sábado, 11 de junho de 2016

O jornalista (sic) que fez a Época virar piada



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/o-jornalista-sic-que-fez-a-epoca-virar-piada-no-mundo-todo


Claro que o NYT é financiado pelo PT!

publicado 11/06/2016
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O Conversa Afiada reproduz artigo de Kiko Nogueira, no DCM:

Um breve perfil do colunista da Época que insinuou que o NY Times está no bolso do PT

O colunista da Época Guilherme Fiúza se tornou subitamente um nome conhecido entre os correspondentes dos grandes jornais do mundo no Brasil.

Mas não por um texto que os tenha encantado. Na verdade, o que ocorreu foi o oposto.

Num texto publicado na Época, Fiúza levantou a suspeita de que o New York Times esteja recebendo dinheiro do PT para fazer a cobertura crítica que vem fazendo ao golpe plutocrata.

Ele se igualou à anedótica Ana Paula do vôlei, que ensinou ao leitores, nas redes sociais, que o NY Times é um jornal “dazequerda”.

Quem tirou o artigo de Fiúza do lixo que que se auto-arremessou foi o correspondente do Times no Brasil, Simon Romero. No Twitter, ele escreveu: “Simplesmente patético: colunista da Época sugere que NYT está sendo pago. Diz que a imprensa internacional no Brasil deve se mudar para a Venezuela.”

Jenny Barchfield, correspondente da AP no Rio, notou o “INCRÍVEL” — as maiúsculas são dela — ponto de Fiúza: “A imprensa internacional precisa tomar um pouco de vergonha na cara. Só um pouco.” Misha Glenny, ex-correspondente da BBC, apontou o “estilo cru” do inglês de Fiúza e seu xenofobismo, “que desde 1968 você não encontra na União Soviética”. (Coisas estranhas acontecem no Planeta Globo: pouco tempo atrás, um diretor da casa, Erick Bretas, se fantasiou de Sérgio Moro em seu avatar no Facebook para defender o golpe e chamar seus seguidores às ruas pela impeachment.)

Um internauta, na refrega no Twitter, informou que Fiúza o “chamou pro pau”. Sei que é isso. Numa treta com Paulo Villaça, o crítico de cinema, ele também me chamou para o pau. Tive um acesso de risos.

Foi, enfim, a consagração mundial de Fiúza.

Fiúza é um colunista de direita protegido por Gustavo Franco, um dos homens fortes de FHC na economia.

Quando eu supervisionava a Época, no começo dos anos 2000, Gustavo Franco sugeriu várias vezes para mim que desse uma coluna a Fiúza. Jamais me impressionei com o que li dele, e não o contratei.

Mas minha saída abriu muitas portas, e por uma delas entrou Fiúza, o favorito de Gustavo Franco.

Sobre o texto em si, faltou evidentemente um editor que lhe dissesse: “Não dá para publicar isso.” Os editores da Época não são exatamente corajosos para questionar um colunista e talvez não tenham discernimento bastante para perceber uma barbaridade que vai constranger a revista mundialmente.

Um dos editores é o anedótico Diego Escosteguy, que chegou a escrever tuítes em inglês para tentar convencer a comunidade internacional de que o golpe não era golpe.

É o que acontece quando os patrões optam por fâmulos e não por jornalistas. Um jornalista teria detido Fiúza. Mas um fâmulo não: é possível que ele tenha sido até elogiado antes que seu artigo rumasse para a gráfica.

O melhor diagnóstico é de outro jornalista estrangeiro, Glenn Greenwald: a grande imprensa brasileira é uma piada.

Temer não vai ao Nordeste (nem a lugar nenhum)



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/temer-nao-vai-ao-nordeste


E eles acham que o povo não está percebendo - PHA
publicado 11/06/2016
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Do Tijolaço sempre afiado:

Temer não vai mais ao Nordeste. Nem vai a lugar nenhum…

Existe um fenômeno que os muito jovens ou os muito pretensiosos de qualquer idade têm dificuldade em compreender: o lento processo de formação da consciência popular.

Ele é feito, claro, pela mídia, mas é igualmente feito pela realidade.

Por isso é que levaram tanto tempo depois que começou a “campanha Lava-Jato” para chegar a um quadro de desgaste de Lula, Dilma e nos fazer chegar à situação que permitiu o afastamento do Governo legítimo.

Isso dependeu – e como – da ilusão de que assumindo, mesmo com as ressalvas de proteção social que Dilma garantiu, de seu governo assumir, com Joaquim Levy, a face daquilo que o povo brasileiro não queria e, porque não queria, derrotou nas urnas.

Da mesma forma, agora, com a ascensão do Governo usurpador, a reação do povão não se dá num estalo. Ele está na dele, observando, tomando conhecimento das coisas que não são ditas com todas as letras, mas que não sendo percebidas.

A mídia é uma enxurrada, uma enchente avassaladora.

A verdade, porém, é água que se infiltra, percola, que é lentamente absorvida pela mente coletiva.

Hoje, dando carona até o ponto do ônibus à minha faxineira, paraibana valente que criou as filhas,  ela me disse que estava sabendo que “iam cortar os auxílios”.

Eu, que ando escrevendo tanto sobre os auxílios moradia e outras larguezas que os juízes se concedem, me confundi:

-E você acha que esses juízes não abrir mão do monte dos auxílios que recebem?

-Não, Fernando, os auxílios dos pobres.

Ela não recebe bolsa-família e comprou, faz pouco, sua casa humilde sem “Minha Casa, Minha Vida” com ajuda do “financiamento” dos seus patrões, cada um um pouco, que ela paga com trabalho extra, sem favor ou caridade.

Mas é da região de Campina Grande e sabe como este “auxílio aos pobres” é importante para a sua gente, que está por lá.

A verdade, apesar das negativas oficiais, apesar da omissão da mídia, penetra como a água na terra seca e vai chegando às suas camadas mais profundas, lentamente.

É por isso que Michel Temer não vai ao Nordeste. Não vem ao Rio, não vai a Minas, não vai a lugar nenhum onde não haja portarias, crachás e ricos.

Mal e porcamente pode andar em São Paulo, assim mesmo se não for na periferia.

Temer não tem autoridade porque não tem a legitimidade  que  a concede a um governante.

E como não a tem, não pode ser um governante.

A menos que se pense que o Brasil pode ser governado por alguém que, mesmo com vaias e apupos aqui e ali, não pode sair à rua.

A única dúvida sobre Temer é até quando dura.