Após
serem derrotados contra a Polônia na estreia e vencerem a Holanda em
seu segundo jogo no Grand Slam do Rio de Janeiro, Emanuel e Ricardo
precisavam da vitória contra Liamin e Barsouk, da Rússia, para seguir em
frente sem depender de cálculos na competição disputada na Praia de
Copacabana. Empurrados pela torcida, eles deram conta do recado, fizeram
2 sets a 0, duplo 21/17, e vão voltar à quadra para competir na
repescagem nesta sexta-feira na Cidade Maravilhosa. Com isso, o "Rei"
adiou um pouco seu adeus do esporte.
Ricardo abraça forte Emanuel ao garantir
a vitória (Foto: Matheus Vidal / CBV)
Emanuel
anunciou na semana passada que se aposentaria oficialmente após sua
participação no Grand Slam do Rio. Claro, ele e Ricardo sonham fechar
com chave de ouro a carreira do atleta, que é tido como um dos maiores
da história da modalidade. Eles querem brigar pelo título. Se
conseguirem, será mais um para o extenso currículo de Emanuel, que tem
mais de 150 conquistas. Entre elas, três medalhas olímpicas (ouro em
Atenas 2004; bronze em Pequim 2008; e prata em Londres 2012, essa com
Alison Cerutti, o Mamute, como companheiro).
- Pois é, esse
sentimento é muito gostoso. Eu e Ricardo jogamos muito bem agora contra a
Rússia e não foi dessa vez ainda que eu deixei as quadras. Mas o
importante é que estou muito feliz com a torcida, meus pais, meus
parentes. Isso é inesquecível, acho que está marcando um ponto muito
importante no vôlei de praia e espero que outros atletas consigam ter
uma carreira como a minha. Meu desejo sempre foi encerrar de uma forma
digna e estou provando que aos 42 anos ainda sou capaz de jogar em alto
nível. Tenho que agradecer ao meu parceiro, porque não está sendo fácil
para ele carregar todas essas emoções. Eu estou tendo que acalmá-lo,
porque para ele está sendo mais difícil (risos) - brincou Emanuel.
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O jogoEmanuel
e Ricardo entraram com a necessidade de sair com a vitória para se
garantir na etapa seguinte da competição. Uma derrota, dependendo do
placar, poderia eliminá-los do Grand Slam do Rio de Janeiro ou mandá-los
direto para a repescagem, dependendo de critérios da FIVB. Por isso, os
veteranos entraram com muita força, empurrados pela torcida, que
comparecia em bom número por se tratar da fase de grupos da chave
principal. Apesar disso, os russos faziam jogo duro, e o confronto
chegou a ficar empatado em 7 a 7.
Ricardo e Emanuel conseguiram
emplacar uma boa sequência de jogadas e abriram quatro pontos de
diferença. A equipe da Rússia voltou a pontuar após ser beneficiada no
desafio solicitado à arbitragem, novo recurso implantado pela FIVB nessa
competição e que deverá ser utilizado nos Jogos Olímpicos de agosto.
Ricardo e Emanuel vencem dupla russa
no Grand Slam (Foto: Paulo Frank / CBV)
O
público vibrou quando Ricardo virou uma bola com categoria, abrindo 14 a
11. Os russos começaram a encaixar e empataram com Liamin, em uma bela
cravada na quadra. Mas os brasileiros conseguiram frear a reação e, em
belíssimo saque de Ricardo, com a bola tocando na fita, fecharam o set
em 21 a 17.
O Brasil iniciou o segundo set na frente, mas logo
foi ultrapassado pelos russos. Emanuel botou ordem na casa quando deu
uma pancada em cima do rival do outro lado, e a torcida foi ao delírio.
As duplas disputavam ponto a ponto. Um erro do "Rei" na recepção deixou
tudo igual em 14 a 14. Em contrapartida, Liamin errou seu serviço em
seguida.
Duas outras bolas fora dos russos puseram o time da
casa em ótima vantagem. A Rússia pediu desafio por um suposto toque de
Ricardo na rede, mas, após ver o vídeo, a arbitragem deu a favor do
Brasil. A batida com categoria de Emanuel levou os brasileiros ao
primeiro match point, mas os russos evitaram. No segundo, uma jogada que
mais parecia replay da anterior deu a vitória aos mandantes, com 21 a
17 no placar no set final.
PEDRO/EVANDRO ENFIM VENCE. bRUNO/ALISON VAI direto ÀS OITAVAS
Além
de Ricardo e Emanuel, as outras três duplas brasileiras que estavam na
briga na fase de grupos garantiram a vaga na fase seguinte.
Representantes olímpicos do Brasil em agosto, Alison e Bruno Schmidt
ficaram em primeiro em seu grupo e foram os únicos a se classificar
direito para as oitavas de final. Assim como os campeões olímpicos de
Atenas 2004, Álvaro Filho/Vítor Felipe e Pedro Solberg/Evandro, que
também defende o Brasil nas Olimpíadas, vão precisar passar pela
repescagem, que acontece nesta sexta-feira.
Pedro e Evandro comemoram a sobrevida
no Grand Slam do Rio (Foto:
Matheus Vidal / CBV)
Alison/Bruno
Schmidt iniciaram o dia batendo os mexicanos Virgen e Ontiveros por 2
sets a 0 (21/15 e 21/19), em 39 minutos. Depois, derrotaram os italianos
Nicolai e Lupo por 2 sets a 1 (21/17, 18/21 e 15/13), em 53 minutos.
Álvaro Filho/Vítor Felipe foi superador por Brouwer/Meeuwsen, da
Holanda, por 2 sets a 0 (21/19 e 23/21), em 48 minutos, no início da
quinta-feira. Na sequência, os paraibanos se recuperaram contra os
turcos Giginoglu e Gögtepe, marcando 2 sets a 0 (21/10 e 21/17), em 36
minutos.
Pedro Solberg/Evandro precisavam da vitória para se
manterem vivos na competição e conseguiram. No último jogo do dia,
venceram os alemães Bockermann e Fluggen por 2 sets a 1 (21/18, 19/21 e
15/8), em 48 minutos. Antes disso, contudo, eles foram superados pelos
italianos Paolo e Matteo Ingrosso, por 2 sets a 1 (19/21, 21/15 e
15/11), em 1h02 de jogo.
DUPLAS OLÍMPICAS VOAM, E JOVEM DUDA É ELIMINADA
Enquanto
no masculino os times jogaram duas partidas cada, no feminino, foi
apenas um jogo para definir a classificação direto para as oitavas e a
repescagem. E as duplas olímpicas que representarão o Brasil em agosto
no Rio de Janeiro se deram bem. Larissa e Talita destroçou Liliana e
Elsa, da Espanha, com placar de 2 a 0, parciais de 21/14 e 21/8, em 31
minutos. Já Ágatha e Bárbara Seixas fizeram 2 a 0, 21/14 e 21/17, sobre
Gallay e Klug, da Argentina, campeãs do Pan de Toronto.
Larissa e Talita venceram suas três partidas
até o momento (Foto: Matheus Vidal / CBV)
Assim,
as parcerias brasileiras saíram da fase de grupos da chave principal
com 100% de aproveitamento. Larissa e Talita esperam as vencedoras do
jogo entre Marta Menegatti/Orsi Toth, da Itália, contra Artacho del
Solar/Laird, da Austrália. As rivais de Ágatha e Bárbara Seixas nas
oitavas de final saem do jogo entre Wang/Yue, da China, e Meppelink/Van
Iersel, da Holanda. O Brasil ainda tem, na repescagem, Lili e Maria
Elisa contra Heidrich e Zumkher, da Suíça, e Juliana e Taiana diante de
Fendrick e Sweat, dos Estados Unidos.
Das duplas estrangeiras,
os holofotes estão voltados para a tricampeã olímpica Kerri Walsh e sua
parceira April Ross, que representam os Estados Unidos. Voltando de uma
cirurgia feita em setembro, a "Rainha" do vôlei de praia passou direto
para as oitavas de final. Elas venceram seus três jogos.
Duda recebendo atendimento médico antes
de anunciar desistência do jogo
(Foto: Matheus Vidal/CBV)
O
destaque negativo ficou para a jovem Duda e sua parceira Elize Maia. A
primeira sofreu uma lesão no pé e acabou sendo prejudicada em seus dois
primeiros jogos na quarta-feira, dos quais a dupla saiu derrotada. Elas
precisavam vencer na quinta, mas acabaram abandonando o jogo contra as
tchecas Slukova e Hermannova com 17 minutos.
A competição segue nesta sexta-feira com a repescagem e as oitavas de
final. Os jogos acontecem a partir das 10h, em Copacabana, e tem entrada
franca. A final será no domingo.
FONTE:
http://sportv.globo.com/site/eventos/circuito-mundial-de-volei-de-praia/noticia/2016/03/emanuel-vence-russos-e-adia-mais-um-pouco-o-adeus-nao-foi-dessa-vez.html