quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sobrando, Brasil arrasa EUA e abre voando a fase final do Grand Prix

Fazendo 25/19, 25/12 e 25/10, meninas não tomam conhecimento das atuais tricampeãs e estreiam brilhando na etapa decisiva no Japão

Por Sapporo, Japão

De forma irresistível, a seleção brasileira feminina atropelou a dos Estados Unidos na rodada de abertura do hexagonal final do Grand Prix de vôlei, em Sapporo, no Japão. Na madrugada desta quarta-feira, o time comandado por José Roberto Guimarães bateu as atuais tricampeãs por 3 a 0, parciais de 25/19, 25/12 e 25/10, em apenas 1h14m, iniciando com inspirado pé direito a fase decisiva.

A equipe nacional, segunda colocada na etapa preliminar, volta à quadra na manhã de quinta (a partir das 7h10min, de Brasília), quando enfrentará as donas da casa. As americanas, por sua vez, encaram as sérvias, que estrearam no hexagonal decisivo sendo derrotadas por 3 a 1 pelas invictas chinesas, donas da melhor campanha na fase inicial. O SporTV transmite as partidas.


Seleção brasileira feminina 3 x 0 EUA, Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)Thaisa não toma conhecimento do bloqueio e crava na quadra americana (Foto: Divulgação / FIVB)
 
Vencedor em 1994/96/98/2004/05/06/08/09, o Brasil luta pelo nono título da competição. Vencedoras das três últimas edições (bateram as brasileiras nas três finais), as americanas conquistaram o campeonato em outras duas oportunidades, somando cinco canecos.

O jogo

Com lá e cá até o quinto ponto, a seleção brasileira abriu 4 a 2 no primeiro set após bloqueio de Fabiana, mas um erro de Fê Garay na recepção deixou tudo igual em 4 a 4. A parcial mantinha-se equilibrada até Glass se aproveitar equivocado de toque brasileiro e levar as americanas à vantagem para a primeira parada técnica: 8 a 7.

Seleção brasileira feminina 3 x 0 EUA, Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação / FIVB) 
Além da técnica e da precisão, a seleção mostrou muita raça diante das tricampeãs (Foto: Divulgação / FIVB)
 
O embate seguiu parelho, e um bloqueio triplo colocou o time de Zé Roberto Guimarães de novo na frente, agora com 11 a 10. A nova vantagem impulsionou o quadro nacional, que dominou as ações e fez 16 a 10, depois de um ace de Fê Garay.

Sobrando em quadra, o Brasil chegou a 18 a 10, levando Karch Kiraly a pedir tempo para os EUA. Forte no ataque e já com Sheilla temporariamente em lugar de Monique, a seleção mantinha o ritmo, marcando incontestáveis 21 a 11. O treinador, porém, colocou em ação Fawcett, que liderou uma estéril reação da equipe americana, agora encostando no marcador (23 a 18). Mas as meninas brasileiras, determinadas, não se abalaram e fecharam a parcial em 25 a 19, com um míssil de Fê Garay.

Fê Garay contra os EUA, Grand Prix de vôlei (Foto: Divulgação / FIVB) 
Fê Garay foi arrasadora (Foto: Divulgação / FIVB)
 
Aproveitando-se de um erro dos EUA, o Brasil saiu na frente no segundo set, mas um falha de Garay proporcionou a virada do time dos Estados Unidos, agora mais ligado no jogo. Depois de ver as rivais abrirem (3 a 5), no entanto, a seleção reagiu com cinco pontos seguidos e mudou o placar para 8 a 5.

As meninas mantiveram o ritmo após a parada técnica e, com um contra-ataque mortal de Monique e a precisão de Fabiana, fizeram 10 a 5. Unindo técnica, dinamismo e força, esta uma das qualidades marcantes de Fernanda Garay, o Brasil seguiu o passeio e fechou a segunda parcial em impressionantes 25 a 12.

A seleção entrou no terceiro set para liquidar de vez a fatura e logo conseguiu 5 a 1. No desespero, os EUA partiram com tudo em busca de uma reação e chegaram a equilibrar por alguns instantes. Mas não tinha jeito, o jogo era do Brasil, que aumentou a pressão, abrindo para 14 a 7.

Com a partida praticamente definida, coube as inspiradas meninas brasileira apenas manterem o ritmo. Donas de um bloqueio robusto e de um ataque avassalador, agigantaram-se ainda mais, matando a parcial em 25 a 10 e a partida em inabaláveis 3 a 0, selando com brilho uma estreia animadora na fase final do Grand Prix.
 

Seleção brasileira feminina 3 x 0 EUA, Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação / FIVB) 
As meninas mostraram que estão fortes na luta pelo nono título do Grand Prix (Foto: Divulgação / FIVB)
 
Confira as escalações das equipes:

Brasil: Fabiana, Dani Lins, Thaisa, Gabi, Monique e Fernanda Garay, com Fabi de líbero. Entraram: Sheilla e Michelle

Treinador: José Roberto Guimarães

EUA: Glass, Gibbemeyer, Harmotto, Hildebrand, Murphy, Hill, com Tamari Miyashiro de líbero. Entraram: Fawcett, Lichtman, Paolini, Hood e Hagglund
Treinador: Karch Kiraly

Confira os duelos da rodada de abertura da fase final do Grand Prix

Sérvia 1 x 3 China (21/25, 25/22, 17/25 e 20/25)
Brasil 3 x 0 EUA (25/19, 25/12 e 25/10)
Japão x Itália


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/08/sobrando-brasil-arrasa-eua-e-abre-voando-fase-final-do-grand-prix.html

copa sul-americana - Vanderlei brilha nos pênaltis, Coritiba elimina o Vitória e avança às oitavas

Após vitória por 1 a 0 no tempo normal, time paranaense festeja classificação para a fase internacional graças a três defesas do seu goleiro

A CRÔNICA 
 
por GLOBOESPORTE.COM

O Coritiba venceu o Vitória nesta terça-feira por 4 a 3, nos pênaltis, e se classificou para a fase internacional da Copa Sul-Americana. Na gelada noite curitibana, os donos da casa fizeram 1 a 0 no tempo normal, devolvendo o placar do primeiro jogo, em Salvador. Nas penalidades, brilhou a estrela do goleiro Vanderlei, que defendeu três cobranças, uma delas do argentino Maxi Biancucci. Wilson, goleiro do Vitória, bem que tentou, evitando dois gols nos tiros diretos.
O Coritiba avança para as oitavas de final da Sul-Americana e pega o vencedor do confronto entre Itagui, da Colômbia, e River Plate, do Uruguai, que será decidido nesta quarta-feira. Na primeira partida, o Itagui venceu por 1 a 0.

Primeiro tempo sem brilho
O Coritiba entrou com formação ofensiva com os atacantes Geraldo, Bill e Julio César precisando do resultado e com a expectativa de que o time começasse pressionando, para tentar igualar o placar logo no início. No entanto, começou muito ansioso, errando passes, rifando a bola e tentando chutes sem perigo que irritavam o técnico Marquinhos Santos.

Já o Vitória fazia o seu trabalho de cortar as jogadas, tentar o contra-ataque e manter a vantagem obtida no primeiro jogo. Quando a chance aparecia, o artilheiro Maxi Biancucchi assustava. E foi assim que quase abriu o placar antes dos 15 minutos ao invadir a área, mas a jogada foi cortada na hora certa por Chico.

Vanderlei comemora a classificação do Coritiba (Foto: Daniel Castellano / Futura Press)
 
Com tantos erros, as jogadas mais ríspidas começaram a aparecer e os cartões amarelos também. Pelo Coritiba, Chico já havia recebido aos 5 minutos por falta em Maxi, que também foi o motivo do cartão do Junior Urso em infração pertinho da área. Do lado do Vitória, Vitor Ramos também foi amarelado por impedir o avanço de Geraldo em outra cobrança perigosa, mas sem mexer no placar.

No finalzinho, Geraldo foi um pouco mais ativo aproveitando os espaços pela esquerda. Bill ainda fez a torcida suspirar com um chute forte pela direita, que bateu nas redes pelo lado de fora. Renato Cajá e Maxi Biancucchi testavam a zaga coxa-branca e o goleiro Vanderlei, mas o primeiro tempo acabou como começou: frio no clima e no campo.

Coritiba faz o primeiro, mas o frio 'congela' o placar
No segundo tempo, os dois times vieram com a mesma formação, mas o Coritiba já se mostrou diferente aproveitando a primeira chance. Logo no comecinho, o zagueiro Fabricio deu bobeira na frente de Bill, que ficou com a bola e avançou até a linha de fundo para cruzar para Julio Cesar mandar para as redes.

A resposta do Vitória veio do banco e o técnico Caio Junior sacou Dinei para a entrada de Pedro Oldoni. Mas era o Coritiba que continuava esquentando o jogo, e Julio César perdeu a oportunidade de fazer o segundo ao mandar na trave depois de passe de Victor Ferraz antes dos 10 minutos.

Maxi Biancucchi e Junior Urso Vitória x Coritiba (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado) 
Maxi deu trabalho ao Coxa, mas desperdiçou a cobrança de pênalti (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)
Com o resultado levando o jogo para os pênaltis, Caio Junior tirou o meia Felipe Lima e colocou o atacante Marquinhos. Os dois times se abriram chutando mais a gol e as bolas paradas passaram a ser um dos recursos. Mas, sem Alex, o Coxa não assustava e o Vitória também não tinha nenhum grande batedor para fazer a diferença.

Apagado no segundo tempo, Geraldo deu lugar para Arthur no Coritiba quando o jogo chegava aos 30 minutos. Ele teve uma boa chance cinco minutos depois, mas as oportunidades dos dois times passaram a ficar cada vez mais raras até o apito final aos 48 minutos de jogo.

Goleiros dão show, mas Vanderlei pega um a mais
As cobranças de pênalti começaram com Fabrício, do Vitória, que bateu no canto direito de Vanderlei. Vitor Junior abriu o marcador para o Coritiba, mandando no canto esquerdo. Luis Alberto fez o segundo da equipe baiana e Bill deixou tudo empatado.

O artilheiro do vitória Maxi Biancucchi foi o terceiro, mas Vanderlei acertou o lado e espalmou a bola comemorando muito. Arthur acabou chutando fraco no mesmo canto esquerdo e Wilson fez a defesa. Vanderlei deu a vantagem para o Coritiba defendendo a cobrança de Pedro Oldoni, mas Wilson não ficou para trás e espalmou a cobrança de Victor Ferraz.
Marquinhos completou a série de cinco gols fazendo para o Vitória e Julio César não perdeu, passando a série para as alternadas. Vanderlei foi gigante pegando seu terceiro pênalti na cobrança de Eliseu e Gil fechou para a alegria do Coritiba e da torcida.

 
FONTE: