sábado, 9 de abril de 2011

Caio Júnior e Vanderlei Luxemburgo usam xarás-talismãs como arma

Caio, do Botafogo, e Wanderley, do Flamengo, têm sido importantes opções de suas equipes no decorrer dos jogos

Por Gustavo Rotstein, Richard Souza e Thiago Fernandes Rio de Janeiro

Botafogo e Flamengo se enfrentam neste domingo e as torcidas depositam suas esperanças nos craques de cada time. Loco Abreu e Herrera de um lado, Ronaldinho e Thiago Neves de outro. Mas, se o jogo estiver difícil para algum dos times, o torcedor já sabe que pode contar com os “talismãs” que estão no banco. Caio e Wanderley são as armas secretas de suas equipes.
Montagem Caio Junior e Caio.  Luxemburgo e Wanderley (Foto: Reprodução)Caio Junior e Vanderlei Luxemburgo contam com os xarás-talismãs no clássico (Foto: Reprodução)

Neste ano, os dois têm sido usados sistematicamente como opções para mudar a partida. Caio já entrou no decorrer de um jogo dez vezes, enquanto Wanderley foi utilizado assim em oito oportunidades. Os dois foram titulares quatro vezes. Ambos têm cinco gols na temporada.
- Estou usando o Caio sempre. Ele tem uma característica importante. Tem velocidade e acredita no potencial dele. É muito importante para o treinador ter um jogador de banco assim, que pode entrar e mudar o ritmo de jogo - analisou Caio Júnior.
Um fato curioso é que ambos, além de serem queridos por suas respectivas torcidas, têm o mesmo nome de seus técnicos (no caso de Wanderley, com grafia diferente do comandante).
- Isso é uma coincidência engraçada. Admiro o futebol do Caio, ele tem muitas qualidades. Espero que tenha sucesso, mas quero que o Fla saia vencedor do clássico - disse Wanderley.

Talismãs, sim, mas querendo ser titulares
Wanderley e Caio gostam do carinho da torcida e não se incomodam com a fama de talismãs. Mas querem mostrar trabalho para deixarem o banco de reservas não durante a partida, mas antes mesmo dela começar.
- Tenho que continuar a fazer gols para ver se coloco uma pulga na orelha do professor. Respeito Herrera e Abreu, que são grandes jogadores, mas vou seguir buscando meu espaço no Botafogo e aproveitando as oportunidades que o Caio Júnior vem me dando - garantiu Caio.
- Isso de ser talismã é mais uma coisa da torcida e da imprensa, que colocam esse rótulo. Quando você entra e faz os gols é muito bom. As pessoas passam a acreditar mais em você e pedir sua entrada nas partidas - afirmou Wanderley.
Botafogo e Flamengo se enfrentam neste domingo, no Engenhão. O jogo tem início às 18h30m (horário de Brasília) e é válido pela sétima rodada da Taça Rio.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/campeonatos-estaduais/campeonato-carioca/noticia/2011/04/caio-junior-e-vanderlei-luxemburgo-usam-xaras-talismas-como-arma.html

Em 'festa rosa', Vôlei Futuro vence o Cruzeiro e força terceiro jogo na semi

SUPERLIGA MASCULINA DE VÔLEI 2010/2011


Em partida marcada pelas homenagens ao meio de rede Michael, time de Araçatuba vence no tie-break e leva para Contagem a decisão da vaga na final




Por João Gabriel Rodrigues Araçatuba, SP

OBSERVAÇAO DO BLOG :

"No Tie-Break quando o Placard acusava 13x12 para os mineiros, Camejo invadiu por cima

ESCANDALOSAMENTE, E O ARBITRO??? deu o ponto para os Paulistas, evitando o Match Point da Equipe mineira"


Os gritos, desta vez, eram de apoio. A cada passo que dava rumo ao saque, Michael ouvia o incentivo da torcida, que pintou de rosa o ginásio em Araçatuba. Dentro de quadra, os jogadores do Vôlei Futuro também entraram na campanha, com camisetas em homenagem ao companheiro no aquecimento, ataduras rosas nas mãos e até o uniforme acro-íris do líbero Mário Jr. A festa estava montada, e o Cruzeiro, que chegou a liderar por duas vezes, fez de tudo para estragá-la. No tie-break, contudo, o time da casa fez a alegria da torcida e se manteve vivo na Superliga com uma vitória dramática por 3 sets a 2 (19/25, 25/17, 21/25, 25/22 e 18/16).
O resultado iguala a série semifinal e força a terceira e decisiva partida na próxima sexta-feira, às 20h30m. O jogo vale vaga na decisão, e o palco será o ginásio de Contagem, cenário do polêmico episódio em que Michael foi xingado pela torcida rival, criando um clima de tensão entre os clubes ao longo da semana.
Torcida Vôlei futuro bate bate rosa (Foto: João Gabriel Rodrigues /  GLOBOESPORTE.COM)A torcida coloriu o ginásio para o jogo deste sábado (Foto: João Gabriel Rodrigues / GLOBOESPORTE.COM)

O nervosismo que antecedeu o jogo entrou em quadra com os jogadores do Vôlei Futuro. No início da partida, o time de Araçatuba cometeu muitos erros e viu o Cruzeiro abrir na liderança. Michael, por exemplo, mandou na rede o seu primeiro saque, apesar dos gritos de incentivo da torcida. O time mineiro, do outro lado, parecia não se importar com a pressão vinda das arquibancadas. Ainda assim, a diferença no primeiro tempo técnico foi mínima: 8/7.
Vôlei Futura x Cruzeiro (Foto: Joao Gabriel Rodrigues da silva / Globoesporte.com)O Vôlei Futuro se mantém vivo na Superliga (Foto:
João Gabriel Rodrigues / Globoesporte.com)

Na volta, o Vôlei Futuro empatou pela primeira vez a partida, em 10/10, após uma pancada do cubano Camejo. Os passes de William e os ataques certeiros de Wallace, porém, mantiveram a vantagem mineira. O time da casa tentou reagir, mas perdeu o primeiro set por 25/19.
Na mudança de lado de quadra, Ricardinho chegou a discutir com o técnico rival, o argentino Marcelo Mendez. O levantador avisou: “Agora, eu vou jogar”. Uma nova pancada de Wallace abriu o segundo set, mas o Vôlei Futuro realmente voltou melhor. Em uma boa bola de Camejo pela esquerda, o time de Araçatuba ficou pela primeira vez na dianteira do placar.
Com passes precisos, Ricardinho deixava a jogada pronta para os canhões de Lucão e Camejo. Foi a vez do Cruzeiro se perder em quadra. Sem reação, o time mineiro não conseguiu segurar o embalo do time da casa, que fechou o set em 25 a 17.
O terceiro set começou equilibrado. O Cruzeiro voltou a se encontrar no jogo e equilibrou as ações. Ricardinho, do outro lado, continuava a brilhar. Em um lance de categoria e esforço, salvou uma bola de cabeça. Na sequência, Mário Jr., que jogou com uma camiseta com as cores do arco-íris, símbolo gay, levantou para Dentinho marcar o ponto. Na primeira parada técnica, porém, o time mineiro saiu em vantagem, com 8/7.
A partida continuou equilibrada, mas, aos poucos, o Cruzeiro foi aproveitando melhor seus ataques. Assim, o time mineiro foi construindo a sua vantagem e foi com 16/13 no segundo tempo técnico. Um ace de Michael chegou a animar o time da casa e a diferença, que chegou a ser de quatro pontos, logo caiu para dois (21 a 19). Os visitantes, no entanto, retomaram o controle do jogo e fecharam em 25/21.
Em tie-break emocionante, Vôlei Futuro fecha o jogo


Ainda embalado pelo quarto set, o Vôlei Futuro abriu o tie-break voando, com 3/0 e os jogadores pulando a cada ponto como se fosse um título. O pedido de tempo do Cruzeiro deu uma esfriada no caldeirão e na força de Vissotto. Com três falhas do oposto e um ace de Douglas, os visitantes viraram para 4/3. O equilíbrio não saiu mais de quadra, e nenhum time conseguia abrir dois pontos.
Com Wallace no saque, os mineiros fizeram 13/12, mas uma deixada Lucão igualou o placar de novo em um momento crucial do jogo. O próprio Lucão foi para o saque, dificultou a recepção, e Camejo invadiu por cima da rede, mas arbitragem não marcou. Match point para o Vôlei Futuro.
Mas o Cruzeiro não se entregou e foi buscar o seu match point com um incrível bloqueio simples do levantador William. Os donos da casa viraram de novo, e o tie-break foi se arrastando como manda o figurino de um jogo decisivo. A vitória heroica veio no saque potente de Camejo, que encerrou a partida, manteve o Vôlei Futuro vivo na Superliga e fez explodir a festa rosa no ginásio.
Bandeira Vôlei Futuro Michael (Foto: João Gabriel Rodrigues /  GLOBOESPORTE.COM)A bandeira lembra a luta contra o preconceito (Foto: João Gabriel Rodrigues / GLOBOESPORTE.COM)

FONTE: