sábado, 17 de maio de 2014

Djokovic passa aperto, mas vira duelo e vai à final do Masters de Roma

Depois de dois sets equilibrados contra Milos Raonic, Nole vence de virada e chega à decisão do torneio pela quinta vez, buscando seu terceiro título


Por Roma, Itália



 Novak Djokovic passou um aperto neste sábado, mas chegou à sua quinta final do Masters 1.000 de Roma e irá buscar seu terceiro título no torneio italiano. Depois de perder o primeiro set, o número 2 do mundo suou para ganhar a segunda parcial e, de virada, derrotou o canadense Milos Raonic (10º do ranking) por 2 sets a 1, parciais de (5)6/7, 7/6(4) e 6/3, em 3h de jogo.
Na decisão, Nole encara o vencedor do duelo entre Rafael Nadal e o búlgaro Grigor Dimitrov. O SporTV 2 transmite a segunda semifinal às 15h (de Brasília). Se o espanhol avançar, será a quarta vez que os dois se enfrentarão em uma final em Roma e apenas o segundo confronto entre eles nesta temporada.

Novack Djokovic semifinal Masters 1000 de Roma tênis (Foto: Reuters)
Novak Djokovic se estica todo para 
fazer uma jogada na vitória sobre 
Milos Raonic (Foto: Reuters)

Djokovic e Raonic fizeram um primeiro set de muito equilíbrio. Os dois tinham trabalho para confirmar seus saques, mas conseguiram evitar as quebras. O sérvio teve quatro break points a seu favor, e o canadense teve três, mas nenhum dos dois conseguiu aproveitar as chances e a parcial foi decidida no tie-break. Nole chegou a dar a impressão de que iria atropelar, abrindo 3-0, mas Milos Raonic ganhou seis pontos seguidos e, com seu oitavo ace, chegou ao set point. Após mais um grande saque, o tenista do Canadá fechou a parcial com 7/6(5).

Raonic começou o segundo set pressionando o serviço do adversário, mas foi Novak Djokovic quem conseguiu a quebra. Após bola para fara do canadense, abriu 3/1 e vibrou muito. Mas a vantagem não durou muito tempo. O canadense devolveu a quebra logo no game seguinte, devolvendo o equilíbrio à partida, e o tie-break mais uma vez foi necessário. Nole abriu 2-0, Milos Raonic virou para 4-3, mas mandou três bolas para fora e viu Djokovic empatar o duelo com 7/6(4)

Depois de dois sets equilibrados, Nole começou a parcial decisiva com tudo, acertou belos golpes e quebrou o adversário logo no primeiro game, após bola para fora de Milos Raonic. O canadense até teve um break point a seu favor, mas não aproveitou a chance. Com o momento a seu favor, Djokovic voltou a conseguir uma quebra no nono game, fazendo 6/3 para fechar o jogo e ir à decisão.


FONTE:
http://sportv.globo.com/site/eventos/masters-1000/noticia/2014/05/djokovic-passa-aperto-mas-vira-duelo-e-vai-final-do-masters-de-roma.html

"Contra tudo e todos", Atlético arranca empate com o Barcelona e é campeão

Colchoneros sofrem, perdem Diego Costa e Arda Turan lesionados no 1º tempo, mas conseguem gol em escanteio para comemorar o primeiro título espanhol desde 1996


Por Barcelona, Espanha


Como não lembrar da síndrome dos "pupas" logo aos 20 minutos de jogo, quando Diego Costa e Arda Turan desabaram no chão lesionados? Como não pensar no desastre quando Alexis Sánchez tirou da cartola um chutaço para abrir o placar? O Atlético de Madrid, com uma história pautada pelos insucessos e falta de sorte, perdia o título depois de tanto se esforçar e encantar. Mas com este time comandado por Diego Simeone as coisas não funcionam assim. Os colchoneros mudaram a postura no intervalo, marcaram com o uruguaio Godín e seguraram a pressão dos catalães para escrever um dos mais belos capítulos do futebol espanhol. O empate por 1 a 1, na tarde deste sábado, no Camp Nou, encerrou um dos torneios mais equilibrados dos últimos tempos.

Diego Simeone Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Agência AP )
Diego Simeone é jogado para o alto 
durante a comemoração do título 
(Foto: Agência AP )

Foi o primeiro título conquistado por uma equipe que não seja o Barcelona ou o Real Madrid desde 2003/04. O último a quebrar o duopólio havia sido o Valencia de Rafa Benítez, mas num momento em que a disparidade econômica era grande - e não enorme como nos dias atuais. O Atlético desafiou esta lógica e, com um elenco de escassas opções, chegou aos 90 pontos (28 vitórias, seis empates e quatro derrotas) e voltou a levantar um troféu do Espanhol - o 10º de toda a sua vida, o primeiro desde 1996. 


saiba mais

O Real Madrid segue como maior campeão, com 32 títulos; o Barcelona, que viu o técnico Tata Martino renunciar depois da partida, é o segundo no ranking, com 22 - e agora 23 vice-campeonatos, pois ficou à frente dos merengues graças ao confronto direto. Ambos ficaram empatados com 87 pontos. O quarto colocado e que também vai à Liga dos Campeões da próxima temporada é o Athletic Bilbao, com 69 pontos (ainda visitará o Almería no domingo).

Neymar teve a chance de se tornar herói, mas falhou com a falta de profundidade dos donos da casa. O brasileiro começou o jogo entre os reservas após um mês de ausência, entrou aos 21 minutos do segundo tempo e pouco produziu. Lionel Messi, que acabou dando uma assistência involuntária para o gol de Sánchez, até marcou, mas viu o gol ser corretamente anulado por impedimento. O argentino novamente teve atuação abaixo da média e despediu-se da temporada sob críticas. Coube a Filipe Luis e Miranda, fora da lista dos 23 de Felipão para a Copa do Mundo, sorrirem por último - o meia Diego não saiu do banco.

Godin comemora gol do Atlético de Madrid contra o Barcelona (Foto: Agência Reuters)
Godín empatou o jogo no início do 
segundo tempo com bonita cabeçada: 
gol do título (Foto: Agência Reuters)

Ao Atlético, o empate vitorioso no Camp Nou não significa um fim de temporada épico. A festa, ao menos por ora, será contida, já que no próximo sábado há outro título em jogo: a finalíssima da Liga dos Campeões contra o arquirrival Real Madrid, em Lisboa. Será uma semana cercada por expectativas e possivelmente de mistério em torno das possíveis escalações de Diego Costa e Arda Turan, ambos lesionados.

Diego Costa e Turan lesionados
Havia um clima de decisão. A torcida do Barcelona, tão desconfiada durante a temporada, havia comprado um barulho. A imagem era clara: um mosaico com os dizeres "Somos o Barça" recheava as lotadas arquibancadas do Camp Nou, com quase 97 mil presentes. O hino, cantado em alto e bom som, deixava claro que o orgulho ainda estava intacto, apesar de todos os pesares durante a temporada.

Mosaico Barcelona Final (Foto: Agência EFE)
Torcida do Barcelona fez um lindo 
mosaico para recepcionar o time no 
Camp Nou (Foto: Agência EFE)

Pois o Barcelona também mostrou em campo alguma evolução comparado aos confrontos recentes contra o Atlético. Há o fator sorte incluído, proporcionalmente um golpe duríssimo para os visitantes, que perderam Diego Costa e Arda Turan com menos de 20 minutos de jogo - os dois de imediato se transformaram em dúvidas para a final da Liga dos Campeões, no próximo sábado, diante do Real Madrid, em Lisboa.

Por mais que as chances fossem raras até ali, o Barça vivia o seu momento. Pedro, de cabeça, jogou para fora. Não era a dele. Mas Alexis Sánchez, um pouco depois, tratou de furar o bloqueio com um chutaço praticamente sem ângulo indefensável para Courtois. O golaço dava o título aos catalães, quase uma afronta aos prognósticos das últimas rodadas.


Atlético vira outro time
O Atlético acusou o golpe e desceu para os vestiários praticamente sem reagir. Aí entrou em cena a estrela de Diego Simeone. Bastaram os protocolares 15 minutos para o técnico argentino mudar a sua equipe. O curioso é que não precisou substituir ninguém - embora já houvesse realizado duas modificações forçadas.

Pedro e Neymar Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Agência AP )
Neymar entrou no lugar de Pedro aos 
21 minutos do segundo tempo e pouco 
fez (Foto: Agência AP )

Virou questão de tempo para o Atlético chegar ao empate. Villa, com 45 segundos, carimbou a trave em linda finalização de canhota. O próprio atacante quase marcou aos três, em lance que Pinto se antecipou. Só não houve jeito quando Godín subiu no segundo andar para escorar escanteio cobrado por Gabi. O Barça era mais uma vez vítima da bola aérea.

Papeis se inverteram. O Atlético controlava o jogo à sua maneira, defendendo-se na maior parte do tempo. Os catalães perderam Busquets, lesionado, e arriscaram com Neymar e Xavi. Messi chegou a ter um gol corretamente anulado por impedimento. Daniel Alves forçou Courtois a fazer boa defesa. Piqué, de atacante, também tentou. Neymar, Messi, Iniesta... Todos esbarraram na muralha rival. Não houve tempo - e nem futebol para forçar um desempate.


Felipe Luis e Messi Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Agência AFP )
Sob olhares de Messi, Filipe Luis e 
Juanfran se abraçam após o apito final 
(Foto: Agência AFP )


FONTE: