quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Autuori exalta 'espirito de sacrifício' e reconhece falta de mobilidade do time

Treinador pede mais mais jogadas pelo lado do campo que, segundo ele, virão naturalmente com o passar dos jogos

Por Direto de Barinas, Venezuela

O técnico Paulo Autuori exaltou o ‘espírito de sacrifício’ dos jogadores do Atlético-MG na vitória sobre o Zamora, na Venezuela, por 1 a 0, no estádio La Carolina, em Barinas (Veja os lances ao lado). O futebol apresentado foi bem aquém ao que o torcedor atleticano se acostumou a ver com a conquista continental do ano passado e o treinador creditou o rendimento à falta de mobilidade da equipe nesse início de temporada.

Autuori parabenizou os comandados e se mantém focado em acabar com a pecha de time que não vence fora de casa, um dos grandes obstáculos que o ex-técnico Cuca teve a frente do Galo.
Esse espírito é fundamental. Mas não pode ser só de Libertadores, tem que ser um espirito de equipe no geral.
Paulo Autuori

- Gostaria de parabenizar os jogadores por esse espírito de sacrifício. Não posso deixar de me lembrar que na primeira fase do ano passado, que o time venceu. Mas é uma situação (não vencer fora de casa) que queremos mudar também. Esse espírito é fundamental. Mas não pode ser só de Libertadores, tem que ser um espirito de equipe no geral.


O treinador reconheceu que o time teve dificuldades em campo. Para ele, a falta mobilidade é referente ao condicionamento físico do time.

- Não tínhamos profundidade. Não temos mobilidade ainda, o que é normal, mas a experiência dos jogadores fizeram com que ganhássemos o jogo. Quando falo em profundidade, digo jogadas pelos lados. Tenho certeza que tem a ver com a mobilidade. Faltou a profundidade. O espirito de sacrifício da equipe foi muito importante para conseguir a vitória.

Além de elogiar os jogadores pela postura de entrega em campo, Autuori gostou da ajuda dos atacantes na marcação, que segundo ele facilitou a marcação atleticana.

- Nenhum momento nos prejudicamos pela parte defensiva. Tivemos um time mais compacto, que foi a volta dos homens de frente, e deixou a equipe mais descansada. Compactou a equipe e evitou espaços ao adversário.



FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2014/02/autuori-exalta-espirito-de-sacrificio-e-reconhece-falta-de-mobilidade-do-time.html

R10 e Jô decidem, e Galo vence o Zamora na estreia da Libertadores

Em jogo pouco movimentado, centroavante completa escanteio cobrado por Ronaldinho Gaúcho e garante vitória para o Atlético-MG na Venezuela

A CRÔNICA 
 
por GloboEsporte.com
 
O atual campeão da Libertadores fez o que se esperava: venceu o fraco Zamora na estreia da edição 2014 da competição continental. Mas a forma como aconteceu o triunfo do Atlético-MG é de deixar qualquer torcedor atleticano apreensivo.


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No primeiro jogo do time com Ronaldinho Gaúcho na temporada, o que se viu da equipe de Paulo Autuori foram muitos erros de passes e posicionamento, além de lentidão contra uma equipe que mostrava apenas empolgação como ponto mais perigoso.

R10 não conseguiu mostrar muita coisa, assim como o time alvinegro, mas o craque alvinegro deu a assistência para Jô, nos minutos finais, cabecear para as redes de Ângulo, e decretar a vitória. O passe de Ronaldinho brindou os venezuelanos que foram ao estádio La Carolina, em Barinas, ver de perto o ídolo atleticano, duas vezes melhor jogador do mundo.

Freio de mão puxado
Ronaldinho Gaúcho era o centro das atenções na Venezuela. País que traz boas recordações para o craque alvinegro, já que foi contra a seleção ‘vinotinto’, ainda em 99, que o ainda jovem Ronaldo marcou o primeiro gol pelo Brasil. Golaço que ficou marcado com a narração de Galvão Bueno com o famoso ‘olha o que ele fez, olha o que ele fez’.

Ronaldinho, Zamora x Atlético-MG (Foto: AFP) 
Ronaldinho Gaúcho conduz o Atlético-MG
contra o Zamora (Foto: AFP)
 
Mas o tempo passou, Ronaldinho conquistou títulos, mas a explosão não é a mesma. Por conta de ter estreado na temporada apenas no quinto jogo do time no ano, R10 sofreu bastante nos primeiros minutos com o tempo de bola e ritmo de jogo. Errou muitos passes, ora atrapalhado pela condição do gramado, ora pelo condicionamento físico ainda longe do ideal.

O Atlético-MG era o reflexo do maestro. Com pouca inspiração, os comandados de Paulo Autuori nem de longe mostravam porque eram os atuais campeões da competição. Se com a bola rolando a coisa não andava, com a especialidade de R10 o grito de gol quase saiu, aos 39 minutos, com falta que passou raspando a trave de Ângulo.

O Zamora, por sua vez, não era diferente. A empolgação era o que alimentava a esperança dos venezuelanos, mas o futebol pobre e na base da correria levou nenhum perigo ao gol de Victor, que foi um mero espectador na primeira etapa.

R10 e Jô decidem no fim
O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro. Mas Ronaldinho resolveu aparecer logo no início. E não foi pelo futebol, e sim, pela violência, ao perder uma bola e receber cartão amarelo após dar uma tesoura em Ramirez.

O Atlético-MG de 2014 vem mostrando lentidão na transição da defesa para o ataque. Os toques de bola improdutivos fazem o time jogar na horizontal, o que dificulta para os velocistas Fernandinho e Diego Tardelli, cuja armas são as corridas na vertical.

Mas mesmo não jogando bem, Ronaldinho é Ronaldinho. Aos 42 minutos do segundo tempo, cobrou escanteio na cabeça de Jô para sacramentar a vitória atleticana na Venezuela.

 
 
 
FONTE: