quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Franziska Van Almsick: recordista de medalhas olímpicas sem nenhum ouro


Alemã tem dez conquistas nos Jogos, mas nunca subiu ao lugar mais alto do pódio




Por
Rio de Janeiro



Van Almsick (Foto: Stuart Franklin / Getty Images)Franziska Van Almsick nos Jogos Olímpicos Atenas 2004 (Foto: Stuart Franklin / Getty Images)


A nadadora Franziska Van Almsick é um dos grandes nomes da história do esporte alemão: foi recordista mundial dos 100m e 200m livre, é a segunda maior medalhista olímpica do país e ganhou o prêmio Laureus, considerado o “Oscar do esporte”, em 2003, na categoria “Retorno do Ano”.
Nos Jogos Olímpicos, seus números são ainda mais impressionantes: além de ter subido ao pódio aos 14 anos, disputou quatro edições do evento e voltou para casa com dez medalhas ao todo. Porém, Van Almsick detém um recorde, no mínimo, curioso: é a maior medalhista olímpica a nunca ter conquistado um ouro: são quatro pratas e seis bronzes.

Sua trajetória olímpica teve início em Barcelona 1992, quando obteve quatro medalhas. Em Atlanta 1996, foram outras três. Para sua infelicidade, um acidente de moto em 1997 acabou a afastando das piscinas temporariamente. Com uma preparação longe do ideal para Sydney 2000, conseguiu apenas uma medalha nestes Jogos, no revezamento 4x200m livre. Após nova interrupção na carreira em 2001, dessa vez por opção pessoal, voltou com tudo a Atenas 2004 e encerrou sua participação nas Olimpíadas com duas medalhas (veja a lista de conquistas abaixo).


Medalhas Franziska Van Almsick (Foto: SporTV.com)
(Foto: SporTV.com)


Apesar da estatística, um tanto quanto ingrata, apontar que Van Almsick é a maior medalhista olímpica da história a nunca ter vencido uma prova, os números não devem ser encarados como demérito, e sim como curiosidade. Afinal, dez conquistas em Olimpíadas são para poucos.




FONTE:

Marin é aconselhado a sequer tentar sair do apartamento em Nova York

Pelo acordo que assinou, ex-dirigente pode ir ao médico e à igreja, mas é orientado a ficar em casa para não criar nenhum tipo de suspeita sobre seu comportamento




Por
Nova York, EUA



José Maria Marin, ex-presidente da CBF, detido em prisão domiciliar nos Estados Unidos, foi aconselhado por seus advogados a passar pelo menos duas semanas sem nem tentar deixar o apartamento onde mora em Nova York. Segundo sua defesa, o advogado está com uma tornozeleira eletrônica.

Para poder aguardar em prisão domiciliar pelo julgamento de sua ação, Marin aceitou oferecer US$ 15 milhões (ou cerca R$ 57 milhões em câmbio de hoje) para garantir que não vai tentar fugir.

José Maria Marin deixa corte no Brooklyn (Foto: AP)
O ex-presidente da CBF praticamente viverá 
recluso no apartamento em NY (Foto: AP)


Pelo acordo que assinou com as autoridades americanas, Marin até pode deixar o apartamento em algumas circunstâncias específicas - por razões médicas, para visitar a igreja e para fazer compras - desde que peça autorização ao FBI, a polícia federal americana.

Mesmo assim, a orientação é que Marin obedeça uma "quarentena" antes de pensar em pisar fora do 41D da Trump Tower, o luxuoso prédio onde mantém um apartamento de 100 metros quadrados. Tal conselho teria o objetivo de "respeitar o tribunal', "respeitar o juiz" e não criar nenhum tipo de suspeita sobre seu comportamento.
José Maria Marin deixa corte no Brooklyn (Foto: Reuters)
Marin começa a cumprir sua pena 
nos EUA (Foto: Reuters)


Marin também está proibido de manter contato com qualquer pessoa citada na investigação e também com as empresas de marketing esportivo envolvidas no esquema de corrupção que o levou para a cadeia. O ex-cartola é acusado de receber subornos dessas empresas em troca de ceder a elas direitos comerciais e direitos de transmissão de eventos esportivos.

Na prática, Marin está proibido de conversar com seu antecessor na presidência da CBF, Ricardo Teixeira, e tampouco pode falar com seu sucessor, Marco Polo Del Nero. Os dois são citados indiretamente nas investigações - seus nomes não aparecem, mas as autoridades americanas afirmam que dirigentes com as características de Del Nero e Teixeira também receberam propina.

Esses crimes teriam sido cometidos nos EUA, por meio de empresas e bancos com sede nos no país, motivo pelo qual Marin está sendo processado por autoridades americanas. O ex-presidente da CBF foi preso em Zurique no dia 27 de maio e extraditado para os Estados Unidos em 3 de novembro. Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira estão no Brasil.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2015/11/marin-e-aconselhado-sequer-tentar-sair-do-apartamento-em-nova-york.html