domingo, 6 de novembro de 2011

Nishikori ignora desinteresse de Nole, vira com pneu e vai à final na Basileia

TÊNIS INTERNACIONAL 2011
 Japonês enfrenta Roger Federer, que venceu o duelo suíço contra Wawrinka

Por GLOBOESPORTE.COM Basileia, Suíça
 
Kei Nishikori foi duplamente superior neste sábado. O japonês conseguiu fazer frente a Novak Djokovic e, com grandes jogadas, virou sobre o sérvio na semifinal do ATP 500 da Basileia. Quando o líder do ranking perdeu o interesse pela partida e puxou claramente o freio, o número 32 do mundo mostrou respeito pela torcida e pisou ainda mais no acelerador. Com um pneu na terceira etapa, selou a vitória, de virada, por 2 sets a 1 (parciais de 2/6, 7/6(4) e 6/0).  Na decisão, terá como adversário Roger Federer, que levou a melhor no duelo suíço contra Stanislas Wawrinka.

Enquanto Djokovic perdeu a chance de jogar sua 12ª final na temporada, Nishikori chega pela primeira vez na carreira à disputa de um título de ATP 500. Com o feito, o atleta nipônico deve alcançar a 25ª posição no ranking na próxima semana.

tênis Djokovic (Foto: AP)Djokovic lamenta ponto perdido contra Nishikori  (Foto: AP)
 
Djokovic quebrou o serviço de Nishikori duas vezes já no início do jogo. O japonês deu o troco na única oportunidade que teve na parcial, e o sérvio solicitou atendimento médico. Após receber tratamento do fisioterapeuta no ombro direito, o número 1 do mundo voltou à quadra, quebrou pela terceira vez o saque do rival e fechou o set em 6/2.

tênis Kei Nishikori (Foto: AP) Kei Nishikori derrotou o sérvio (Foto: AP)
 
No início da segunda etapa, o tenista nipônico endureceu a partida se pôs em vantagem sobre Nole pela primeira vez. Com uma quebra no quinto game e a confirmação na sequência, abriu 4/2. O sérvio, porém, venceu três games seguidos e virou para 5/4. Nishikori igualou o placar outras duas vezes e forçou o tie-break. No desempate, o número 32 do ranking mostrou ousadia e empatou e jogo com 7/6(4).

Embalado, Nishikori voltou para a terceira parcial com jogadas ousadas e surpreendeu o sérvio. Quando o japonês abriu 3 a 0, o número 1 do mundo pareceu abrir mão da partida. Forçou desnecessariamente várias bolas e até recolheu a raquete em um lance. O asiático ignorou a falta de interesse do rival e soltou o braço. Com um pneu, selou a vitória de virada sobre o líder do ranking.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2011/11/desinteressado-djokovic-leva-virada-de-nishikori-que-vai-final-na-basileia.html
 

No duelo alvinegro, o 'indesejável' visitante Figueira bate o Botafogo

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL 2011 - Série A

Catarinenses acabam com invencibilidade dos cariocas no Engenhão e atingem provisoriamente o G-5. Caio Jr. é hostilizado pela torcida
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
O Botafogo, dono da casa, defendia invencibilidade de 14 partidas no Engenhão neste Campeonato Brasileiro. O Figueirense pisava em campo como um visitante indesejado: nos últimos oito jogos fora, vencera cinco e empatara três. No interessante duelo alvinegro, neste sábado, de poucos espaços e muita luta, o sonho botafoguense de alcançar a liderança, ainda que provisória, esbarrou na intenção dos catarinenses em brigar por vaga para a Libertadores e, por que não, voltar a sonhar com título, apesar de remotíssimas chances matemáticas. E o Figueira levou a melhor por 1 a 0.
Com um gol de Júlio César, logo aos cinco minutos, o time catarinense saiu com uma vitória que o deixa com 53 pontos ganhos e provisoriamente na quinta colocação, o sonhado G-5.  O Botafogo, que perdeu a invencibilidade no Engenhão e viu o técnico Caio Jr. ser hostilizado pela torcida, se mantém com 55, na terceira posição. Mas, no domingo, terá de torcer para Corinthians e Vasco não dispararem na tabela e não ser alcançado pelo Fluminense para se manter próximo na briga pelo título.
Na próxima rodada, os cariocas farão clássico importante com o Vasco, domingo, no Engenhão. O Figueira, invicto há 12 partidas, receberá o Atlético-MG, no sábado.
Julio Cesar comemora gol do Figueirense sobre o Botafogo (Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo)Júlio César marca 10º gol no Brasileiro e dá vitória ao Figueirense (Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo)
Gol rápido do Figueira


A torcida do Botafogo compareceu bem. Foram mais de 25 mil presentes ao Engenhão. O jogo começou frenético. Com Lucas na lateral direita, Léo como volante e Renato adiantado no meio-campo - Herrera acabou sacado -, a intenção de Caio Jr. era fazer o Botafogo avançar sem perder o bom poder de marcação.  Era grande a cautela, principalmente com os avanços do lateral-esquerdo Juninho. O técnico, no entanto, viu sua intenção de aumentar a força defensiva acabar em cinco minutos. E foi pelo outro lado que saiu a jogada. Pela direita, o Figueirense mostrou - e bem - o seu cartão de visitas. Wellington Nem tocou para Júlio César, que soltou a bomba de longe, com a canhota. A bola ainda resvalou em Fábio Ferreira e surpreendeu Jefferson, encoberto: 1 a 0 Figueira.
O camisa 99 não só jogou uma ducha na torcida alvinegra como deu outro susto, pouco depois, pela esquerda. Dessa vez, Jefferson conseguiu defender. E aí foi a vez de o Botafogo apertar. A marcação da defesa adiantou, a torcida começou a empurrar, e o time saiu um pouco do sufoco inicial. Tanto que Loco Abreu, após falha de Roger, teve duas chances seguidas para empatar o jogo. Na primeira, Wilson fez grande defesa. Na outra, a bola resvalou em Roger, que se redimiu.

Poucos espaços
A essa altura, o Figueirense já dava campo para voltar a surpreender nos contra-ataques. O Botafogo procurava, principalmente pela esquerda, com Maicosuel, criar logo uma boa chance. O meio-campo do Figueira, no entanto, encurtava os espaços. A solução da equipe carioca passou a ser a bola aérea. Em uma, Antônio Carlos cabeceou rente à trave.
Se Elkeson, Maicosuel e Renato tinham dificuldades de deixar um isolado Loco Abreu de cara para o gol - Cortês pouco subia para ajudar -, o Figueirense arrumava sempre um espaço na defesa alvinegra para perturbar. E desperdiçou uma chance de ouro. Juninho avançou para o meio e tabelou com Júlio César, que livre, no meio da zaga, arrancou, driblou Jefferson e mandou para fora.
Wellington Nem também começava a encaixar bem o contra-ataque catarinense. A torcida do Botafogo, já impaciente, vaiava o time. Maicosuel e Elkeson alternavam de lado. Renato não superava pelo meio o bom bloqueio do Figueira, que desarmava bem. Bolas paradas e centros para a área também não adiantaram. No fim do primeiro tempo, gritos de burro para Caio Jr. mostraram a insatisfação da torcida.

Herrera em campo
Caio Jr. mudou de ideia e atendeu aos apelos da torcida: Herrera entrou para fazer companhia a Loco Abreu no ataque. No lugar de Léo, aquele mesmo escalado para aumentar a marcação no meio-campo. No Figueirense, Bruno Vieira, que havia feito um bom primeiro tempo, saiu, machucado, para a entrada de Pablo.
Com o atacante argentino aberto pela direita, Elkeson passou a circular mais. Mas não estava inspirado. A torcida voltou a apoiar o Botafogo, que ainda tinha dificuldade em encontrar espaços. Até a altura dos 20 minutos, o lance que mais provocou frisson foi uma jogada pela direita, em que o coro da arquibancada pediu pênalti de Édson Silva em Lucas - foi logo no começo, aos quatro. O árbitro Héber Roberto Lopes mandou o jogo seguir. E o Figueirense, sempre perigoso nos contra-ataques, perdeu uma chance de ampliar o placar aos 19, quando Wellington Nem recebeu de Coutinho e bateu rasteiro. Jefferson salvou.

Vaias e gols perdidos
A torcida do Botafogo começou a desanimar. Elkeson e Maicosuel caíam de rendimento. O primeiro isolava as cobranças de falta. O segundo errava muitos passes. Caio Jr. trocou Elkeson por Everton. E ganhou mais vaias. No Figueira, Jonatas já havia substituído Túlio. E Coutinho, machucado, também saiu para a entrada de João Paulo.
Debaixo de gritos ofensivos a Caio Jr., Lucas quase empatou aos 34. Pouco depois, o lateral iniciou outra boa jogada. Centrou na cabeça de Loco Abreu, que serviu Everton. O camisa 10 perdeu a maior chance para o Botafogo. No fim, o time, já sem pernas, via Lucas cair ao esbarrar com a bandeirinha de escanteio e ouvia a torcida voltar com os gritos de burro ao técnico Caio Jr. "O Botafogo não precisa de você", vociferava, após um palavrão, para o treinador. O Figueira, comandado por Elias no meio-campo, só tocava a bola para o tempo passar. Ainda levou um susto com Loco Abreu, de cabeça, aos 45. Mas a bola foi para fora. E a missão acabou sendo cumprida.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2011/05-11-2011/botafogo-figueirense.html