segunda-feira, 4 de maio de 2015

Torcedores aplaudem Caldense mesmo após derrota na final

Revés não abalou torcida, que demonstrou orgulho pela campanha do time


Por
Poços de Caldas, MG


Dona Juvercina não parou de agitar a bandeira da Caldense mesmo após o fim da partida.  (Foto: Lucas Soares / G1)Dona Juvercina não parou de agitar a bandeira da Caldense mesmo após o fim da partida. (Foto: Lucas Soares / G1)


A derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG na final do Campeonato Mineiro não tirou o brilho da Caldense, que chegou invicta à decisão e só soube o que é perder na última partida da competição. Quando o árbitro encerrou a partida, os cerca de 1,5 mil torcedores que estavam na Praça Pedro Sanches, uma das principais de Poços de Caldas (MG), aplaudiram e gritaram o nome do clube, reconhecendo a campanha histórica da Veterana no estadual.

Mesmo com a tristeza, os torcedores não se abalaram. A dona Juvercina por exemplo, não parava de agitar a bandeira da Veterana mesmo após o fim da partida.

- Ótima campanha, nunca vi igual. Mesmo assim estou feliz porque a Caldense só não ganhou por causa do juiz, se não, nós éramos os campeões. Mesmo assim, estou feliz pela Caldense - disse a dona de casa.

A mesma opinião teve os amigos Augusto e Luiz Eduardo, que foram até a praça acompanhar a partida pelo telão. Nem o erro da arbitragem no gol que decidiu o campeonato tirou o orgulho dos torcedores.

- Está bom, muito orgulho o nosso time estar na final do mineiro, jogando bem, invicto. Infelizmente perdemos, mas jogamos bem. Quem sabe agora, na Série D, se a gente jogar como está jogando, podemos subir - disse o técnico em edificações, Augusto Faria Junqueira.

- A Caldense jogou bem, mas a arbitragem não ajudou, puxou pro time do Atlético-MG. Estamos felizes, chegar onde chegou já é uma vitória - disse o servente Luiz Eduardo Ramos.


Torcida assistiu ao jogo da final em um telão no centro de Poços de Caldas (MG) (Foto: Lucas Soares / G1)
Torcida assistiu ao jogo da final em um telão 
no centro de Poços de Caldas (MG) 
(Foto: Lucas Soares / G1)


FONTE:

Levir minimiza papel decisivo, vibra com título e brinca: "Queria por o ET"

Técnico brinca com apelido da cidade do Sul de Minas, coloca Thiago Ribeiro e Jô no decorrer da partida e vê dupla ser decisiva para conquista do título do Estadual


Por
Varginha, MG

 
Não foram apenas as estrelas de Thiago Ribeiro e Jô que brilharam em Varginha, neste domingo, no 43º título mineiro do Atlético-MG. Talvez tenha sido a do técnico Levir Culpi, responsável pelas duas alterações, que mais tenha brilhado nesta tarde/noite na "terra do ET", como é conhecida a cidade do Sul do estado. Precisando de gols, ele abriu mão de um volante, e depois de um lateral para colocar os atacantes que foram responsáveis por balançar as redes da Caldense na vitória por 2 a 1. Muito feliz com a vitória e empolgado pela conquista, que segundo o próprio treinador é importantíssima, ele até brincou com o fato de ter acertado nas mexidas, porém, queria mesmo era ter colocado o ET para jogar.


- Pois é, foi o ET de Varginha. Olhei para o banco e queria por o ET, queria fazer algo diferente. Mas já tinha testado o Jô, o Dátolo pela esquerda e, na hora, senti que era aquilo. Fomos felizes, e fiz questão de cumprimentar o (Leonardo) Condé, disse que, se a Caldense ganhasse o título, ficaria em boas mãos. Nosso mérito foi ter eliminado o rival Cruzeiro e, na última rodada (partida), ter batido a Caldense. Temos que comemorar, ainda mais porque conheço a derrota.

Levir voltou a falar sobre as alterações e o fato de a estrela ter brilhado, mais uma vez, no Atlético-MG. Porém, o técnico mostrou sinceridade e confessou que não sabia se daria certo.


Levir Culpi, técnico do Atlético-MG (Foto: Douglas Magno)Levir Culpi, técnico do Atlético-MG, durante a partida contra a Caldense (Foto: Douglas Magno)


- Ficou visível no campo pelo que aconteceu, mas eu não tinha certeza. Giovanni Augusto pela primeira vez no time, o Jô a primeira vez que entrou depois daquela confusão, o Thiago Ribeiro entrou no time pela segunda ou terceira vez. Resolvi tirar o Douglas (Santos), uma alteração que não costumo fazer, mas tinha que arriscar para ganhar. Não tem receita, tem momento e agradeço aos deuses do futebol por me iluminarem a fazer o certo.


Dramático
Por fim, o treinador voltou a falar da conquista obtida bem ao estilo do Atlético-MG: na base do sofrimento.

- O quarto árbitro pega e levanta a placa de seis minutos, um jogo dramático, lá e cá, a equipe deles boa e o espírito de dedicação que vem acoplado ao DNA do Atlético, jogos emocionantes, ficou assim e estamos felizes com o final feliz. Só tenho a agradecer a comissão, a diretoria que me trouxe mais uma vez, e quero que o atleticano sinta um pouco a minha felicidade que sinto agora.


FONTE:
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