sábado, 8 de fevereiro de 2014

Rei na barriga: amor e ódio temperam relação de Renato com o Flamengo

Ídolo dos tricolores pelo gol marcado na decisão do Carioca de 95, ex-atacante é figura controversa entre os rubro-negros, apesar de títulos, gols e muitos jogos

Por Rio de Janeiro

Os gols e os dribles na Libertadores e no Mundial de 1983 fazem de Renato Gaúcho – em Porto Alegre, o Portaluppi – um mito para os torcedores do Grêmio. A barrigada histórica na decisão do Carioca de 1995 contra o Flamengo o transformou em ídolo no Fluminense. E foi naquele lance, um único lance, que ele virou figura controversa entre a torcida do Flamengo. Com exceção do Tricolor gaúcho, clube que defendeu em 262 partidas, Renato nunca jogou tanto por outra equipe como no Flamengo. De 1987 a 1998, foram quatro passagens pela Gávea e uma relação de ódio e amor eterna. Em 213 jogos, fez 68 gols. E ganhou títulos importantes. Em 87, campeão brasileiro. Em 90, da Copa do Brasil. Nas Laranjeiras, por exemplo, onde a idolatria é muito maior, jogou 71 vezes, fez 26 gols e ganhou apenas o estadual de 95.

Mas se é o Rei do Rio para os tricolores das Laranjeiras, quase sempre é tratado pelos rubro-negros como plebeu. Culpa da barriga. Renato costuma ouvir vaias dos torcedores do Flamengo em jogos beneficentes no Maracanã. Foi assim em 2009 e em 2013, nas partidas promovidas por Zico. E nas duas vezes lidou com naturalidade. Em uma delas, sentenciou que trabalharia na Gávea como treinador em algum momento da carreira.  

– Alguns torcedores não me perdoam por causa do gol de barriga, mas eu tenho um carinho muito grande pela torcida, pelo clube e tenho certeza de que um dia vou trabalhar no Flamengo. Aí a torcida vai estar do meu lado – disse Renato à época. 

Montagem renato gaucho flamengo e fluminense (Foto: Editoria de Arte) 
Renato em dois momentos: campeão pelo Flu, 
em 1995, e em ação pelo Flamengo 
(Foto: Editoria de Arte)
 
A situação se repetiu em 28 de dezembro do ano passado. Em entrevista ao GloboEsporte.com, tratou o assunto com a conhecida irreverência. E não deixou de contar vantagem.

– Vão sempre pegar (no meu pé). No dia a dia os flamenguistas me amam. Até no dia da minha apresentação (em janeiro, no Fluminense) tirei foto com um no hotel. Só que lá (Maracanã) é a maneira de pegar no pé, mas no fundo eles gostam de mim. Até pelo que fiz pelo próprio Flamengo. Levo na boa, sei que gostam de mim. Sou profissional. Quando era jogador, vestia a camisa do Flamengo e me dedicava totalmente. Fui campeão de um lado, campeão do outro. Joguei no Botafogo. É difícil para um jogador atuar em três grandes do Rio e ser ídolo de três torcidas. Só não joguei no Vasco, mas fui ídolo como treinador do Vasco. Muito difícil ser querido pelas quatro torcidas. No momento em que estiver de um lado, as outras vão provocar. Quando cruzo com flamenguistas,  pedem fotos, autógrafos. Mas no estádio o que eu vou fazer?
  

Renato Gaucho coletiva do Fluminense (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)Renato Gaúcho fala sobre o Fla-Flu de sábado (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)
 
Renato revê o Flamengo e sua torcida novamente como adversário neste sábado. Os times se enfrentam no Maracanã, às 19h30m (de Brasília), pela sétima rodada do Carioca. Do lado tricolor, ele esfria aquela certeza de que trabalhará novamente na Gávea, mas não descarta.

– Sou profissional, estou no Fluminense, me sinto muito bem aqui. Quando vesti a camisa do Flamengo como jogador, sempre procurei honrar, como em todos os clubes por que passei. Joguei alguns anos, ajudei em alguns títulos. Sempre fui profissional. Continuo sendo como treinador, mas agora estou numa grande equipe, que tem uma grande torcida. Sempre vou fazer o melhor pelo Fluminense. O meu futuro? Não sei. Sou profissional. Espero ficar muitos anos aqui, mas vida de treinador vocês sabem como é. Estou muito feliz aqui.

Como jogador do Fluminense, Renato enfrentou o Flamengo seis vezes e não perdeu. Foram quatro vitórias, dois empates e cinco gols marcados.

– É, jogando eu me dava bem (risos) – brincou. 

Como técnico tricolor, dirigiu a equipe em 12 oportunidades diante do Rubro-Negro. Foram quatro vitórias, três empates e cinco derrotas.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/campeonato-carioca/noticia/2014/02/rei-na-barriga-amor-e-odio-temperam-relacao-de-renato-com-o-flamengo.html

Coutinho brilha com o Liverpool em massacre sobre o líder Arsenal: 5 a 1

Brasileiro não marca, mas participa ativamente de chocolate em Anfield com direito a quatro gols nos primeiros 19 minutos. Sterling e Sturridge anotam duas vezes cada

Por Liverpool, Inglaterra

 
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Philippe Coutinho vive a expectativa de ser convocado por Luiz Felipe Scolari para a seleção brasileira na próxima terça-feira. A concorrência no meio-campo é grande, mas atuações como a deste sábado reforçam a fase mágica que vive o camisa 10 do Liverpool. E ele sequer precisou marcar para se tornar um dos destaques do massacre dos Reds sobre o líder Arsenal por 5 a 1, em Anfield Road, em jogo que abriu a 25ª rodada do Campeonato Inglês.

O brasileiro ficou em campo durante os 90 minutos, deu uma linda assistência para Daniel Sturridge e participou ativamente dos lances ofensivos do Liverpool – atuando como peça-chave nos contra-ataques ao roubar a bola no meio-campo e lançar os companheiros. O zagueiro Skrtel e o atacante Sterling, com dois gols cada, também brilharam. Arteta, de pênalti, descontou.


- Tivemos uma grande atuação. O time todo foi muito bem e tudo deu certo. Pude dar a minha colaboração, como tento fazer em todos os jogos e hoje tudo se encaixou. Conseguimos marcar forte, não dar espaços e jogar em velocidade. Foi um jogo perfeito – disse Coutinho.

Philippe Coutinho comemora, Liverpool x Arsenal (Foto: Getty Images) 
Philippe Coutinho comemora com Suárez, 
Sturridge e Sterling: Liverpool deu show 
contra o Arsenal (Foto: Getty Images)


Desde o primeiro tempo já se sabia que a tarde seria de Suárez e companhia. Melhor: desde os 19 minutos, quando o time do técnico Brendan Rodgers vencia por 4 a 0 num dos maiores chocolates que Anfield presenciou. O resultado acachapante tirou os Gunners da liderança, já que o Chelsea chegou aos 56 pontos ao derrotar o Newcastle, por 3 a 0. A equipe de Arsène Wenger estacionou nos 55 e está em segundo.

O Liverpool, por sua vez, se enche de confiança em sua reconstrução para alcançar o maior objetivo da temporada: a classificação para a Liga dos Campeões. Os Reds somam 50 pontos e ocupam a quarta colocação. O mais próximo é o rival Everton, com 45 pontos e um jogo a menos.


Sturridge comemora, Liverpool x Arsenal (Foto: AP) 
Sturridge comemora o quarto gol do Liverpool 
após assistência primorosa de Coutinho (Foto: AP)

Anotou a placa?

Quem esteve no Anfield Road presenciou uma das maiores atuações dos donos da casa num intervalo tão curto de tempo. Bastaram 19 minutos de jogo para o Liverpool decidir o clássico contra o Arsenal, ninguém menos do que o líder do Campeonato Inglês. Houve eficiência, combatividade, velocidade e, claro, gols.

Os Reds marcaram quatro vezes neste pequeno período. O primeiro logo aos 52 segundos, numa falta cobrada por Gerrard que encontrou Skrtel absolutamente sozinho na grande área – o eslovaco estava levemente adiantado, mas os visitantes sequer reclamaram. De fato, seria um mero detalhe diante do que estava por vir.

O próprio Skrtel seria o responsável por ampliar o placar. Aos dez, novamente na bola parada, Gerrard achou o zagueiro, que acertou linda cabeçada para encobrir Oxlade-Chamberlain e Szczesny. A bola na trave de Luis Suárez, numa finalização mágica e improvável logo em seguida, indicava um placar ainda mais elástico.


Skrtel LIVERPOOL X ARSENAL (Foto: Reuters) 
Skrtel abriu o placar com apenas 52 segundos 
de jogo (Foto: Reuters)


Foi quando entrou em ação um outro Liverpool. Um time totalmente entrosado e mordedor engoliu o adversário como se fosse um pobre qualquer das divisões inferiores. Com marcação sob pressão no meio-campo e um contra-ataque de almanaque, os Reds fariam o terceiro e quarto. Aos 16, Özil foi desarmado, Henderson acionou Suárez, que cruzou para Sterling completar. Philippe Coutinho apareceria aos 19 com uma linda assistência para Sturridge fechar a conta do primeiro tempo.

'Só' cinco

Philippe Coutinho e Ozil, Liverpool x Arsenal (Foto: Getty Images)Coutinho leva a melhor sobre Özil: brasileiro teve grande atuação; alemão saiu apagado (Getty)
 
O Liverpool poderia simplesmente abdicar do segundo tempo, poupar seus maiores destaques e esperar o fim do jogo tocando a bola tamanha superioridade. Mas não. Preferiu manter a filosofia de jogo e tentar um resultado histórico. Estava fão fácil que o quinto gol sairia cedo, logo aos cinco minutos: Kolo Touré encontrou Sterling nas costas de Mertesacker, o jovem entrou sozinho na área e não perdoou após duas finalizações.

Desolado, Arsène Wenger mexeu três vezes de uma só vez: Özil, dono de atuação muito abaixo da média, não olhou para o treinador francês ao deixar o gramado. Fato é que o Arsenal melhorou sem o alemão e ao menos conseguiu o gol de honra aos 24, em pênalti cobrado por Arteta.

Não se pode dizer que os Gunners ensaiavam uma reação. Era preciso muito mais do que algumas finalizações para a meta de Mignolet. Do outro lado, o Liverpool seguia sobrando e teve ao menos três enormes oportunidades para chegar ao sexto. Parou em Szczesny – ou na falta de capricho de Henderson após jogada brilhante de Philippe Coutinho. No fim das contas, saiu até barato.



FONTE:]
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/2014/02/coutinho-brilha-com-o-liverpool-em-massacre-sobre-o-lider-arsenal-5-1.html