos em cima de Paula Pequeno. A torcida continuava apoiando as cubanas, e as brasileiras, apesar do esforço, não conseguiram tirar a diferença: 25 a 21 para as caribenhas.

No terceiro set, as cubanas seguiram castigando a defesa brasileira, com pancadas de todos os lados da quadra. Com um ace de Silva, as rivais fizeram 5/2 e Zé Roberto pediu o primeiro tempo da parcial. A bronca deu resultado. O Brasil voltou mais atento e tirou a diferença, fazendo 6/5. A torcida, então, passou a gritar pelas brasileiras.
O jogo continuou intenso. Se o Brasil abria uma vantagem, Cuba ia atrás e tirava a diferença. Nas arquibancadas, o público torcia para quem estava na frente. No vaivém da partida, as brasileiras acabaram levando a melhor após dois erros bobos das rivais: 25 a 22.

No início do quarto set, Carcaces, no ataque, e Silva, enchendo a mão no saque, levaram Cuba a ter 6/3 no placar. O Brasil chegou ao empate após bloqueio de Thaísa. Foram as cubanas, no entanto, que foram com a vantagem para o tempo técnico, com 8/7 no placar.
Na volta, o Brasil abriu vantagem. Mal no jogo até aquele momento, Fabiana passou a comandar o time, que conseguiu segurar os ataques do adversário, acertou a defesa e segurou a pressão cubana, que passou a contar de vez com a torcida mexicana. O apoio das arquibancadas não adiantou. Na deixadinha de Tandara, fim de papo, 25/18, e passaporte carimbado para as semis.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogos-pan-americanos/noticia/2011/10/na-bola-meninas-do-volei-se-impoem-contra-cuba-e-pulam-para-semifinal.html