quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Desafio de vídeo retorna ao Mundial feminino, mas com limitações

Organização decide permitir a revisão apenas de quatro tipos de jogadas. Toque no bloqueio, que gerou polêmica no masculino, não poderá ser desafiado


Por Modena, Itália


Câmera desafio vídeo Mundial feminino de vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)Serão usadas 12 câmera em cada ginásio para revisar as jogadas (Foto: Divulgação / FIVB)


Após ser retirado de última hora das partidas da primeira fase do Mundial da Itália, o recurso de vídeo para revisar jogadas voltou nesta quarta-feira, com o início da segunda fase da competição. A ausência do desafio no início - recurso que vem sendo utilizado constantemente nas competições internacionais - gerou reclamação de técnicos e atletas.

Apesar do retorno do vídeo, a organização do campeonato definiu algumas regras. Jogadas de toque da bola no bloqueio, por exemplo, não poderão ser desafiadas. Uma jogada desse tipo gerou polêmica durante o Mundial masculino, na Polônia, quando os donos da casa venceram o Brasil pela terceira fase apenas após a confirmação no vídeo de um toque de Sidão no bloqueio.

No Mundial feminino, só poderão ser desafiadas as seguintes jogadas: bola dentro ou fora; toque de jogador na rede ou na antena; toque da bola na antena; e pisão na linha no momento do saque.


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Doze câmeras instaladas nos ginásios serão usadas para revisar as jogadas. Cada time tem dois desafios por set. Se a reclamação for confirmada no vídeo, a equipe solicitante continua com o mesmo número de possibilidades. Apenas o técnico tem o direito de pedir a revisão, em um prazo de cinco segundos após a jogada.

Sobre a ausência do desafio na primeira fase do Mundial feminino, a organização não divulgou oficialmente o motivo da retirada do recurso na primeira fase. Porém, a assessoria de imprensa da competição informou ao GloboEsporte.com que o provável é que tenham considerado desnecessária a utilização do desafio no feminino, já que “o jogo entre as mulheres é mais lento do que no masculino”. Portanto, não costumam surgir tantas dúvidas.

Brasil X Polônia Mundial de vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)
Jogadores brasileiros conferem imagem 
após desafio feito pela Polônia no 
Mundial masculino 
(Foto: Divulgação / FIVB)


FONTE:

Jaqueline e surpresa do Azerbaijão são destaques da 1ª fase do Mundial

Brasileira lidera ranking de aproveitamento de ataque da competição na Itália e figura no top 10 de recepção e defesa. Rahimova surpreende como maior pontuadora


Por Verona, Itália


volei jaqueline brasil x turquia (Foto: Divulgação/FIVB)Jaqueline terminou a primeira fase do Mundial como a melhor atacante (Foto: Divulgação/FIVB)


Não é de hoje que Jaqueline vem se destacando como uma das grandes jogadoras do vôlei mundial. Eleita MVP (jogadora mais valiosa) da final olímpica de Londres - que terminou com o segundo ouro consecutivo do Brasil -, a ponteira vem novamente aparecendo como o principal nome da seleção brasileira no Mundial da Itália. Jaque é a melhor atacante da competição ao fim da primeira fase, de acordo com o ranking elaborado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB). A camisa 8 também é a única brasileira a figurar entre as 10 primeiras em mais de um quesito das estatísticas: ataque, recepção e defesa.

Após cinco rodadas, Jaqueline é a atacante com melhor aproveitamento do Mundial. Foram 49 pontos anotados neste fundamento em 94 tentativas - 52,13% de aproveitamento. A segunda colocada é a chinesa Ting Zhu, que anotou mais pontos que a brasileira (69), mas também arriscou mais vezes (141), ficando com 48,94% de aproveitamento.

E não é apenas no ataque que a Jaque vem se destacando. Dona da melhor recepção da Superliga Feminina na última temporada, a ponteira também está fazendo bonito neste fundamento: é a 10ª melhor do Mundial, com eficiência de 51,72% de acordo com os critérios da FIVB. A líder no quesito é a americana Kimberly Hill, que tem 64,81% de eficiência.

Jaqueline ainda ocupa a 10ª colocação no ranking das defensoras, com média 3,28 por set. Neste quesito, a líbero brasileira Camila Brait ocupa a segunda colocação (5,05 de média). A líder é a tailandesa Wanna Buakaew (5,33 de média).


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Jogadora do Azerbaijão lidera em pontos; chinesa de 19 anos também se destaca

Se o bom desempenho de Jaqueline não chega a ser uma surpresa, o que vem chamando a atenção no ranking de estatísticas do Mundial da Itália é o desempenho de Polina Rahimova, do Azerbaijão. A oposta, de 24 anos, lidera com folga o ranking de maior pontuadora do Mundial: 120 pontos anotados, sendo 100 de ataque, 11 de bloqueio e nove de saque. A segunda colocada é a japonesa Saori Kimura, que anotou 92 pontos.

Ucraniana com nacionalidade azerbaijana, Rahimova é o destaque absoluto da modesta seleção caucasiana, que conseguiu uma inesperada classificação para a segunda fase após vitórias sobre Japão, Porto Rico e Cuba. A oposta é responsável por mais de um terço dos pontos do time na competição: 120 de 297.

Polina Rahimova Azerbaijão Mundial de vôlei  (Foto: Divulgação / FIVB)
Oposta Polina Rahimova, do Azerbaijão, 
lidera com folga o ranking de 
pontuação do Mundial (
Foto: Divulgação / FIVB)


Quem também apareceu muito bem nas estatísticas da primeira fase foi a jovem chinesa Ting Zhu. A ponteira de apenas 19 anos está entre as três melhores atletas em três fundamentos: é a terceira maior pontuadora (88), segunda melhor atacante (48.9% de aproveitamento) e lidera nos bloqueios (média de 1,06 por set). Neste fundamento, a brasileira Fabiana aparece na terceira colocação (média de 0,89).

Dani Lins no Top 5 entre as levantadoras

A brasileira Dani Lins é outra que aparece bem no ranking de estatísticas da competição. A jogadora é a quinta colocada entre as levantadoras, com média de 5,05 de aproveitamento. A líder no fundamento é Natalia Valentin, de Porto Rico, com média de 7,29 de aproveitamento.

Veja as cinco melhores atletas de cada fundamento na primeira fase do Mundial da Itália:
Tabela estatísticas primeira fase mundial de volei (Foto: FIVB)





Tabela estatísticas primeira fase mundial de volei 02 (Foto: FIVB)
Os critérios usados em cada fundamento 
são definidos pela Federação 
Internacional de Vôlei 
(Fonte: FIVB)


FONTE: