segunda-feira, 15 de agosto de 2016

AS REVELAÇÕES DO NOVO DOCUMENTÁRIO DO DCM SOBRE O CASO FHC / MÍRIAN DUTRA



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-ela-sumiu-de-novo-as-revelacoes-do-documentario-do-dcm-sobre-o-caso-mirian-dutra-fhc-por-kiko-nogueira/



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A estreia de nossa vídeo-reportagem financiada pelos leitores por crowdfunding


Mírian na Espanha
Mírian na Espanha

O DCM orgulhosamente apresenta o nosso documentário sobre o caso Mírian Dutra e FHC.
Ele é resultado de um dos nossos projetos de crowdfunding com a plataforma Catarse. Foi totalmente financiado pelos queridos leitores.
O autor da série de reportagens, Joaquim de Carvalho, conduz o espectador ao longo de uma história sobre a mistura entre o público e o privado, um clássico nacional.
Joaquim foi à Espanha encontrar com Mírian, com o filho Tomás e com amigos dela. Trouxe o retrato de uma mulher que optou por um caminho do qual não consegue mais sair.
Mírian se formou em jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e, em 1982, aos 22 anos, ancorava em Florianópolis pela RBS (afiliada da Globo) o horário local do TV Mulher.
“Para mim, aconteceu tudo muito rápido. Eu era estudante, trabalhava na rádio Itapema e fui chamada para apresentar o TV Mulher, logo depois apresentava no jornal do almoço um quadro sobre turismo em Florianópolis”, disse ela.
Chegou à capital da República em 1985, com 24 anos de idade e uma filha de um ano e meio, fruto do casamento com um fotógrafo.
Eram os dias de cobertura da doença e morte de Tancredo Neves e do início do governo José Sarney, o primeiro civil depois de 20 anos de ditadura militar, quando ela conheceu Fernando Henrique Cardoso no restaurante Piantella.
O namoro começou naquele ano, depois de “muitos telefonemas em que ele se dizia apaixonado”, e terminou em 1991, quando ela contou que estava grávida. Mírian entrou na “clandestinidade” para não atrapalhar os planos de FHC.
Sempre foi um segredo de Polichinelo na imprensa. A única publicação a furar o bloqueio foi a “Caros Amigos” em 2000, numa belíssima matéria assinada por Palmério Dória.
A alegação era que se tratava de assunto de “foro íntimo”. Até poderia ser, mas nunca foi. Fernando Henrique escondeu a amante e o filho com a cumplicidade e o beneplácito da mídia e de políticos como ACM, utilizando-se de sua influência, seu poder e de uma rede proporcionada pelo estado brasileiro.
A Globo a colocou numa geladeira luxuosa, transformando-a numa correspondente de mentirinha. Na coluna Gente da edição de 24 de julho de 1991 da Veja, uma nota dava conta de que Mírian estava de mudança para a Europa. Uma frase foi atribuída a ela: “O pai da criança, um biólogo brasileiro, viajou para a Inglaterra para fazer um curso e voltará para o Brasil na época do nascimento do bebê.”
Mírian disse a Joaquim que ouviu de Paulo Moreira Leite, ex-editor executivo da Veja, que a ordem para apurar e publicar a “notícia” tinha partido de Mario Sergio Conti, que tinha assumido pouco tempo antes a direção de redação da revista, a pedido de FHC.
A pressão de políticos, os favores distribuídos a quem deu uma mão a Fernando Henrique, a polêmica em torno da paternidade de Tomás, o dinheiro enviado através da Brasif, cujas lojas eram concessões da Infraero — tudo isso está no documentário. Inclusive o papel dúbio de Mírian.
Ela só saiu da sombra em fevereiro deste ano numa entrevista à revista Brazil com Z. Num determinado momento, voltou a se recolher. Uma parte das filmagens de Joaquim ficou com ela.
Numa participação no programa de Mariana Godoy na RedeTV, chegou a alegar que não teve contato com o DCM, que estava tudo tranquilo, tudo favorável. Infelizmente, ela já tinha aberto o arquivo para a câmera de Joaquim.
O que aconteceu para ela mudar de ideia?
Esta vídeo-reportagem tem algumas respostas para esse mistério. Não vou dar spoiler. Convido você a pegar sua pipoca e assistir.
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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

UNE, 79 ANOS, PARABÉNS! O PLEBISCITO É A RESISTÊNCIA!



FONTE
http://www.conversaafiada.com.br/politica/une-79-anos-parabens-o-plebiscito-e-a-resistencia


Carina quer impedir o desmanche da Educação Pública!



coluna carina.jpeg
O Conversa Afiada publica artigo de Carina Vitral para o Conversa Afiada.
Carina é pré-candidata a prefeita de Santos pelo PCdoB - a pedido, entre outros, do Lula - e presidenta da UNE, que acabou de completar 79 anos de lutas!
Nós estamos apenas começando
Se o movimento estudantil fosse um organismo físico, um corpo como o dos seres humanos por exemplo, ele já estaria sentindo os sinais do tempo: articulações com mais dificuldade, músculos com menos força, um pouco de dificuldade na memória ou formulação dos pensamentos. Mas um organismo como a União Nacional dos Estudantes, que completou no dia 11 de agosto os seus 79 anos de idade, não vive apenas do mundo físico. Esse é um corpo formado de sonhos, um esqueleto de coragem reunida, um tecido de amor e de ousadia, uma pele mutante colorida pelas ideias de cada geração.
Não que este seja um corpo sem história. Muito pelo contrário. Nessas quase oito décadas, o movimento estudantil brasileiro participou de absolutamente todos os momentos mais importantes do país, com papel protagonista, o enfrentamento de golpes e ditaduras, a luta pela educação pública de qualidade, a afirmação da soberania nacional.
É uma trajetória que inclui o esforço dos estudantes para a consolidação da democracia e a emancipação do nosso povo, para a promoção da cultura, para o combate aos preconceitos e as injustiças. A vida da UNE até aqui custou, em alguns casos, a vida daqueles que lutaram em seu nome. Heróis como HeleniraResende, Honestino Guimarães, Alexandre Vanucchi Leme, tantas e tantos que inspiram os que vieram depois e estão aqui lutando.
O caminho percorrido até aqui já foi intenso, porém, a conjuntura dos acontecimentos desse doloroso 2016 mostra que a jovialidade da UNE e dos movimentos de juventude brasileiros nunca foi tão necessária como neste momento. Nossa entidade caminha para os seus 80 anos presenciando, mais uma vez, um golpe contra a ordem democrática e a tentativa de desmonte das bases sociais do nosso país.
A brutalidade institucional do falso processo de impeachmente da presidenta Dilma – que ocorre no mesmo agosto do nosso aniversário – coloca à nossa frente um desafio complexo, uma trincheira inédita que requer muita unidade e inteligência.
A UNE coloca a sua história e sua experiência, neste momento, como fiadoras da proposta cada vez mais consolidada nos movimentos sociais pelo plebiscito popular para novas eleições. Os estudantes sabem que os golpistas que tomaram de assalto o Palácio do Planalto não têm a simpatia da maioria da população, não representam os reais interesses do povo brasileiro, não seriam aprovados nas urnas, com seu programa excludente, pela massa de mulheres, negros, indígenas, jovens, pela população LGBT, por quem realmente compõe o nosso povo.
Essa é a forma de resistirmos e vencermos um governo ilegítimo que já ameaça o desmonte das leis trabalhistas, o massacre sobre os aposentados e pensionistas, o sucateamento dos serviços públicos em nome dos interesses financeiros de quem estava querendo lucrar com a crise. É a forma de impedirmos o desmanche da educação pública com o fim do Plano Nacional de Educação, a perda dos recursos do petróleo e do pré-sal que iriam para as universidades, o ataque à assistência estudantil e as cotas. É a forma de fazermos frente ao projeto fascista da Escola Sem Partido que já traz considerável ameaça.
A UNE, aos 79 anos, convida o Brasil para começar de novo, de peito aberto e sem medo, em um processo que seja liderado pelas cidadãs e cidadãos brasileiros de forma popular, democrática e legítima. Ainda somos uma nação jovem, com uma democracia mais jovem ainda, que pode e deve aprender com os obstáculos para prosseguir em sua trilha. Precisamos enfrentar os que querem colocar um ponto final na história de conquistas sociais dos últimos anos, que só foram possíveis por causa das nossas lutas. Não há nada que possa encerrar a esperança no nosso país. Deixemos, no lugar do ponto, as reticências. Nós, a UNE e o Brasil, estamos apenas começando....