sexta-feira, 4 de março de 2011

Vasco começa a Taça Rio como iniciou o Carioca: com derrota

CAMPEONATO CARIOCA DE FUTEBOL 2011 -2º Turno - TAÇA RIO


Depois de duas goleadas seguidas, time cruzmaltino estreia mal no segundo turno do Estadual: Macaé 3 a 1

por GLOBOESPORTE.COM
As goleadas seguidas após a estreia do técnico Ricardo Gomes animaram a torcida do Vasco, que esperava uma grande estreia na Taça Rio. Mas o sonho virou desilusão, e o time de São Januário começou o segundo turno do Campeonato Carioca como iniciou o primeiro: com derrota. Desta vez foi para o Macaé, por 3 a 1, no estádio Cláudio Moacyr, na cidade do norte-fluminense, na noite desta sexta-feira. Esta foi a primeira vitória do Macaé sobre uma equipe grande do Rio e a primeira derrota de Ricardo Gomes no comando do Vasco.
O carnaval dos vascaínos será triste, e a esperança é que a decpeção vire cinzas e renasça em forma de folia na quarta-feira, quando a equipe volta a campo para enfrentar o Duque de Caxias, em São Januário. Já o Macaé pega na segunda rodada da Taça Rio o Americano, em Campos, no mesmo dia.

Vasco levanta e depois revolta sua torcida no primeiro tempo


Mal o jogo começou o Macaé partiu para o ataque e ameaçou o Vasco com menos de dois minutos com um forte chute de Bill, ex-jogador cruzmaltino que deixou Felipe na reseva no início de sua carreira. Fernando Prass defendeu parcialmente, e Anderson Martins jogou a bola para escanteio. O Vasco, que não começou bem, errando muitos passes, respondeu aos seis, também com um chute de longe, de Fagner. A bola desviou nas costas de André Gomes e passou raspando o travessão.
vasco x macaé lance de jogo fagner (Foto: FOTOCOM.NET)Ex-Vasco, Bill conteve as investidas de Fagner e marcou o terceiro gol do Macaé (Foto: FOTOCOM.NET)

Aos poucos o time de São Januário foi tomando conta do jogo, o Macaé recuando, e quase que a equipe de São Januário fez o primeiro, aos 12, em ótima jogada de Ramon pela esquerda. O lateral colocou a bola por entre as pernas de Marcos Tamandaré, invadiu a área, mas chutou por cima. O lance levantou a torcida vascaína presente ao Cláudio Moacyr. Aos 23, após cobrança de falta da esquerda feita por Fellipe Bastos, Marcel raspou de cabeça, e Lugão fez grande defesa.
Após esse lance, o Macaé pareceu ter percebido que não poderia continuar na defesa, esperando o adversário, pois acabaria levando o gol. A iniciativa deu resultado. Aos 26, a defesa vascaína bateu cabeça, a bola foi para a meia-lua, onde estava Luis Mario, que chutou de primeira. Fernando Prass fez defesa firme, salvando o seu time. Quatro minutos depois, a equipe da casa teve um gol invalidado, feito por Marcos Tamandaré, que estava impedido.
O Macaé cresceu em campo e, aos 33, Bill cruzou bem da esquerda para Luis Mario, que deu um verdadeiro chute com a cabeça: a bola entrou no ângulo direito do estático Fernando Prass, que nada pôde fazer para evitar o gol.
A vantagem no marcador não acomodou a equipe da casa, mas foi o Vasco que quase empatou, com Romulo, diante de Lugão, chutando em cima do goleiro. Um minuto depois, aos 38, o Macaé ampliou, para desespero da torcida vascaína: Siston, outro jogador formado em São Januário, invadiu a área, após toque de Marcelo, e tocou por cima de Prass para marcar: 2 a 0.

Inexplicavelmente no fim da primeira etapa, jogadores de defesa do Vasco ficaram tocando a bola para maior irritação de sua torcida, que vaiou até o fim do primeiro tempo. Houve um desentendimento entre Dedé e Luis Mário assim que a etapa inicial acabou, mas revoltado mesmo estava o torcedor vascaíno, que reclamou bastante do desempenho do time.

Vasco pressiona, marca, mas leva o terceiro no fim
 O técnico Ricardo Gomes mandou o Vasco para o segundo tempo, que foi disputado sob chuva, com duas modificações para tentar a reação: Bernardo no lugar de Jeferson, e Elton no de Marcel. A equipe passou a tomar a iniciativa do jogo e, depois de duas boas chances com Bernardo, uma fora e outra dentro da área, fez o seu gol: Eder Luis fez boa jogada e serviu Elton na esquerda, já dentro da área. O atacante dominou e bateu forte, de pé esquerdo, para marcar.
O gol animou o time e a torcida do Vasco, que passou a rondar a área do assustado Macaé. Aos 12, o técnico Marcelo Buarque pôs Romário no lugar de Siston para melhorar a marcação no meio-campo macaense. Três minutos depois, Ramon perdeu a cabeça, deum pontapé em Luis Mário junto à linha lateral e foi expulso de campo pelo árbitro Péricles Bassols.
Mesmo com um jogador a mais, o Macaé ficou acuado, quase sem entrar no campo adversário e o jogo parecia treino de ataque contra defesa. Aos 25, Fagner deu belo passe para Eder Luis na direita, o atacante vascaíno limpou Eduardo Luiz e bateu de canhota, já dentro da área, a bola passou à direita de Lugão, pela linha de fundo. Depois desse susto, o Macaé procurou avançar sua marcação e tocar a bola no ataque para não ficar levando sufoco.
O campo pesado prejudicava o time que precisava criar chances para empatar e a equipe que não podia ficar simplesmente se defendendo, que não conseguia sair com eficiência da defesa para o ataque. Assim, a partida caiu muito tecnicamente. Melhor para quem vencia.
Mesmo assim, aos 40, Eder Luis teve ótima chance, chutando de virada, dentro da área: a bola passou raspando à trave direita. Mas a sorte, ou melhor, o azar do Vasco foi selado aos 45, com um gol lindo de Bill. O lateral viu Fernando Prass adiantado e colocou a bola por cima do goleiro vascaíno para fazer o terceiro e garantir a vitória do Macaé.

Macaé 3 X 1 VASCO
Lugão; Marcos Tamandaré, Eduardo Luiz, Ciro e Bill; Gedeil, Osmar (Victor Hugo), André Gomes e Siston (Romário); Luís Mário (Bruno Luiz) e Marcelo. Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Romulo, Fellipe Bastos, Felipe (Márcio Careca) e Jeferson (Bernardo); Eder Luis e Marcel (Elton).
Técnico: Marcelo Buarque Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Luis Mario, aos 33 minutos, e Siston, aos 39, do primeiro tempo; Elton, aos 7, e Bill, aos 45, do segundo tempo.
Cartões amarelos: Dedé, Fagner, Fernando Prass, Bernardo (Vasco), Marcos Tamandaré, André Gomes, Siston, Osmar, Lugão, Ciro (Macaé). Cartão vermelho: Ramon (Vasco)
Estádio: Cláudio Moacyr (Macaé). Data: 04/03/2011. Árbitro: Péricles Bassols. Auxiliares:  Lilian da Silva Fernandes e Eduardo de Souza Couta

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/campeonatocarioca2011/04-03-2011/macae-vasco.html

STJ valida medida que determina que São Paulo devolva Taça das Bolinhas

Impasse sobre troféu segue. Diretor do Tricolor diz que caso 'vai demorar'. Dirigente do Fla afirma que rival pode cometer crime de desobediência

Por Richard Souza e Eduardo Lamas Rio de Janeiro

Taça de Bolinhas (Foto: divulgação)A Taça de Bolinhas está em poder do São Paulo.
O Fla quer a devolução (Foto: divulgação)

Dois depois de conseguir uma decisão favorável na Justiça na disputa pela Taça das Bolinhas, o São Paulo sofreu um revés em sua tentativa de manter o troféu. E o impasse sobre o destino do troféu permanece. Nesta quinta-feira, a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu que a medida cautelar determinada pelo juiz da 50ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, segue válida. Na semana passada, o magistrado decidiu que o clube paulista tem que devolver o troféu para a Caixa Econômica Federal (CEF).
A ministra Isabel Gallotti rejeitou a suspensão da ação, solicitada pelo clube paulista. Segundo a ministra, o São Paulo "busca reformar a liminar na medida cautelar em trâmite no Rio de Janeiro, o que torna incabível a reclamação", conforme o site do STJ.
Cada lado conta com uma decisão favorável na Justiça. Na noite da última terça-feira, o juiz Marcelo Mesquita Saraiva, da 15ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo, analisou ação de manutenção de posse apresentada pela diretoria do Tricolor Paulista e decidiu que o troféu deveria permanecer no Morumbi até o término da discussão.
Ja a ação na Justiça do Rio, que determinou a devolução da taça para a Caixa, foi movida pelo Flamengo, que teve o título de 1987 reconhecido pela CBF e deseja a posse da peça, destinada ao primeiro pentacampeão brasileiro. O troféu foi entregue ao São Paulo pela Caixa uma semana antes de a Confederação Brasileira de Futebol considerar que o Fla também é campeão de 87.
A posição da ministra Isabel Gallotti foi bem recebida pelo vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael de Piro.
- A decisão do STJ prestigia a decisão tomada no Rio de Janeiro. Por enquanto, a taça vai para a Caixa. O São Paulo terá que devolvê-la sob pena de ser enquadrado na prática do crime de desobediência. Aí é um descumprimento deliberado – disse o dirigente do Fla.
Já o diretor jurídico do São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, considera que o caso ainda "vai demorar".
- Na verdade, (ela) não está mandando devolver. Isso vai demorar ainda. Não está entrando no mérito da ação. Ela diz que uma ação é válida, mas não diz que a outra está inválida. Isso provavelmente vai ocasionar um conflito de competência. O processo em si, daqui de São Paulo ou do Rio, ainda ninguém contestou. Nem de um lado, nem do outro a questão está decidida. O que há são duas liminares - disse Abdalla, acrescentando que o clube paulista não tomará qualquer medida por enquanto.
No mesmo dia em que o São Paulo conseguiu a decisão na Justiça paulista, que permite ao clube manter o símbolo, o departamento jurídico do Flamengo ingressou na Justiça com um pedido de alteração da ação original. O Rubro-Negro quer que a Taça das Bolinhas saia do Morumbi e vá direto para a Gávea, sem passar pela CEF.
Confira o texto publicado pelo site do STJ
São Paulo Futebol Clube não consegue suspender decisão sobre Taça das Bolinhas
A medida cautelar determinada pelo juiz da 50ª Vara Cível do Rio de Janeiro em relação à destinação da “Taça das Bolinhas” segue válida. O São Paulo Futebol Clube (SPFC) não conseguiu suspender a decisão. A reclamação apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) teve seguimento negado pela ministra Isabel Gallotti nesta quinta-feira (3).
Para o clube, o juiz carioca contrariou decisão do STJ de 1999 que teria decretado o Sport Club do Recife vencedor do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional de 1987. Segundo alegou o SPFC, o Clube de Regatas do Flamengo pretende rediscutir o tema, já resolvido pelo STJ.
"O STJ já se manifestou a respeito de quem é o campeão do ano de 1987 e tal decisão já transitou em julgado há mais de 11 anos, não sendo possível nenhum órgão, seja ele do Poder Judiciário, ou a própria CBF, decidir de maneira diversa do disposto no título judicial", afirma o pedido do time paulista, que pretendia manter consigo a “Taça das Bolinhas”. A Justiça do Rio de Janeiro determinou sua devolução à Caixa Econômica Federal (CEF).
Recurso inviável
Mas, conforme explica a ministra Isabel Gallotti em sua decisão, o STJ não se manifestou sobre o mérito da questão, isto é, sobre quem efetivamente é o campeão brasileiro de 1987. O agravo de instrumento julgado em 1999 apenas confirmou a inviabilidade de ser apreciado pelo STJ o recurso especial da União (representando o Conselho Nacional de Desportos – CND) contra decisão favorável ao Sport.
Naquela ocasião, o STJ se limitou a reconhecer a ausência de requisitos processuais necessários para admitir o recurso, passo anterior ao exame pretendido, à época, pela União. “Como se vê, sequer foi tangenciado o mérito da causa no exame do recurso especial, não se podendo afirmar, portanto, que tenha sido ofendida a autoridade de decisão do STJ”, afirmou a relatora.
Segundo a ministra, o SPFC não busca preservar a competência ou a autoridade da decisão do STJ de 1999, mas reformar a liminar na medida cautelar em trâmite no Rio de Janeiro, o que torna incabível a reclamação".


FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2011/03/stj-determina-que-sao-paulo-devolva-taca-das-bolinhas-para-caixa.html