sábado, 26 de março de 2011

Rio abre os playoffs da Superliga em clima de 'não há mais time bobo'

SUPER LIGA FEMININA DE VÔLEI 2010/2011


Neste sábado, as finalistas olímpicas Mari e Danielle Scott se reencontram na temporada que marca a volta de uma de cirurgia e, da outra, de uma gravidez

Por Danielle Rocha Rio de Janeiro

Vôlei Superliga Mari treino Rio de Janeiro Unilever (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)Mari diz que detalhes vão conta muito nos playoffs
(Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)

Os últimos meses não foram fáceis. Mari se dedicou de forma incansável à recuperação do joelho esquerdo e voltou à quadra antes mesmo das previsões dos médicos. Tempo precioso para quem queria tanto ajudar o Rio de Janeiro nos playoffs da Superliga. Tempo que Danielle Scott, do São Bernardo, também usou para recuperar a velha forma e deixar para trás o que restava dos 24kg ganhos na gravidez de Julianne, nascida em abril do ano passado. Mais do que a temporada de superação e retorno, as duas jogadoras têm mais em comum. Estiveram na final olímpica de Pequim, da qual a brasileira saiu vitoriosa. Mas, apesar de ter do outro lado da quadra rostos familiares daquele jogo que hoje defendem a equipe de melhor campanha na fase regular do campeonato nacional, Danielle sonha surpreendê-las.
A primeira partida da melhor de três será disputada neste sábado, às 11h30m, na cidade do ABC paulista, com transmissão do SporTV. Na outra série, o Pinheiros enfrentará o Minas, às 15h. As quartas de final seguem no domingo com Osasco x Praia Clube e Vôlei Futuro x Macaé.
Não importa se os dois encontros anteriores foram marcados por derrotas pelo placar de 3 a 0 ou se a campanha foi a oitava melhor (oito triunfos em 22 jogos).São os únicos dois reveses sofridos pelo time de Mari que fazem a central de 38 anos acreditar na possibilidade de vencer as hexacampeãs.
- Nós fizemos um bom Paulista (ficaram em terceiro lugar) e agora é a hora certa para voltamos a subir. Temos a chance de jogar melhor. É sempre muito gostoso enfrentar um time grande, porque nosso objetivo é ganhar dele. Temos que ir passo a passo, mas temos também que sonhar com isso. Elas já têm uma derrota para o Macaé e para o Vôlei Futuro. Quem sabe? Precisamos ser mais consistentes, ir com tudo e ver no que dá. Sei que vão jogar bem, mas espero que a gente ganhe - ri Danielle.
Se o São Bernardo busca consistência, o adversário quer constância para evitar tropeços e caminhar sem sustos até a decisão. Embora não neguem o favoritismo, as jogadoras sabem que o apetite dos outros seis times classificados sempre fica maior na fase decisiva. Jogam para tentar mudar a escrita de seis finais consecutivas com os mesmos protagonistas: Rio de Janeiro e Osasco.
- Não há mais time bobo. Obviamente que favoritismo é nosso, mas não tem essa de entrar em quadra achando que está ganho porque há os franco-atiradores. Agora é que a coisa esquenta. Todo mundo quer ganhar da nossa equipe. Fizemos uma fase regular muito boa, mas em alguns momentos o time teve inconstâncias. Muitas vezes ganhamos jogos, mas perdemos sets por isso. Temos que buscar equilibrio. Temos que pensar que toda bola pode ser decisiva. Se já vimos um vídeo 50 vezes, temos que ver mais uma. O detalhe e a concentração vão fazer a diferença - disse Mari.
Dani Scott vôlei (Foto: Divulgação/SM Press)Dani Scott (à esquerda) sonha derrotar o poderoso
adversário (Foto: Divulgação/SM Press)

Rivais amigas
A rivalidade das disputas internacionais que poderia apimentar ainda mais o confronto parece, ao menos na Superliga, não ter espaço. Danielle é querida e respeitada por suas rivais. Mari a chama de querida e não consegue alimentar nem um pouquinho de raiva ou qualquer coisa parecida quando a vê. Gosta tanto da central, que exalta o esforço  feito para voltar a jogar, só que brinca ao constatar que a americana teve, ao contrário dela, um bom motivo para ficar parada por uma temporada e hoje conta com "uma coisa linda do lado".
A mãe está no Brasil para ajudar a tomar conta da pequena Julianne. Por força do ofício, Dani Scott tem viajado muito, mas sempre que pode arruma tempo para exercer sua função de mãe. Logo depois da Superliga e de sua sétima temporada defendendo um clube daqui, ela volta para os Estados Unidos já de olho em sua quinta participação olímpica. E tem em uma brasileira um espelho.
- Quero fazer igual a Fofão: ela foi para a quinta Olimpíada e ganhou o ouro - diverte-se. - É sempre bom reencontrar as meninas daquela final de Pequim. A gente brinca, mas na quadra é diferente. Olho para elas e prefiro lembrar dos momentos bons. Foi um jogo difícil, mas saímos de lá com um medalha de prata. Sou muito abençoada porque estou tendo uma carreira mais longa do que poderia imaginar. Não tenho lesões e estou bem. Enquanto estiver me divertindo fazendo o que faço, vou seguir jogando. Além disso, adoro jogar no Brasil. Já passei pela Itália e pelo Japão, mas sempre voltei. É muito gostoso estar aqui.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2011/03/rio-abre-os-playoffs-da-superliga-em-clima-de-nao-ha-mais-time-bobo.html

Supersônico, Djokovic bate rival em 'voo' de apenas 48 minutos em Miami

TÊNIS INTERNACIONAL 2011
Número 2 do mundo aumenta série invicta em 2011 para 19 partidas



Por GLOBOESPORTE.COM Miami

Novak Djokovic está mesmo voando baixo no circuito mundial. E continua fazendo graça. Tanto que entrou em quadra nesta sexta-feira, em sua estreia no Masters 1.000 de Miami, vestindo capacete e óculos de piloto. A fantasia era uma referência a um comercial divulgado nesta semana, em que o sérvio aparecia jogando tênis na asa de um avião.
Novak Djokovic tênis Miami 2r piloto (Foto: Getty Images)Novak Djokovic acena para o público com o visual de piloto (Foto: Getty Images)

Dentro de quadra, o voo desta sexta foi supersônico. Em apenas 48 minutos, Djokovic fez 6/0 e 6/1 e eliminou o uzbeque Denis Istomin, 54º colocado no ranking, garantindo sua vaga na terceira rodada do torneio americano. Invicto na temporada 2011, Nole agora tem 19 vitórias em 19 jogos.
Com o triunfo, Djokovic iguala a marca de John McEnroe, que em 1985 conquistou 19 vitórias antes de sofrer a primeira derrota da temporada. Nos últimos 30 anos, a maior invencibilidade de um tenista no começo do ano foi do próprio McEnroe, mas em 1984, com 39 triunfos. Ivan Lendl, com 25, tem a segunda maior série.
A invencibilidade de Djokovic, ao todo, já é de 21 jogos - contando dois jogos pela final da Copa Davis no ano passado, e o sérvio saiu campeão dos últimos quatro eventos que disputou: além da Davis, ele venceu o Australian Open, o ATP 500 de Dubai e o Masters 1.000 de Indian Wells.
O próximo adversário do sérvio em Miami será o americano James Blake, ex-top 10 e que amarga apenas o 173º posto no ranking mundial atualmente. Nesta sexta, o veterano de 31 anos surpreendeu e eliminou o brasileiro Thomaz Bellucci, número 1 do Brasil e 30 do mundo.

Em outra partida pelo Master 1.000 de Miami, Juan Martin del Potro (número 51 do mundo) derrotou o alemão Philipp Kohlsreiber (66º do ramking da ATP) por 2 sets a 1 (parciais de 6/7, 6/4 e 7/5). O argentino agora enfrentará o sueco Robin Soderling, que bateu o croata Ivan Dodig também por 2 a 1 (6/7, 6/4 e 6/0).

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2011/03/supersonico-djokovic-bate-rival-em-voo-de-apenas-48-minutos-em-miami.html