domingo, 25 de janeiro de 2015

Contra "paredão" croata, Brasil tenta surpreender por vaga nas quartas

Campeã mundial de 2003 e bicampeã olímpica, Croácia tem segunda maior média de altura do Mundial do Catar e atual melhor jogador do mundo. Partida é às 16h


Por
Direto de Doha, Catar


Caso queira se classificar pela primeira vez às quartas de final de um Mundial, o Brasil terá que passar pela altíssima e talentosa equipe da Croácia. A seleção europeia tem a segunda maior média de altura do Mundial do Catar: 1,94m, atrás apenas do 1,95m de Alemanha e Polônia. E mais, os croatas contam com o maior atleta do torneio: Marko Kopljar, de 2,10m. Não fosse isso o suficiente, o atual melhor do mundo é o croata Domagoj Duvnjak (1,97m), e o baixinho Ivan Cupic, de 1,78m, é um dos principais artilheiros da competição, com 28 gols.

É contra esse "paredão" habilidoso que a seleção brasileira disputa as oitavas de final, neste domingo, às 16h (de Brasília), no Al Sadd Hall, em Doha. O GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. O SporTV transmite o jogo ao vivo, e assinantes do Canal Campeão também podem assistir pelo SporTV Play.

handebol borges thiagus jordi brasil mundial (Foto: Wander Roberto/Photo&Grafia)
Thiagus, jogador de linha mais alto do Brasil, 
conversa com Borges e o técnico Jordi 
(Foto: Wander Roberto/Photo&Grafia)


Os jogadores da seleção brasileira já sabem o que fazer para encarar a alta equipe croata. Os europeus possuem no elenco seis atletas de dois metros de altura ou mais. Além de Marko Kopljar, eles também contam com Jakov Gojun (2,04m), Luka Stepancic e Igor Vori (2,03m), Mirko Alilovic e Zeljko Musa (2,00m). O Brasil só tem o goleiro Rick (2,00m). Por isso Thiagus (1,98m), o segundo jogador mais alto da seleção, explica que a velocidade precisa ser uma arma da equipe.

handebol Marko Kopljar croácia mundial (Foto: EFE)Marko Kopljar tem 2,10m de altura (Foto: EFE)


- Precisamos ser mais velozes contra altura. Alguns jogadores deles têm mais de dois metros, mas contra isso temos que ter velocidade. Assim achamos os espaços. Temos que jogar bastante no chão, que é mais difícil, e cansá-los na defesa. Atacar bem vai ser a chave para o jogo. No handebol sempre há uma brecha para vencer uma defesa alta, mas é preciso saber encontrar esse espaço no momento certo.

A paciência no ataque também é uma aposta da seleção, sobretudo para cansar os adversários. De tanta gana que o Brasil está para vencer os croatas, Zé até se deixa exagerar nos comentários antes da partida.

- A gente vai ter que movimentar muito a bola. O que o Jordi falou no treino é de nos movimentarmos, fazer eles se cansarem. São mais altos, acabam tendo o deslocamento maior que o nosso. A gente vai trabalhar em cima disso e ter mais paciência, jogar um pouco mais rápido, movimentar perna no ataque e na defesa. E na defesa é fechar os dois olhos e dar no peito dos caras (risos) - brincou.

croácia Não é só altura

Apesar do grande número de jogadores altos, a Croácia não se destaca somente por isso. Ela já foi campeã mundial em 2003 e duas vezes campeã olímpica (Atlanta 1996 e Atenas 2004). No último Mundial, em 2013, ficou com a terceira colocação.

Agora, além do faro de gol de Ivan Cupic (28 gols), maior goleador, a Croácia também tem o atual melhor jogador do mundo, Domagoj Duvnjak. A seleção pretende parar de qualquer forma os avanços do camisa 5.

handebol Domagoj Duvnjak croacia mundial (Foto: AFP) 
Domagoj Duvnjak é o atual melhor jogador 
do mundo (Foto: AFP)


- Ele é um jogador acima da média, da minha geração. Mas acho que estamos prontos. Temos jogadores eficientes na defesa para parar ele. Acredito que possamos surpreender sim - afirmou Teixeira.

O Brasil já igualou o feito do Mundial da Espanha, em 2013, no que se refere a ter alcançado as oitavas de final. Naquela edição, o país terminou em 13º lugar, sua melhor posição, depois de perder para a Rússia por 27 a 26. Essa é a terceira vez na história que a seleção disputa a fase de mata-mata da competição – a primeira foi no Egito, em 1999.


FONTE:

Ryan Bader vence Phil Davis em luta vaiada pelo público no UFC Suécia

Duelo equilibrado termina com triunfo de "Darth" Bader por decisão dividida


Por  
Estocolmo, Suécia



A expectativa de uma luta amarrada entre Phil Davis e Ryan Bader, neste sábado, em Estocolmo, pelo UFC Suécia, não se confirmou. O que não quer dizer que os atletas tenham feito um combate empolgante. Longe disso. Vaiado pelo público, o duelo foi equilibrado e, por decisão dividida dos jurados (29-28, 28-29, 29-28), a vitória ficou nas mãos de Bader.

A dupla sobrou em movimentação, mas pecou em efetividade no primeiro round. "Mr. Wonderful" dominou o centro do octógono - muito pouco para quem queria a vitória. Enquanto isso, Bader procurava a distância - por vezes, conseguia encontrar -, porém, nada que servisse para levar clara vantagem.

No início da segunda etapa, Bader conseguiu colocar o adversário contra as grades, entretanto, Davis se desvencilhou e, com um bom chute alto, acertou o compatriota. A torcida esboçou vaias, enquanto os atletas pouco se atingiam. A 1m30s do fim desta etapa, Bader cedeu as costas, e Davis ficou grampeado com o oponente de costas para a grade e por lá ficou até o soar do gongo.

Ryan Bader x Phil Davis UFC 182 Suécia (Foto: Josh Hedges / Getty Images)
Ryan Bader superou Phil Davis em combate 
que não empolgou os fãs (Foto: Josh Hedges 
/ Getty Images)


Após duas parciais equilibradas, o terceiro round se tornou decisivo. Davis, após acertar bom overhand, mergulhou nas pernas de Bader para tentar a queda. Bader, por sua vez, travou o oponente, que se livrou logo depois. A 2m30s do término do confronto, o público vaiou em alto e bom som. Eles trocaram golpes no centro do cage, contudo, longe de empolgar. A 10s do fim, Bader impôs uma queda plástica a Davis - o que pode ter ajudado a definir o round.

Por decisão dividida, "Darth" Bader engatou a quarta marcha e se coloca em boa posição nos meio-pesados. Já "Mr.Wonderful" perdeu pela terceira vez em 16 lutas na carreira.
Sicilia nocauteia Corassani no round inicial

Sam Sicilia x Akira Corassani UFC 182 Suécia (Foto: Josh Hedges / Getty Images)
Sicilia brilhou e deixou Corassani em
situação difícil (Foto: 
Josh 
Hedges / Getty Images)


Com menos de um minuto, Akira Corassani e Sam Sicilia encurtaram a distância e trocaram golpes francos. Sicilia dominou o centro do octógono, enquanto o atleta da casa se movimentava para dificultar a ação do adversário. Mas não teve jeito... O americano calou a torcida sueca ao encaixar um overhand de direita, que fez o adversário cair apagado aos 3m26s de luta.

Após ser finalizado em setembro do ano passado, por Katsunori Kikuno, Sicilia reencontra o rumo das vitórias e adiciona o 14º triunfo ao seu cartel. Corassani não conseguiu aproveitar o fato de estar atuando em casa, perdeu por nocaute pela terceira vez seguida e está na corda-bamba.

Banner UFC 183 (Foto: Combate)



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