quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dani Lins mostra o caminho, Brasil bate o Japão e se garante nas quartas



OLIMPÍADAS RIO 2016


VÔLEI FEMININO



Levantadora distribui o jogo com perfeição, e seleção, invicta, chega à terceira vitória




Por
Rio de Janeiro



(OBS. DO BLOG:
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DA MATÉRIA ABAIXO)




Dani Lins percebe a bola mais alta e resolve arriscar. Salta junto à rede, levanta o braço, mas vira a mão no último instante, sem encostar. Ali, mesmo em um jogo tão rápido, é preciso pensar antes. Ainda mais diante de um rival conhecido pela rapidez. No primeiro desafio para valer no Rio de Janeiro, o Brasil contou com a inteligência e as mãos hábeis de sua levantadora para facilitar o caminho. Na noite desta quarta-feira, a seleção se impôs e derrubou o Japão no Maracanãzinho: 3 sets a 0, parciais 25/18, 25/18 e 25/22. A vaga na sequência da Olimpíada, então, estava garantida, com antecedência.

Agora, o Brasil soma três vitórias na competição e lidera o Grupo A de forma invicta, com nove pontos. A Rússia tem a mesma pontuação, mas leva a pior nos critérios de desempate. O Japão, por sua vez, estaciona nos três pontos. Na próxima sexta-feira, a seleção volta à quadra para enfrentar a Coreia do Sul, às 22h35, enquanto as japonesas enfrentam as russas, às 20h30.

Brasil x Japão vôlei feminino (Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)
Meninas do Brasil comemoram ponto contra 
as japonesas (Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)


- Começar bem assim, para ganhar confiança, é bom demais. É um jogo muito rápido, tem que ter uma boa defesa, bolas que não estamos acostumadas. Zé pediu muito isso para a gente - disse Dani Lins após o jogo.

Natália saiu de quadra como a maior pontuadora da partida, com 16 pontos. Sheilla, com 13, e Fê Garay, com 11, foram os outros destaques. Pelo Japão, Saori Sakoda, com 11, foi o maior destaque.
Garantido nas quartas de final, Zé preferiu não comemorar aliviado. A caminho da próxima fase, diz que é mais importante terminar na primeira posição por conta do chaveamento.

- Não dá para comemorar. Minha cabeça já está no chaveamento, em quem vamos pegar. Podemos acabar pegando a Holanda ou a China - afirmou o treinador.



O JOGO

Logo no primeiro ponto, o esperado. Fabiana subiu pelo meio e soltou o braço, mas lá estava uma japonesa para defender. Na sequência, porém, Natália teve mais sucesso e abriu a contagem. Fabiana, no saque, e Juciely, em belo bloqueio, ampliaram a vantagem. Mas foi por pouco tempo. O Japão foi buscar e virou em ponto de Nagaoka. As asiáticas abriram quatro pontos de diferença com a mesma velocidade que se movimentam em quadra (8/4). Zé Roberto, então, pediu tempo. Era preciso arrumar a casa.

Deu certo. A seleção melhorou e logo encostou no placar. A virada veio em toque na rede do bloqueio japonês. Depois, o paredão brasileiro subiu duas vezes em sequência para abrir 16/13. Ao tentar defender uma bola, Natália se chocou com o placar e deu um susto na comissão. Reclamou de dores na mão direita, mas seguiu em quadra. No bloqueio de Sheilla, fim de papo: 25/18.
Sakoda atacou forte para abrir a contagem. A resposta veio na pancada de Sheilla para deixar tudo igual. A dificuldade que Zé tanto esperou estava ali. O Japão era rápido, mas o Brasil mostrava paciência. No ataque rápido de Fê Garay pelo meio, a seleção passou à frente. Sheilla, em mais um bom ataque pela direita, abriu 8/6.

Vôlei Natália, Brasil X Japão (Foto: Agência AP)
Natália tira do bloqueio japonês 
(Foto: Agência AP)


Dani Lins, como se visse o desenho em quadra antes de todas as outras, distribuía as bolas com perfeição. Àquela altura, Natália, Sheilla, Fê Garay, Fabiana e Juciely: todas tinham uma boa pontuação. A levantadora também tinha suas malandragens. Ao sentir que a bola passaria direto para o outro lado, fingiu que levantaria, mas tirou o braço, enganando a defesa japonesa.


Com 19 a 13 no placar, Zé fez uso pela primeira vez da inversão 5 por 1, mandando Fabíola e Gabi para a quadra nos lugares de Sheilla e Dani Lins. O bom momento seguiu, e Zé mexeu de novo. Desta vez, com duas alterações que fizeram o Maracanãzinho vibrar: Jaqueline, uma das mais queridas da torcida, foi para a partida no lugar de Fê Garay. Logo depois, Thaísa entrou pela primeira vez em quadra nos Jogos, recuperada de um estiramento na panturrilha esquerda, no lugar de Fabiana. Dali para o fim, um pulo: 25/18.

A seleção manteve o ritmo na volta à quadra. Novamente com o time que começou o jogo, o Brasil não teve problemas para abrir vantagem. O Japão lutava. Não queria se entregar assim, tão facilmente. Após o Brasil chegar a abrir cinco pontos, as asiáticas empataram em 18 a 18. Mas foi só um susto. Zé voltou a mandar Gabi, Jaqueline e Thaísa para a quadra. Com tranquilidade, a seleção, que fechou o jogo: 25/22.


Confira os outros resultados do dia:
China 3 x 0 Porto Rico (25/20, 25/17 e 25/18) - Grupo B
Itália 0 x 3 Holanda (21/25, 20/25 e 20/25) - Grupo B
Estados Unidos 3 x 1 Sérvia (25/17, 21/25, 25/18, 25/19) - Grupo B
Rússia 3 x 0 Camarões (25/19, 25/22 e 25/23) - Grupo A
Coreia do Sul 3 x 0 Argentina (25/18, 25/20 e 25/23) - Grupo A


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/volei/noticia/2016/08/dani-lins-mostra-o-caminho-brasil-bate-o-japao-e-segue-invicto-nos-jogos.html

Fim do encanto: Angola sofre goleada da Noruega e embola grupo do Brasil



OLIMPÍADAS RIO 2016


HANDEBOL


Rio, Teresa Bá não consegue parar o ataque norueguês e africanas perdem a primeira no Rio, deixando o Grupo A com quatro seleções com duas vitórias cada




Por
Rio de Janeiro



Acabou o encanto! Xodós no Brasil, as angolanas não foram páreo para a atual bicampeã olímpica. Sem tomar conhecimento das rivais, a Noruega venceu fácil por 30 a 20 na Arena do Futuro, nesta quarta-feira. Desta vez, a goleira Teresa Bá, de 98kg e querida das arquibancadas por suas defesas, não conseguiu impedir o ataque europeu. Tanto é que ainda no primeiro tempo foi para o banco de reservas e não voltou mais. A facilidade das norueguesas para vencer o primeiro tempo deixou a torcida quieta, mas no segundo, com uma melhora das africanas, os gritos de incentivo e vaias para as europeias voltou. Contudo, foi impossível triunfar.

Noruega e Angola pela primeira fase do torneio de handebol da Rio 2016 (Foto: Reuters)
Nora Mork comemora mais um gol diante da 
seleção de Angola (Foto: Reuters)


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O resultado encerrou a terceira rodada do Grupo A, o mesmo do Brasil, e embolou completamente tudo. Agora, quatro seleções têm duas vitórias em três jogos: Brasil, Espanha, Noruega e a própria Angola. A Romênia tem uma e Montenegro, atual vice-campeão olímpico e derrotado nos três duelos que fez, volta para casa de forma precoce. Na próxima rodada, o Brasil precisa vencer as angolanas para não depender de ninguém e avançar às quartas de final de forma antecipada.

Mesmo que perca, porém, ainda pega a eliminada Montenegro na última rodada. Uma combinação de resultados que conte com duas derrotas da Romênia pode classificar o Brasil até com mais dois jogos sem vitória. Se antes liderava isolado, porém, agora a seleção brasileira tem oponentes na luta pelo primeiro posto. E como só pega Angola e Montenegro, terá que acompanhar de perto principalmente as campanhas de Espanha e Noruega para saber se conseguirá terminar em primeiro caso vença seus dois jogos restantes.    



RUSSAS CLASSIFICADAS NO GRUPO B 

Se no Grupo A todas as seleções já perderam e só Montenegro ainda não venceu, no Grupo B, se a situação não é tão diferente, ao menos um time se garantiu nas quartas de final. Após vencer a Suécia por 36 a 34, a Rússia é o primeiro time garantido no mata-mata e o único invicto no torneio de handebol feminino. Nesta quarta-feira, outros dois jogos fecham a rodada do Grupo B: Holanda x Coreia do Sul e França x Argentina.



RESULTADOS DO DIA

Brasil  24 x 29  Espanha
Romênia 25 x 21 Montenegro
Rússia36 x 34 Suécia
Noruega 30 x 20 Angola
Holanda 32x32 Coreia do Sul
Franca x Argentina


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/handebol/noticia/2016/08/fim-do-encanto-angola-sofre-goleada-da-noruega-e-embola-grupo-do-brasil.html