Presidente diz
que vice misturava atribuições do futebol com desejo de disputar
comandar do clube. Cuca e Levir Culpi são alternativas. Fred recebe
oferta da China
Por Edgard Maciel de Sá, Felippe Costa e Fred Huber
Rio de Janeiro
OBS. DO BLOG:
PARA ASSISTIR OS VÍDEOS CLIC
NO LINK DA FONTE NO FIM
DA MATÉRIA ABAIXO)
Peter Siemsen anunciou três saída do
Fluminense: Mario, Simone e Eduardo
(Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)
O
presidente Peter Siemsen, enfim, falou sobre a crise do Fluminense. Em
entrevista coletiva nas Laranjeiras, na tarde desta quinta-feira, o
mandatário reiterou a saída do vice-presidente de futebol, Mario
Bittencourt e o afastamento temporário do diretor executivo, Fernando
Simone -
ambas anunciadas mais cedo pelo site do clube. E confirmou a demissão de Eduardo Baptista.
-
Convoquei essa coletiva para
comunicar formalmente a saída do vice-presidente, a licença do diretor
executivo de
futebol e a demissão do treinador. E basicamente é esse o anúncio a ser
feito - disse o dirigente, abrindo a conversa com os jornalistas.
Peter
justificou a decisão de exonerar Mario por este, no seu entendimento,
confundir as atribuições do departamento com ambições políticas - o
dirigente deve ser candidato à eleição presidencial de novembro. Por
"carinho" e "respeito a antiguidade no clube", optou pelo afastamento
temporário de Fernando Simone - o futuro deste é incerto, mas o certo é
que não retomará o cargo. Foi a política, segundo Peter, que tumultuou o
ambiente desde a derrota ao Botafogo na noite de quarta-feira.
Cada um faz a sua campanha. Por vezes, as coisas nem
aconteciam. Isso prejudica o futebol. Vinha amadurecendo essa ideia
(da saída do Mario). Respeito a história dele e a vontade política dele.
Desejo sorte ao projeto pessoal. Mas esse projeto não pode prejudicar o
clube".
Peter Siemsen, presidente do Flu
De
acordo com Peter, o combinado era haver uma reunião entre as partes no
Rio de Janeiro, para tratar da má fase do time em 2016. O presidente
convocou este encontro. Mas... Mario demitiu Eduardo ainda em Cariacica,
no Espírito Santo, cidade que recebeu o clássico, válido pelo Carioca,
antes do retorno para casa. O mandatário se disse surpreso ao ver as
informações da queda do treinador na imprensa.
Foi quando decidiu pela
saída dos dirigentes, que tiveram como último ato
o desembarque mais cedo no Rio, no qual Fred admitiu haver crise.
-
Política gera conflitos e debates em ano eleitoral nos clubes. Com rede
social, cada um faz a sua campanha. Por vezes, as coisas nem
aconteciam. Isso prejudica o futebol. Vinha amadurecendo essa ideia (da
saída do Mario). Respeito a história dele e a vontade política dele.
Desejo sorte ao projeto pessoal. Mas esse projeto não pode prejudicar o
clube. O futuro do departamento? Vou comunicar nos próximos dias. O mais
importante é decidir o diretor executivo e o treinador. Vou me
pronunciar em breve - completou Peter, que não indicou apoio a Mario na
eleição, mas o garantiu como advogado do clube.
Eduardo Baptista comandou o Flu por 26
jogos: 37,1% de aproveitamento (Foto:
Nelson Perez/Fluminense FC)
Por
telefone e mensagens de whatsapp, Peter, então, comunicou Mario e
Simone da decisão de mudar. Uma ideia que, como disse, "amadurecia fazia
tempo". E tratou de conversar com o técnico, que passava a folga com a
família em Paulínia, no interior de São Paulo:
Eduardo no Flu
26 jogos
8 vitórias
5 empates
13 derrotas
36 gols pró
37 gols contra
37,18% de aproveitamento
-
Pude conversar com o Eduardo agora à tarde. Infelizmente, o projeto não
deu certo, mas ele vai ter condições de fazer grandes trabalhos em
outros clubes. Foi uma despedida dura, porque ele foi muito coreto e tem
muita dignidade. A conversa foi longa e emocionante. Mas entendemos
juntos que o melhor seria a saída dele.
Eduardo Baptista foi
contratado em setembro de 2015. Foi o substituto de Enderson Moreira, e
se tornou o quarto comandante do ano passado. O auge do trabalho foi a
semifinal da Copa do Brasil, competição na qual foi eliminado pelo
Palmeiras. Teve um aproveitamento de 37,18% aproveitamento.
Mario Bittencourt continuará como
advogado do Fluminense (Foto:
Nelson Perez/Fluminense F.C)
O
movimento inicial de tentar contratar Cuca, feito por Mario, foi
comentado por Peter, que não estabeleceu prazo nem perfil do treinador a
ser buscado. O empresário Eduardo Uram,
que cuida da carreira do ex-comandante do Atlético-MG, confirmou o
contato. Mas Peter disse ser difícil haver acerto.
-
Cuca é um excelente técnico. Óbvio que sem o Eduardo é um nome
espetacular. Mas tem dificuldades, ele não pode trabalhar nos próximos
meses, fora a questão financeira. Mas é um grande nome. Não descartaria.
É um nome espetacular. Se for possível, ótimo, é maravilhoso - detalhou
o presidente.
Cuca é um excelente técnico. Óbvio que sem o Eduardo é um nome
espetacular. Mas tem dificuldades, ele não pode trabalha nos próximos
meses, fora a questão financeira".
Peter Siemsen, presidente do Flu
Além
de Cuca, Levir Culpi, outro que comandou recentemente o Galo, é cotado.
Um pessoa ligada ao treinador negou ter havido contato do Flu. Por
analisar as condições de trabalho, como atrasos salariais e estrutura
deficitária de estádios e locais de treinos, considerou o retorno ao Rio
difícil.
- Ainda não temos o perfil do novo técnico. Estamos analisando o mercado. Pode ser jovem ou experiente - completou o mandatário.
Peter, por fim, confirmou que Fred recebeu oferta para deixar o Flu. Porém, disse que o camisa 9 recusou a proposta.
-
Vou se muito franco: tomei conhecimento ontem, e já tomei conhecimento
junto com a informação, do time da China (nome não revelado), de que ele
havia recusado. Apenas tomei conhecimento, não teve efeito em cima
disso. Recebi a cópia da carta enviada pelo clube e da negativa dele,
não tinha números na carta.
O Flu volta a treinar na manhã desta sexta-feira. O próximo jogo é na quarta diante do Friburguense.
Mais respostas de Peter Siemsen
Saída de Mario
A
saída do Mário não tem a ver com o Profut. A empresa dele presta
serviço na área jurídica e o cargo dele não remunerado era no futebol.
Não tem ligação. A vida segue. Para mim foi uma decisão de proteção a
área do futebol. Essa foi a minha ideia. Não vejo problema. O que chamou
atenção foi a comunicação da demissão, que deveria ser feita em uma
reunião e foi por telefone. Não vejo problema do Mário continua
prestando serviços jurídicos ao clube se for de uma forma correta e
profissional.
Conversa com treinador
O
treinador, eu conversei com ele em Brasília. Não fui no jogo ontem.
Conversamos no Fla-Flu e tínhamos uma expectativa diferente para o jogo
do Botafogo. Não falo do placar, falo do desempenho. Diante do que foi
apresentado contra o Botafogo, achei que cabia uma conversa diferente...
Será que dava para recuperar? Mas seguimos outro caminho e sempre vou
torcer por ele. Acho que cabia essa conversa antes da demissão. Sobre o
elenco, dá para trabalhar e ter grandes resultados.
Apoio na eleição
Enquanto
não estiver tudo bem organizado, prefiro me afastar de qualquer
campanha. Mais para frente vou avaliar as candidaturas existentes e no
momento certo vou me manifestar. E quem ganhar eu vou ajudar na
transição. Vou anunciar meu apoio quando for adequado.
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2016/02/peter-reitera-saida-de-mario-e-confirma-saida-de-eduardo-baptista-do-flu.html