sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sidão vê força da torcida polonesa como aperitivo para Olimpíadas 2016

Central da seleção brasileira afirma que nos Jogos Olímpicos, Brasil terá ginásio lotado a favor. Com apoio do torcedor, atleta vê Brasil favorito ao ouro olímpico


Por Taubaté, SP


Brasil x Alemanha Bruninho Sidão Mundial vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)Sidão em ação pela Seleção durante o Mundial deVôle(Foto: Divulgação/FIBV)


O ginásio lotado apoiando a Polônia foi como um jogador a mais contra o Brasil na final da Liga Mundial, na Europa. Apesar do peso da derrota, para o central Sidão, o jogo foi bom para mostrar o suporte que a Seleção terá nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Uma amostra do que será os Jogos Olímpicos no Brasil poderá ser conferida no ano que vem, já que as finais da Liga Mundial serão no Brasil. Os poloneses são um exemplo a ser seguido, para Sidão.

- A torcida deles é muito bonita, muito respeitosa. Um show à parte, sempre respeitando o adversário. É uma coisa que temos que aprender muito ainda. Mas nossa torcida não deixa nada a desejar para eles. O povo brasileiro é muito caloroso, incentiva muito e ajuda muito o esporte. Tenho certeza que vai ser completamente difícil para os adversários, assim como foi para nós jogar lá - disse Sidão durante sua apresentação no Vôlei Taubaté.


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Outro fator que pesou para a derrota brasileira, segundo o atleta, foi o estilo de jogo dos poloneses, que souberam surpreender no último jogo. Como o Brasil começou o torneio com dificuldades e cresceu ao longo da competição, na reta final, os adversários souberam neutralizar as principais jogadas brasileiras.
- A gente começou uma temporada muito irregular. Fomos buscando essa regularidade ao longo do campeonato. Chegamos na fase final do campeonato, jogando perfeitamente. As coisas saíam muito mais naturais. Mas foi uma final que eles conseguiram anular a gente de alguma forma e fizeram coisas que a gente não esperava - afirmou o atleta.


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FONTE:

Comércio se enfeita com cartazes, mas Mundial não envolve bela Trieste

Sem o time da casa jogando na cidade, arquibancadas do Palatrieste, palco da seleção brasileira na primeira fase da competição italiana, têm ficado vazias


Por Direto de Trieste, Itália


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A pequena e bela cidade portuária de Trieste, localizada no Nordeste da Itália, parece nem perceber que está recebendo um grande evento internacional de esporte. Salvo por alguns cartazes colados na vitrine de restaurantes e lojas da principal área turística da cidade, seria difícil imaginar que a região é uma das sedes do Mundial feminino de vôlei 2014. As arquibancadas do ginásio Palatrieste geralmente vazias nos jogos realizados nos três primeiros dias do torneio indicam o pouco interesse da população local. Enquanto isso, em Roma, onde o grupo da Itália joga a primeira fase, o cenário tem sido bem diferente.

Ginásio Palatrieste vazio no jogo Brasil x Camarões no Mundial feminino de vôlei (Foto: Lydia Gismondi)
Ginásio Palatrieste vazio no jogo 
Brasil x Camarões no Mundial 
feminino de vôlei 
(Foto: Lydia Gismondi)


As brasileiras não têm do que reclamar da “casa” da seleção na primeira fase do Mundial feminino de vôlei. A cidade, que tem apenas cerca de 200 mil habitantes, é tranquila, não tem problema de trânsito, o clima é agradável e, além de todas essas facilidades, é muito bonita. 

-  A cidade é muito gostosa, muito linda. Está todo mundo gostando muito - disse a ponteira bicampeã olímpica.

Trieste, sede do Mundial feminino de vôlei 2014 (Foto: Lydia Gismondi)
Trieste, cidade portuária localizada 
no Nordeste da Itália, é encantadora 
(Foto: Lydia Gismondi)


A história da região também chama atenção e desperta interesse. No século XIII, Trieste era um território de domínio austríaco e, até hoje, carrega influências dessa mistura. Durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo parte novamente da Itália, o local sofreu invasão nazista e foi campo de concentração. Hoje, o conjunto de edifícios (Risiera di San Sabba) utilizado para manter prisioneiros naquela época virou parte da rica história da cidade e, consequentemente, um de seus principais pontos turísticos. 

Trieste, sede da primeira fase do Mundial feminino de vôlei (Foto: Lydia Gismondi)Loja de sapato com cartaz da competição no meio da vitrine (Foto: Lydia Gismondi)


Nas regiões mais turísticas da cidade é possível notar que o comércio local se envolveu com o Mundial feminino de vôlei. Algumas lojas e restaurantes estampam em suas vitrines cartazes oficiais da competição. As lojas de departamento que vendem lembranças ligadas ao torneio, no entanto, são raras. 

O Mundial vôlei parece ainda não ter conquistado a população local. Nos primeiros dias de jogos, as arquibancadas do Palatrieste ficaram vazias. O fato da Itália jogar na primeira fase em outra cidade (Roma) e os horários dos jogos (10h30, 17h e 20h) dificultam ainda mais o interesse dos torcedores. O ginásio só não tem ficado mais vazio porque a organização está convidando escolas para participarem do evento levando os estudantes.

- A gente tem que criar as nossas próprias motivações. A gente sabe que o time da casa não está nesse grupo. Tive a oportunidade de ver uma foto da etapa de Roma, onde a Itália está jogando, e estava lotado. Então, acho que é normal – comentou a ponteira Fernanda Garay.  

Trieste, sede da primeira fase do Mundial feminino de vôlei (Foto: Lydia Gismondi)Restaurante também exibe propaganda do torneio de vôlei em Trieste (Foto: Lydia Gismondi)


Com três vitórias por 3 sets a 0 em três partidas, o Brasil já garantiu a classificação matemática para a segunda fase da competição, e os confrontos restantes servirão apenas para acumular mais pontos e definir a classificação para a próxima etapa. Depois de um dia de folga, a seleção volta a jogar neste sábado, contra a Turquia. A partida será às 15h (de Brasília), no Palatrieste, com transmissão ao vivo do SporTV e cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com. Os assinantes do Canal Campeão também podem acompanhar os lances pelo SporTV Play.


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