domingo, 26 de julho de 2015

Roxos e pontos: jogadores do hóquei mostram as marcas do 4º lugar no Pan

Lucas Paixão leva quatro pontos na testa após tacada no rosto contra o México; Bruno Paes exibe as coxas roxas de pancadas depois da disputa do bronze com Chile


Por
Direto de Toronto, Canadá

Mosaico marcas do hoquei (Foto: infoesporte)

A campanha do quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, culminando na conquista da vaga olímpica, foi chorada para a seleção brasileira de hóquei sobre a grama. Literalmente. Após a disputa do bronze com o Chile, no sábado, os jogadores mostraram as marcas das batalhas que tiveram que enfrentar. Roxos, cortes nas mãos, pontos no rosto... Nada disso impediu que o bom desempenho do time verde e amarelo no Canadá.

Lucas Paixão exibia três dos quatro pontos que levou na testa, entre os olhos, durante as entrevistas. Isso porque um deles caiu durante o último jogo da campanha brasileira. O camisa 23 do Brasil acabou levando a pior ainda na fase de grupos, na vitória sobre o México. Os atletas garantem que os machucados são normais nos jogos:

- Uma bola foi levantada, o cara errou e acertou a minha cabeça com o taco. Isso é normal no hóquei. A gente nem liga. Tomei quatro pontos. Às vezes acontece, sobra uma tacada em algum lugar que dói mais. Tem o taco, a bola, que é pequena, e é um pouco perigoso, mas faz parte do jogo - disse Lucas.

Veja o quadro de medalhas do Pan

O jogador brasileiro que mais levou perigo ao gol dos chilenos na derrota por 4 a 1 na disputa do bronze, Bruno Paes também sofreu com a marcação adversária. Além das mãos marcadas, ele tinha dois hematomas grandes nas coxas.

- Faz parte. No calor do jogo você nem sente, praticamente. Tenho a mão toda machucada, uns pontos na cara também. É complicado, dói, é um risco que a gente corre, mas acontece bem de vez enquanto. Acho que o pé sofre mais, não está tão protegido e a bola fica ali perto. A canela tem a caneleira - contou Bruno.

Lucas Paixão hóquei sobre a grama Pan de Toronto (Foto: GloboEsporte.com)
Lucas Paixão hóquei sobre a grama Pan de 
Toronto (Foto: GloboEsporte.com)


A vitória brasileira nas quartas de final, sobre os Estados Unidos, garantiu a vaga inédita para o Brasil, na modalidade, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano que vem. O hóquei sobre a grama corria o risco de ser o único esporte sem representantes do país-sede na disputa.


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FONTE:
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Filme se repete: após perder no GP, Brasil cai para os EUA e é prata no Pan

Seleção sofre 3 a 0 mais cedo em Omaha para americanas e volta a perder pelo mesmo placar na final em Toronto, no Canadá. Rivais não levavam ouro desde 1967



Por
Direto de Toronto, Canadá

 
Dois jogos no mesmo dia, duas derrotas para os Estados Unidos. Primeiro, no Grand Prix, o Brasil perdeu por 3 a 0 na final em Omaha. Depois, na decisão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, o filme se repetiu. O placar foi o mesmo: 3 a 0. Em Toronto, a seleção de José Roberto Guimarães foi derrotada com as parciais de 22/25, 21/15 e 28 a 26. Assim, ficou com a medalha de prata. As americanas não sabiam o que era ganhar um Pan desde a edição de 1967, coincidentemente em Winnipeg, também em solo canadense.

- O time lutou até o final, e o que definiu o jogo foram os finais de set. Nos momentos decisivos, nossa equipe estava errando muito. Não dá para errar tanto com uma equipe com o poderio delas. De experiência, fica a união do grupo. Não tivemos jogos fáceis. Desde o começo, acho que todo mundo se dedicou. Foi muito empenho, mas agora é trabalhar para ver o que precisamos melhorar e chegar bem para as Olimpíadas e outros campeonatos - comentou Mari Paraíba.


vôlei; brasil; jogos pan-americanos; estados unidos (Foto: EFE/Orlando Barría)
Brasileiras abatidas com a derrota na final dos 
Jogos Pan-Americanos de Toronto 
(Foto: EFE/Orlando Barría)


O primeiro set foi apertado, principalmente no início, mas Nicole Fawcett estava bem demais e ajudou os EUA a fecharem a parcial. Foi ela, aliás, a maior pontuadora, com 21 pontos. Na segunda parcial, o Brasil começou mal e chegou a estar perdendo por uma vantagem de cinco pontos. Jaque foi a solução. No banco até então por um problema na lombar que a tirou de um jogo e a fez atuar apenas um set na semi, ela entrou e encheu o jogo de energia. Mas as estrangeiras eram superiores e abriram 2 a 0. O terceiro set parecia da equipe verde e amarela mas, após estar vencendo por oito pontos, o Brasil levou a virada, e a derrota se confirmou.

- Não conseguimos colocar em prática hoje tudo que sabíamos. A gente sabia que tinha que sacar bem. Estados Unidos, não importa qual time é, a conduta deles é bola rápida sempre. Quebramos poucos passes delas, e o jogo foi difícil. Enroscamos em uma passagem no terceiro set, foi indo, indo, indo, e quando atacávamos, elas defendiam muito bem. Fizeram um jogo excelente, estão de parabéns e mereceram a vitória - completou a líbero Camila Brait.

Antes do Pan de Toronto, o Brasil venceu em Chicago 1959 sobre os EUA; em São Paulo 1963, novamente contra as americanas; em Winnipeg 1999, ao bater Cuba; e em Guadalajara 2011, mais uma vez, diante das cubanas. Fora isso, o Brasil foi prata no Rio de Janeiro, em 2007, e na cidade de Havana, em 1991, as duas derrotas para Cuba. O bronze veio na Cidade do México, em 1955, e San Juan, em 1979. Os EUA só tinham levado mesmo em 1967.


vôlei; brasil; jogos pan-americanos; estados unidos (Foto: Jeff Swinger/Reuters)
vôlei; brasil; jogos pan-americanos; estados 
unidos (Foto: Jeff Swinger/Reuters)


O Brasil teve uma campanha apertada, mas saiu invicto da primeira fase do Pan. Venceu Porto Rico por 3 a 2, derrotou o Peru por 3 a 1 e, contra os Estados Unidos, sofreu para virar no tie-break e triunfar por 3 a 2. Dessa forma, ficou em primeiro lugar do grupo e foi direto para as semis. De novo contra Porto Rico, fez 3 a 2 e conquistou o direito de disputar a medalha de ouro. Mas sucumbiu para os EUA e foi prata.

O bronze ficou com a República Dominicana, que fez 3 a 1 sobre Porto Rico.



O jogo

A partida começou com cara de Brasil e EUA. Um jogo duro, mas com alto nível técnico. Com 1 a 0 para as americanas, houve um longo rali. Macris tentou virar de segunda, mas o ponto foi das rivais. O time de Zé Roberto fez duas vezes. A partida era parelha, mas as estrangeiras estavam um pouco melhor e retomaram a ponta. Os times passaram a disputar ponto a ponto. Mas Nicole Fawcett fez a diferença com seus ataques. Após uma tentativa frustrada do Brasil de salvar uma bola, Fê Garay até diminuiu. Mas os Estados Unidos estavam melhores. Zé Roberto orientou as meninas, mas não adiantou. Lauren Paolini fechou em 25 a 22.


vôlei; brasil; jogos pan-americanos; estados unidos (Foto: Jeff Swinger/Reuters)
Norte-americanas dominaram o jogo nos dois 
primeiros sets (Foto: Jeff Swinger/Reuters)


Se o jogo começou duro no primeiro set, no segundo, a situação foi bem diferente. O time americano aproveitou o embalo do finzinho da parcial anterior e saiu abrindo uma boa vantagem desde o início. O Brasil parecia não se encontrar em quadra. Em um saque relativamente fraco de Fawcett, por exemplo, Fê Garay errou na recepção e deu um ponto de graça: 8 a 3. Zé Roberto pediu tempo para orientar a seleção.

A solução foi chamar Jaqueline, que chegou ficar fora do jogo da primeira fase contra os EUA e atuou só um set na semi por uma contratura na lombar. Ela entrou no lugar de Mari Paraíba com "sangue nos olhos". Estava 9 a 4 para as americanas. A energia da bicampeã olímpica contagiou não só as arquibancadas, mas as companheiras, e o Brasil chegou ao empate de forma incrível em 13 a 13. A número 8 fez três pontos da reação.


Brasil x Estados Unidos vôlei feminino pan-americano 2015 (Foto: Gaspar Nobrega/inovafoto)
Brasil chegou a alternar bons e maus momentos 
durante o jogo (Foto: Gaspar Nobrega/inovafoto)


A virada foi na sequência. Jaque fez mais um, e o técnico rival, Daniel Fisher, pediu tempo. Mas, na volta, quem pontuou foi Adenízia: 17 a 15. Os EUA empataram no bloqueio de Paolini e passaram. Angélica deixou tudo igual pela ponta. A disputa foi parelha até o fim da segunda parcial, mas as americanas se aproveitaram de algumas falhas do Brasil e fizeram 25 a 21 no forte golpe de Krista Vansant em uma jogada que, antes, teve uma bela salvada de Carli Lloyd.

Os EUA seguiam bem, mas a torcida brasileira resolveu empurrar mais o time no terceiro set. Vaiavam as americanas, vibravam a cada ponto brasileiro. O time do Brasil melhorou bastante. Fê Garay fez dois pontos importantes, e Joyce pôs o Brasil na frente: 11 a 10. Jaque fez duas vezes. A vantagem era de oito pontos, mas as americanas acordaram, foram chegando perto e empataram em 24 a 24. A equipe de Zé Roberto teve dois set points, mas Lloyd marcou com um toque bonito e, depois, com mais um ataque, chegou ao match point. Jaque mandou para fora, e as americanas venceram o duelo com 28 a 26. As meninas brasileiras se emocionaram, e a camisa 8 chorou.


FONTE:
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