quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Sem Vissotto e com salário atrasado, Rio visita Minas de olho na liderança

Lesão na panturrilha impede oposto de atuar nos próximos dois jogos da equipe, que já não conta com Mauricio Souza e está invicta. Filip é ausência entre os mineiros

Por Rio de Janeiro

Marcelo Fronckowiak técnico Rio de Janeiro (Foto: Gaspar Nóbrega/INOVAFOTO)Marcelo Fronckowiak não terá Vissotto contra o Minas (Foto: Gaspar Nóbrega/INOVAFOTO)
 
O confronto entre Minas e Rio de Janeiro pela nona rodada da Superliga colocará frente a frente as duas equipes que fizeram a semifinal do ano passado, com vitória dos cariocas, que se sagraram campeões, após derrotarem o Cruzeiro na final. Quase oito meses depois de um equilibrado duelo, os sextetos voltam a se encontrar em momentos distintos. Segundo colocado na competição com 20 pontos em sete partidas, os atuais campeões tentam alcançar a liderança, que hoje pertence ao Cruzeiro com um ponto a mais. Já o rival da noite desta quarta-feira, às 19h30m, na Arena Vivo, está na sexta posição, com nove pontos em seis jogos.

Se a situação dentro de quadra é a favor do time da Cidade Maravilhosa, fora dela o grupo vive uma semana complicada, após o vazamento das notícias sobre os salários atrasados na franquia, que já chegam a três meses. Para piorar o cenário, o técnico Marcelo Fronckowiak não conta com o central Mauricio Souza, que se transferiu para o voleibol turco e com o oposto Leandro Vissotto, vetado por causa de uma lesão na panturrilha, que já o impediu de atuar no último sábado na vitória sobre o Campinas. 

- Trata-se de um grande adversário que vamos enfrentar. Tivemos uma batalha muito forte na semifinal da última Superliga. É uma equipe tradicionalíssima na competição. Não teremos o Vissotto e o Mauricio (Souza). Já sofremos um pouco neste último jogo, mas conseguimos uma vitória dura, que foi uma resposta positiva. Era algo pouco provável e aconteceu. A gente está tentando achar força uns nos outros. O profissionalismo desta equipe é algo a ser respeitado. O Minas joga bem em Belo Horizonte, se reforçou muito e tem um plantel forte - declarou Fronckowiak.

A situação de Vissotto para as rodadas futuras preocupa o comandante.
- Ele tem uma lesão na panturrilha passível de exame. Deve ficar, pelo menos, fora dos dois próximos jogos (Minas e Sesi-SP). Nesta situação, fica pior ainda para a gente - completou.

Bruninho Rio de Janeiro Minas vôlei Superliga (Foto: Gaspar Nóbrega  / Inovafoto) 
O Rio de Janeiro de Bruninho visita o Minas de 
Mauricío no reencontro pela Superliga após as 
semifinais da temporada passada (Foto: Gaspar 
Nóbrega / Inovafoto)
 
Apenas pela segunda vez em todo o torneio, os comandados do técnico Horacio Dileo jogarão diante da sua torcida. Na única vez em que estiveram em casa, eles conquistaram uma fácil vitória diante do Canoas por 3 sets a 0. A única notícia ruim é a permanência do tcheco Filip no departamento médico com uma lesão na coxa esquerda.

A diferença de clima fora da quadra entre as equipes não ilude o comandante mineiro, que vê os cariocas tão fortes quanto no fim da temporada passada.

- Acredito que não vai mudar nada. Eles são profissionais, grandes campeões, recebendo ou não. Teremos um jogo difícil, contra um grande adversário - disse Horacio Dileo.

Confira a classificação da Superliga masculina:
1º Cruzeiro - 21 pontos / 7 jogos
2º Rio de Janeiro - 20 pontos / 7 jogos
2º Sesi-SP - 20 pontos / 7 jogos
4º Campinas - 15 pontos / 6 jogos
5º Maringá - 12 pontos / 8 jogos
6º Minas - 9 pontos / 6 jogos
7º Canoas - 8 pontos / 7 jogos
8º Juiz de Fora - 8 pontos / 8 jogos
9º São Bernardo - 7 pontos / 7 jogos
10º Montes Claros - 7 pontos / 8 jogos
11º Taubaté - 3 pontos / 8 jogos
11º Volta Redonda - 3 pontos / 8 jogos


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/12/sem-vissotto-e-com-salario-atrasado-rio-visita-minas-de-olho-na-lideranca.html

Grato à Ponte Preta, Jorginho remói saída do Fla: 'Ainda vou contar tudo'

Técnico da Macaca demonstra mágoa com diretoria rubro-negra e agradece voto de confiança da cúpula alvinegra, mesmo com o rebaixamento no Brasileirão

Por São Paulo

Jorginho Treino Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)Jorginho Treino Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)
 
Conquistar a Sul-Americana pela Ponte Preta representará uma volta por cima para Jorginho. Mais do que isso. Indiretamente, será um recado do treinador para a diretoria do Flamengo. 

Prestes a fazer história pela Macaca, ele ainda não engoliu a maneira como foi demitido do Rubro-Negro, em junho, com somente três meses no cargo.

Gratidão à Ponte Preta e mágoa com o ex-clube se misturaram na entrevista coletiva antes do primeiro jogo da final contra o Lanús, marcado para esta quarta-feira, às 21h50, no Pacaembu. Ao mesmo tempo em que agradeceu à cúpula alvinegra pela confiança nos momentos difíceis, deixou no ar que a saída da Gávea foi mais conturbada do que pareceu e prometeu um dia contar os reais motivos, do seu ponto de vista.

– O primeiro sentimento que me vem à cabeça por estar nesta final é de gratidão à diretoria. No momento ruim, eles tiveram paciência e acreditaram que o trabalho surtiria efeito. O futebol brasileiro é muito imediatista, mas aqui foi um pouco diferente. Os jogadores, a diretoria e todos os funcionários compraram a nossa ideia. Por isso que está dando certo. Diferentemente do que aconteceu no Flamengo – disse Jorginho, abrindo a brecha para os jornalistas perguntarem sobre a passagem dele pela Gávea.


– Não é apenas o meu trabalho que precisa de tempo. É de qualquer profissional. É falta de respeito. Não falo da instituição, que vai sempre permanecer no meu coração por tudo o que eu fiz. Mas fiquei extremamente decepcionado com a diretoria, que veio com um discurso de seriedade, mas não fez isso na prática. Não saí pelos maus resultados, mas um dia vou poder falar tudo. Não sei quando. Talvez em algum livro – comentou.

Após despontar na base do Flamengo, Jorginho voltou ao clube que o projetou para o futebol brasileiro no primeiro semestre deste ano. Assinou contrato longo, mas ficou apenas 14 partidas no banco de reservas, entre Campeonato Carioca e Brasileirão. Foram sete vitórias, quatro empates e três derrotas. O último jogo foi contra o Náutico (derrota por 1 a 0), que derrubou o Rubro-Negro para a penúltima posição do Brasileiro. Sem ele, o clube evitou o rebaixamento e sagrou-se campeão da Copa do Brasil, sob o comando de Jayme de Almeida, que assumiu no lugar de Mano Menezes.


jorginho flamengo treino (Foto: Fábio Castro / Agência Estado) 
Jorginho passa rapidamente pelo Flamengo e 
demonstra mágoacom a diretoria (Foto: 
Fábio Castro / Agência Estado)


– Tanto não foi por resultados ruins que o Mano assumiu e continuou bem na Copa do Brasil, como o time já vinha avançando sob o meu comando. No Brasileiro, não aconteceu, pois o Flamengo tinha um time para se manter na média – completou, para depois voltar a falar sobre a Ponte.

No Moisés Lucarelli, o treinador também teve um início ruim, com uma série de quatro derrotas seguidas pelo Brasileiro, só foi vencer no sexto jogo, contra o Corinthians (2 a 0, em Campinas). Jorginho não conseguiu salvar a Macaca do rebaixamento, mas colocou a equipe em uma inesperada decisão de Copa Sul-Americana. Nesta quarta, a Alvinegra encara o Lanús, na primeira partida da final.

– Eu quero que a Ponte se acostume com grandes momentos como esse, que se torne uma grande equipe. Tem tudo para isso. Tem pessoas sérias no comando, um forte investidor por trás. A seriedade é vista nos momentos difíceis. E na fase complicada, a diretoria da Ponte ficou do meu lado. Estamos colhendo os frutos agora.


FONTE:
ttp://globoesporte.globo.com/sp/campinas-e-regiao/noticia/2013/12/grato-ponte-preta-jorginho-remoi-saida-do-fla-ainda-vou-contar-tudo.html